Morondava, Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre


Lento fim do dia
Nativo empurra um carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás.
Fila aquática
Peixeiras de Morondava atravessam o rio carregadas de peixe para o mercado da povoação.
A caminho
Condutor de tricycle percorre a Avenida dos Baobas.
Baobás I
Dois dos muitos embondeiros da Avenida dos Baobás.
Cama, cama, cama, camaleon
Crianças exibem enormes camaleões capturados na savana em redor da Avenida dos Baobás, junto aos grandes embondeiros.
Relação vegetal
Baobás Apaixonados, os famosos embondeiros entrelaçados nas imediações da avenida dos baobás.
Fila amfíbia
Peixeiras de Morondava prestes a fornecerem o mercado de peixe fresco.
A caminho II
Carro de bois percorre a avenida dos Baobás, entre embondeiros.
Ocaso vegetal
Sol põe-se a oeste da Avenida dos baobás.
Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

A manhã ainda se instala. A foz do rio Morondava resplandece de vida. Um barqueiro solitário vê-se aflito para dar resposta a tanto trabalho.

Da margem em que a apreciamos e ao o caudal e ao dia passar, algumas mulheres com afazeres na margem oposta de Betania, sobem a bordo do barco de madeira gasta, escavado de um único velho tronco.

Do lado bem mais tropical de lá, um pequeno exército de varinas malgaxes, com grandes alguidares à cabeça, avança água adentro, até ao limiar em que a embarcação as pode recolher.

Peixeiras, Rio Morondava, Madagascar

Peixeiras de Morondava atravessam o rio carregadas de peixe para o mercado da povoação.

Uma vez estabelecido o contacto com o barco, instalam-se e ao peixe que os homens da aldeia acabaram de pescar. A sua viagem completa-se nuns meros trezentos metros, pouco mais de três minutos.

Fotografamo-las durante todo este curto percurso.

Quando de nós se aproximam, tapam as faces com as mãos ou usam-nas para replicarem a mímica para dinheiro. Só se rendem às nossas intenções quando se veem obrigadas a equilibrar os pesados alguidares com os braços.

Peixeiras em marcha, Madagascar

Peixeiras da região de Morondava atravessam a foz do rio carregadas com grandes alguidares de peixe

Este ritual logístico repete-se durante todo o tempo que ali passamos. Nem a chegada de dois militares de metralhadoras ao ombro, também eles passageiros iminentes, o parece importunar.

Como não o afecta a passagem de uma pequena caravana de canoas diminutas provinda da entrada para o grande Índico, ou a diversão fluvial de cinco jovens nativos que mergulham da quilha do seu dhow azul-celeste para a água lamacenta.

Banhos no Rio Morondava, Madagascar

Nativos de Morondava refrescam-se e divertem-se no rio homónimo.

As mulheres fartam-se do nosso abuso. Organizam-se para o cobrar. São demasiadas para lhes podermos fazer a vontade. Mudamos de paragens, mais para diante, para onde o Morondava se entrega ao oceano e o amarela.

A Vida Piscatória às Margens entre o Canal de Moçambique e o Rio Morondava

O areal vasto em frente à povoação homónima é, também ele, palco de uma intensa faina. Vários grupos de homens e adolescentes puxam por redes que antes espalharam no mar em frente e depositam os pequenos peixes capturados no interior semi-alagado de longas canoas.

Outros recolhem, lavam e enrolam redes já antes libertas da pescaria. Outros ainda empurram carros repletos de peixe, de forma atabalhoada, sobre a areia seca.

Em época do turismo do oeste de Madagascar tão baixa como a maré, o nosso itinerário errante pela beira-mar, deixa a maioria dos nativos intrigada mas também serve de pretexto para pausas que todos acham merecidas.

Numa das suas abordagens, dois jovens pescadores exibem-nos, orgulhosos, uma raia recém-capturada. Acabamos a banhar-nos com eles no Canal de Moçambique amornado entre Madagascar e o leste de Moçambique, entregues a chapinhanços e gargalhadas.

Com o sol a elevar-se para o seu zénite, o calor torna-se insuportável. Aos poucos, os pescadores recolheram às casas em redor da povoação ou, pelo menos, à sombra.

Mulher com mussiro, Morondava, Madagáscar

Moradora de Morondava protegida com uma máscara facial mussiro.

Em muito maior risco de dali sairmos grelhados que os nativos, refugiámo-nos num dos restaurantes instalados de ambos os lados da pequena estrada de Morondava.

Lalah Randrianary conduzia-nos e guiava-nos desde a já longínqua capital Antananarivo. Esperava, com ansiedade, pela hora de regressar a zonas malgaxes mais frescas e familiares, mais próximas da sua etnia merina proveniente das actuais ilhas indonésias, em vez da sakalava, com origem no leste africano e com pouca ou nenhuma afinidade com a merina.

Almoçamos duas das especialidades que Lalah nos havia aconselhado. Logo após, metemo-nos na carrinha e apontamos para o interior tribal da região de Menabe.

Quando a via RT35 se despromove do asfalto para a terra batida da RT8, ganhamos consciência da iminência de um cenário africano que há tantos anos nos seduzia.

Em Busca dos Grandes Embondeiros. Ou Baobás.

A estrada em direcção a norte liga a região de Morondava à de Belo Tsibirihina, uma povoação sobre o rio Tsibirihina que, até a chegada em força da época seca, corta o acesso a outro dos lugares de sonho da maior das ilhas africanas: a incrível floresta de rochedos afiados e cortantes de Tsingy de Bemaraha, lar improvável dos mais furtivos lémures de Madagáscar e de inúmeras outras espécies.

A época seca estava, no entanto, por chegar. Porções do caminho permaneciam semi-lamaçentas e riachos que atravessavam a estrada obrigam-nos a duas travessias anfíbias. A “avenue” não tarda. Passamos por aldeias tribais, agrupamentos de palhotas consolidadas com galhos e lama seca.

Passamos ainda por plantações artesanais de amendoim e de mandioca.

Trycicle, Avenida dos Baobás, Madagascar

Condutor de tricycle percorre a Avenida dos Baobas.

Por fim, avistamos ao longe as copas ramificadas dos gigantescos embondeiros que, na sua passagem pioneira pela zona, estima-se que há cerca de 1000 anos, os marinheiros árabes terão descrito como o diabo tendo arrancado as árvores e as colocado de cabeça para baixo, isto por as suas copas mais parecerem raízes.

Minutos depois, chegamos ao enfiamento da sua majestosa alameda.

Em Busca dos Baobás Apaixonados

A tarde ainda vai a meio. Concordamos com Lalah que sugere que devíamos espreitar primeiro a outra grande atracção vegetal da zona e avançamos por caminhos arenosos até as imediações dos Baobás Apaixonados, dois embondeiros que cresceram entrelaçados um no outro, símbolos seculares de uma lenda de amor proibido entre dois jovens de tribos distintas.

Baobás Apaixonados, Madagascar

Baobás Apaixonados, os famosos embondeiros entrelaçados nas imediações da avenida dos baobás.

Estes jovens queriam viver as suas vidas juntos mas as famílias e os chefes das respectivas tribos já lhes haviam determinado parceiros, pelo que tiveram que se conformar. Aqueles dois baobás ter-se-ão abraçado pouco depois. Celebram a sua união frustrada e encantam viajantes para todo o sempre.

No regresso à estrada RT8, temos a primeira visão panorâmica dos embondeiros, da espécie adansonia grandidieri, os mais altos à face da Terra.

A Grandiosa Avenida dos Baobás

Surgem alinhados num segmento de savana com quase trezentos metros. São entre vinte a vinte e cinco árvores, com uma altura média de trinta metros.

Pastam cabras e chilram inúmeros pássaros em redor do ponto de que os apreciamos, entre três ou quatro agrupamentos tribais semi-fechados sobre si mesmos por uma criteriosa cebe de arbustos espinhosos.

Se o lugar tem, hoje, um ecossistema resplandecente enriquecido pela simbiose das próprias árvores, com lémures, morcegos da fruta, formigas e outros insectos, colibris e dezenas de aves, o que terá sido antes, quando os embondeiros endémicos de Madagáscar se perdiam numa vasta e densa floresta tropical.

Baobás, Avenida dos Baobás, Madagascar

Dois dos muitos embondeiros da Avenida dos Baobás.

O tempo passou. A população malgaxe aumentou, com grande contribuição da etnia sakalava por ali também predominante.

A Sacralização Milenar dos Baobás de Madagáscar

A floresta original deu, assim, lugar a arrozais e outros campos de cultivo e a pastagens. Os nativos não tocaram todavia nos embondeiros que chamam de renalas, as mães da floresta.

A maior parte dos malgaxes nunca chegam a ver um embondeiro nas suas vidas já que crescem apenas na franja ocidental de Madagáscar, a mais próxima do Canal de Moçambique.

Os embondeiros não existem nas terras altas, mais frias e populosas do interior da ilha. São, no entanto, a árvore e o principal símbolo da nação, com profundo significado espiritual para várias tribos que as veem como reencarnação ou habitat de espíritos ancestrais.

Os malgaxes que com elas convivem deixam com frequência, na sua base, mel e rum dentro de conchas de enormes caracóis terrestres. Tentam, com tais oferendas, obter dos baobás sagrados auxílio na recuperação de familiares ou, em alturas de seca, o rápido regresso das chuvas.

Por mais improvável que pareça, no distante Japão tudo é possível e também por aqueles lados o baobá se tornou místico. Ano após ano, aldeãos nipónicos participam em verdadeiras peregrinações a Madagáscar, recém-imbuídos da crença de que os embondeiros são a árvore sagrada do xintoísmo.

Como resultado desta veneração histórica, a impressionante avenida arbórea mantém-se firma e hirta. Não tardamos a encará-la de forma longitudinal e, logo, a percorrê-la.

Carro de bois na Avenida dos Baobás, Madagascar

Carro de bois percorre a avenida dos Baobás, entre embondeiros.

Dia a dia em Redor dos Gigantescos Baobás

Lalah recolhe a uma área de estacionamento improvisada junto à entrada sul da via.

Convive com os vendedores de artesanato e de fruta que ali tentam aproveitar a visita dos forasteiros, à falta de um estatuto de parque nacional que proteja aquele seu património e os ajude a lucrar com bilhetes cobrados aos vahiny, assim são denominados os turistas.

Eram raros os jipes ou veículos modernos que cruzavam à avenida. Ao invés, sucediam-se os carros de bois puxados por parelhas de zebus, pastores e camponeses carregados de instrumentos e dos frutos da sua lavra.

Um pequeno bando de miúdos aparece do nada cada qual com o seu enorme camaleão agarrado a um galho.

Vendedores de Camaleões, Avenida dos Baobás, Madagascar

Crianças exibem enormes camaleões capturados na savana em redor da Avenida dos Baobás, junto aos grandes embondeiros.

Tentam convencer-nos a comprá-los como mascotes.

Confrontados com a inviabilidade daquele negócio, recorrem ao alternativo, bem mais fácil de concretizar: “ok, então pelo menos façam umas fotos com eles.

Vocês têm umas boas máquinas. Depois, dão-nos o que quiserem!”

Silhuetas de Embondeiros sobre o Ocaso Malgaxe

O sol precipita-se sobre o solo e esquadrões de morcegos começam a sobrevoar as copas rendilhadas daqueles portentos arbóreos.

Também nós nos posicionamos. Contornamos um pântano abaixo do plano da avenida até que a temos contra o céu a pegar fogo.

Por do sol, Avenida dos Baobás, Madagascar

Sol põe-se a oeste da Avenida dos baobás.

O negro das silhuetas dos baobás torna-se cada vez mais escuro e mais gráfico.

Esse contraste de cores e formas assume uma beleza divinal que só se intensifica com o fluir crepuscular da vida local. Instalamo-nos do lado de lá do charco.

Bandos infernais de mosquitos sedentos provindos da vegetação encharcada acossam-nos.

Apesar do repelente, mordem-nos ao ponto de aquele massacre asado nos deixar preocupados com a chatice de contrairmos malária, ou outra maleita afim. Mas o que tínhamos por diante anulava todo e qualquer incómodo. Movemo-nos uns metros para a esquerda ou para a direita e fazemos a bola do sol afundar entre os gigantescos troncos.

Enquanto o horizonte incandescia, vários nativos percorriam a avenida na base dos baobás, indiferentes à sumptuosidade do cenário. Vemos e registamos os seus contornos diminutos e graciosos, uns atrás dos outros, como se assistíssemos a um teatro natural e orgânico de sombras.

Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar

Nativo empurra um carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás.

Um camponês empurra um carrinho de mão. Logo, um ciclista e várias mulheres com trouxas sobre a cabeça, seguidos por um cão que se detém, aqui e ali, entretido com cheiros familiares.

A Viagem Nocturna para Antsirabe

O pôr-do-sol dá lugar a um longo lusco-fusco que aguentamos ainda sob ataque dos mosquitos determinados a registar o panorama e as sucessivas cenas com distintos tons. Por fim, a luz solar desvanece-se de vez e entrega às estrelas o firmamento acima dos embondeiros.

Lalah aguardava-nos há uma eternidade. Voltamos a contornar o pântano. Juntamo-nos a ele no abrigo da carrinha e regressamos ao núcleo balnear abafado de Morondava para lá passarmos a noite.

Quando, na manhã seguinte, regressamos encantados a Antsirabe e às terras altas, merinas e betsileo, estávamos certos que haveríamos de voltar a percorrer a avenida mais famosa de Madagáscar, a caminho das terras não menos fascinantes de Tsingy de Bemaraha.

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Cabana de Bay Watch, Miami beach, praia, Florida, Estados Unidos,
Arquitectura & Design
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É parco para o número de almas que a desejam.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Dia da Austrália, Perth, bandeira australiana
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Glamour vs Fé
Cidades
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Silhuetas Islâmicas
Cultura

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Vista do John Ford Point, Monument Valley, Nacao Navajo, Estados Unidos
Em Viagem
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Étnico
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Boneca da mansão da Myrtles Plantation, St. Francisville
História
St. Francisville, Luisiana, Estados Unidos

Um Santuário Antebellum, Assombrado do Luisiana

West Feliciana estende-se no interior do Bayou State que, em tempos, acolheu o maior porto do rio Mississípi e o naturalista John Audubon. Em Francisville e em redor, a região preserva 150 edifícios erguidos pelos produtores abastados de algodão, antes da Guerra Civil Americana. Muitos deles, abrigam alegadamente fantasmas.
Caldeirão da Ilha do Corvo, Açores,
Ilhas
Corvo, Açores

O Abrigo Atlântico Inverosímil da Ilha do Corvo

17 km2 de vulcão afundado numa caldeira verdejante. Uma povoação solitária assente numa fajã. Quatrocentas e trinta almas aconchegadas pela pequenez da sua terra e pelo vislumbre da vizinha Flores. Bem-vindo à mais destemida das ilhas açorianas.
Quebra-Gelo Sampo, Kemi, Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Devils Marbles, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End
Natureza
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Fuga de Seljalandsfoss
Parques Naturais
Islândia

Ilha de Fogo, Gelo, Cascatas e Quedas de Água

A cascata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
Sigiriya capital fortaleza: de regresso a casa
Património Mundial UNESCO
Sigiriya, Sri Lanka

A Capital Fortaleza de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Viti Levu, Fiji Ilhas, Pacifico do Sul, recife coral
Praias
Viti Levu, Fiji

Ilhas à Beira de Ilhas Plantadas

Uma parte substancial de Fiji preserva as expansões agrícolas da era colonial britânica. No norte e ao largo da grande ilha de Viti Levu, também nos deparámos com plantações que há muito só o são de nome.
igreja, nossa senhora, virgem, guadalupe, mexico
Religião
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Sociedade
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Vida Selvagem
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.