Aquismón, San Luís Potosi, México

A Água que os Deuses Despejam de Jarros


O Letreito Habitual
Letras coloridas identificam Aquismon.
Vendedora Huasteca
Comerciante instalada num mercado de Aquismon.
barcos-rio-tanpaon-huasteca-potosina-san-luis-potosi
Frota de barcos garridos disponíveis no rio Tanpaon.
A Grande Tamul
Uma das três maiores quedas d'água do México.
Decoração de Mercado
Cores bem mexicanas animam um mercado da cidade de Aquismón.
A Sombra Possível
Grande "bonsai" decora o adro da igreja de Aquismon.
Tamul à Vista
Barco com visitantes regressa de uma tentativa de aproximação à cascata de Tamul.
Riacho Afluente
Visitantes admiram a beleza de um riacho que desagua no rio Tampaón.
Rápidos pouco Rápidos
Barqueiros puxam um barco por uma zona de rápidos do rio Tampaón.
Sobre um Rio Tampaón Espelho
Barqueiro rema na direcção da cascata de Tamul.
Peregrinação Guadalupense
Remadores participam numa romaria à cascata de Tamul, à entrada da qual exibirão uma imagem da Virgem de Guadalupe.
Bebedouro Improvisado
Vaca bebe água do rio Tampaón retalhado por um dos barcos que o servem.
Um Naturista Potosino
Vendedor naturista a postos na sua loja do mercado.
A Serra
A vegetação tropical em que s situa Xilitla.
Indígena Huasteca
Nativa de etnia huasteca em trajes tradicionais coloridos.
Tamul à Vista
Barco com visitantes regressa de uma tentativa de aproximação à cascata de Tamul.
Nenhuma queda d’água da Huasteca Potosina se compara com a de Tamul, a terceira mais alta do México, com 105 metros de altura e, na época das chuvas, quase 300 metros de largo. De visita à região, saímos na demanda do salto de rio que os indígenas viam como divino.

A meio da manhã, o Pueblo, desde 2018, Mágico de Aquismón vive o dia-a-dia animado que contribuiu para a sua distinção.

Moradores mayores põem a conversa em dia, sentados no muro que delimita o jardim, junto às letras multicolores com que a municipalidade se anuncia a quem a visita.

O mercado do lado de lá do jardim central já entrou, há algum tempo, no modo frenético habitual. Indígenas teenek e huastecas expõem vegetais, fruta e artesanato.

Em bancas próximas, servem-se tacos, zacahuiles e atoles.

E outros petiscos que, àquela hora, fazem de qualquer coisa entre o pequeno-almoço e o almoço, ou até de ambos.

As Cores e Sabores Huastecas do Pueblo Mágico Aquismón

Numa aresta distinta da também praça, o estabelecimento das raspas Chavitas mantinha a sua promoção sonora badalada pelo altifalante.

Sebastian Madera, mais conhecido por Chavas, relembra-nos o clássico “quem vai a Aquismón e não prova as suas raspas, é como se nunca lá tivesse ido”.

Convicto de que nos tinha persuadido, raspa o gelo de forma enérgica.

Sobre a pilha frígida que assenta nos copos, despeja leite condensado, mango, coco, banana, waffles, gomas e outros itens de doçaria que dão sabor extra ao petisco e fazem o seu total calórico ascender a números recordistas.

Devoramo-lo em três tempos.

Com o sol tropical da Huasteca a subir no horizonte, o efeito refrescante da tal raspa dura o que dura. É sob um braseiro que chegamos ao adro da parróquia de San Miguel Arcangel.

O Adro Inusitado da Parróquia San Miguel Arcangel

Já nos tínhamos habituado à jardinagem de Eduardo Mãos-de-Tesoura que embeleza os zócalos e anuncia tantos templos cristãos do México.

Esta igreja alaranjada e cor de lacre de Aquismón, contentava-se com um arbusto solitário. Uma espécie de Hidra vegetal, de cujos ramos despontavam coroas de folhagem viçosa.

Só por si, o conjunto reluzia de excentricidade. Como se não bastasse, uma moradora, utilitária de um qualquer serviço público próximo, chega determinada a estacionar à sombra. Sem cerimónias, deixa o carro na gerada pelo bonsai superlativo da paróquia.

Além de mínimo, o veículo é de um verde metalizado que rivaliza com o do arbusto.

Por pouco tempo.

Quando ela o remove do adro, nós, apontamos ao carro em que seguíamos e inauguramos o trajecto para fora de Aquismón, na senda de onde um tal de rio Santa Maria, se cruzava com um outro, denominado Gallinas.

Na Demanda do rio Santa Maria. Que de Santa Maria, se Converte em Tampaón

Demorado, o caminho começa por nos levar ao embarcadero La Morena, situado às margens do Tampaón, uma espécie de reencarnação do Santa Maria.

Encontramo-lo numa zona de grandes pastos mantidos à custa da floresta ribeirinha. Lá nos espera Carlos López, o responsável pelo trajecto fluvial que se seguia.

Carlos conduz-nos, por um trilho ervado.

Quando chegamos à beira-rio, juntam-se dois ajudantes, encarregues de escolher e preparar o barco para a navegação, de entre os vários que víamos, de cores sortidas, uns a flutuarem, outros semi-afundados no caudal translúcido do rio.

Enquanto esperávamos pelo embarque, vacas sedentas surgiam dos pastos acima, algo empoeiradas devido à época de estio e de sequia que estávamos a atravessar.

Duas delas, ignoram a nossa presença.

Descem pela orla enlameada e enfiam os focinhos largos nos barcos anfíbios, como se preferissem beber de uma gamela improvisada.

O Embarque Peculiar em Barcos semi-Afundados

Por fim, os ajudantes de Carlos trazem-nos uma primeira embarcação. Notamos que a água entrava por uma fenda logo à nossa frente. Na posse do equipamento fotográfico com que trabalhamos, recusamo-nos a prosseguir. Carlos pede que lhe tragam outro barco.

O segundo só estava um pouco melhor.

Carlos esforça-se por nos convencer que eram assim mesmo, que todos eles deixavam entrar um pouco de água e que era o inchaço da madeira consequente que os mantinha operacionais. Assegura-nos, ainda, que todos os dias liderava grupos no Tampaón e que, malgrado a entrada de alguma água, nada acontecia.

Acedemos. O barco zarpa.

Ao fim de umas boas pagaiadas contracorrente, algumas centenas de metros para diante, percebemos que tanto Carlos como os ajudantes garantiam que a água que removiam era superior à que entrava.

A Navegação conta-corrente do Tampaón

Tranquilizamo-nos. Dedicamo-nos às pagaiadas que nos competiam e, sempre que o cenário o merecia, a fotografar as margens abruptas do Tampaón.

Chegamos aos primeiros rápidos, impossíveis de vencermos apenas com a força dos braços. Carlos faz-nos desembarcar e percorrer um novo trilho de beira-rio.

Reentramos mais à frente, numa zona em que torrentes de água vindas das encostas a norte se juntavam ao rio, sob distintos fluxos: pequenas cascatas que irrompiam de paredes de musgo pendente, riachos ziguezagueantes pejados de fetos.

E outros.

Desembarcamos num ancoradouro que dava acesso a uns passadiços reveladores de tudo um pouco.

Do seu cimo, encontramos um cenote, uma gruta também ela repleta de água.

Uma Peregrinação Guadalupense pelo Fim da Pandemia

De novo mais próximos do Tampaón, surpreende-nos a passagem de dezenas de remadores, a bordo de uma frota de barcos. Carlos explica-nos que se tratava de uma peregrinação fluvial.

Agradecia o facto de, após um largo período em que, devido à pandemia, as autoridades proibiram a navegação de turistas no rio e inviabilizou o ganha-pão dos seus trabalhadores, a actividade ter voltado ao normal.

Assim, o que víamos passar, eram os donos de barcos, remadores e outros agentes a transportarem e acompanharem uma imagem da Virgem de Guadalupe até às imediações da cascata de Tamul, o garante financeiro e razão de ser de muitas das suas vidas.

Decorrido algum tempo, prosseguimos no mesmo rumo. Até que nos cruzamos com o seu regresso.

Numa zona em que o Tampaón se vê apertado num desfiladeiro de grande altura e, como tal, sombrio, mas em que a água fluía, tranquila, como um espelho de tom azul-esverdeado.

Continuávamos na expectativa do encontro com a grande Tamul. As pagaiadas sucediam-se, umas vezes de uns, outras, de outros.

A pressa era relativa. Além disso, contra a corrente, sempre que nos aplicávamos, sentíamos, num instante, os braços e os ombros a arder.

Por fim, entramos numa zona ainda mais sombria.

Lá damos com um ilhéu de rocha no meio do rio, elevado face ao caudal. Carlos confirma que se tratava do derradeiro ponto de desembarque e da plataforma de que iríamos apreciar Tamul, umas cascatas mais impressionantes que já admirámos.

Subimos para o ponto mais alto do ilhéu.

O Primeiro Vislumbre da Grande Cascata Tamul

Dali, vemos a enorme cortina de água gerada pelo mergulho de mais de 100 metros do afluente Gallinas sobre o Santa Maria que, dali em diante e com um caudal quase duplo, assumia o nome de Tampaón.

O Tampaón flui por mais 165km, até se juntar ao rio Moctezuma e formar o Pánuco, no caminho do inevitável Golfo do México, do mar em que Hernán Cortez desembarcou e mudou, para todo o sempre, o destino dos Mexicas, dos Maias e de tantos outros indígenas.

Aquismón, Huasteca Potosina, San Luís Potosi, México, vendedora huasteca

Do ilhéu de rocha em que nos mantínhamos, só quase víamos o perfil fumegante das quedas mais próximas da cascata.

Sabíamos, no entanto, que se estendia por centenas de metros mais e que tanto no cimo do Gallinas como no fundo do desfiladeiro ainda ao sol, o rio exibia um caudal quase turquesa.

Para os nativos huastecas (ou teenek) aquela visão e o seu fenómeno eram de tal maneira exuberantes que acreditavam serem criados pelos deuses, que eram as divindades quem fazia despejar a água, ora azulada ora esverdeada, de gigantescos jarros.

Por curto que pareça, é esse o conceito sintetizado em Tamul, “o lugar dos jarros”.

A Contemplação em Modo Drone da Tamul que se Escondia

Frustrados pelo pouco que o miradouro nos revelava, tratamos de enviar, como emissário visual e fotográfico, o mais recente reforço tecnológico, o drone que agora carregamos.

O seu lançamento prova-se um martírio. Naquele desfiladeiro apertado, o sinal de GPS teimava em se esconder.

Só após um demorado período de voo precário o conseguimos detectar, e manobrar o aparelho para altitudes que nos revelavam o conjunto dos dois rios, das cascatas e da selva envolvente em todo o seu esplendor.

Estávamos entretidos nessa pilotagem quando Carlos nos vêm alertar para o problema que se avolumava abaixo, e nas nossas costas.

Nos instantes finais dessa já quase meia-hora, tinham chegado vários barcos ao ilhéu. Os passageiros estavam tão fartos de remar como ansiosos para espreitarem a famosa Tamul.

Aflito, Carlos dita que tínhamos que fazer o drone regressar e voltar ao barco o quanto antes. Enquanto finalizávamos a recuperação do aparelho, já o ilhéu se enchia de passageiros inquietos, indignados, num equilíbrio que a sobrelotação do rochedo fazia instável.

Regressamos a favor da corrente. Percebemos, no entanto, que nem o alegado sentido descendente da navegação nos ajudava. O Tampaón como que resistia a poupar-nos o esforço e o cansaço.

Só quando chegamos aos rápidos pudemos largar as pagaias e deixar-nos levar pela força da corrente, sobrevoados por abutres na expectativa de um acidente, embalados pelo canto mágico das oropéndolas centroamericanas.

Ao voltarmos a terra, ao mesmo embarcadouro La Morena, outras vacas bebiam no meio da esquadra de barcos garridos, anfíbios e até afundados que enchia o Tampaón de cor.

Xilitla, San Luís Potosi, México

O Delírio Mexicano de Edward James

Na floresta tropical de Xilitla, a mente inquieta do poeta Edward James fez geminar um jardim-lar excêntrico. Hoje, Xilitla é louvada como um Éden do surreal.
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De Filão da Nova Espanha a Pueblo Mágico Mexicano

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Real de Catorce, San Luís Potosi, México

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Com a viragem para o século XX, o valor do metal precioso bateu no fundo. De povoação prodigiosa, Real de Catorce passou a fantasma. Ainda à descoberta, exploramos as ruínas das minas na sua origem e o encanto do Pueblo ressuscitado.
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Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
Tulum, México

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Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
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À Beira do Cenote, no Âmago da Civilização Maia

Entre os séculos IX a XIII d.C., Chichen Itza destacou-se como a cidade mais importante da Península do Iucatão e do vasto Império Maia. Se a Conquista Espanhola veio precipitar o seu declínio e abandono, a história moderna consagrou as suas ruínas Património da Humanidade e Maravilha do Mundo.
Uxmal, Iucatão, México

A Capital Maia que Se Empilhou Até ao Colapso

O termo Uxmal significa construída três vezes. Na longa era pré-Hispânica de disputa do mundo Maia, a cidade teve o seu apogeu, correspondente ao cimo da Pirâmide do Adivinho no seu âmago. Terá sido abandonada antes da Conquista Espanhola do Iucatão. As suas ruínas são das mais intactas da Península do Iucatão.
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.
Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
Campeche, México

Um Bingo tão lúdico que se joga com bonecos

Nas noites de sextas um grupo de senhoras ocupam mesas do Parque Independencia e apostam ninharias. Os prémios ínfimos saem-lhes em combinações de gatos, corações, cometas, maracas e outros ícones.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
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Safari
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
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Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
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