Tequila, JaliscoMéxico

Tequila: a Destilação do Oeste Mexicano que Anima o Mundo


Arquitectura de Tequila
Tequila Tours
O Zócalo de Tequila
Banda Jalisqueña
A Paróquia Santiago Apostol
Destilação
Sala de Barricas
Bar Hiperdecorado
Herradura Deco
Calle José Cuervo
Prova Rápida
El Cuervo José Cuervo
Tequilas Várias
Jima de um Agave-Azul
Homenagem de Bronze
Mural Tahona y Fiesta
A Paróquia Santiago Apostol
Hotel de Barricas
Um Anoitecer Embarricado II
Vista Interior
Desiludidos com a falta de vinho e de aguardente, os Conquistadores do México aprimoraram a aptidão indígena milenar de produzir álcool. No século XVII, os espanhóis estavam satisfeitos com a sua pinga e começaram a exportá-la. A partir de Tequila, o pueblo, hoje, centro de região demarcada. E nome por que se tornou famosa.

Sem dúvida alguma o aroma no ar.

Se nos perguntassem o que mais nos tinha surpreendido, à descoberta de Tequila, diríamos, em concordância, que o estranho cheiro adocicado que tantas vezes sentíamos.

Já tínhamos viajado vezes sem conta por domínios tropicais pejados de cana-de-açúcar, dotados de engenhos e unidades processadoras e que disseminavam a sua fragrância particular. Aquela era, todavia, outra. Aos poucos, entranhou-se-nos nas mentes.

Chegámos a Tequila extenuados de uma longa viagem, quase toda nocturna, com partida em Mexcaltitan, no norte do estado de Nayarit, vizinho do de Jalisco que continuávamos a explorar. Instalamo-nos numa casa alugada, a alguma distância do zócalo e do centro histórico.

Na manhã seguinte, tal como temíamos, começou por nos despertar o trânsito da rua empedrada em frente. Terminou o serviço, um coro gorgolejante de uma criação de perus logo ao lado.

Tequila também é isto. Mas tanto, tanto mais.

Em época alta, visitam-na e vivem-na milhares de forasteiros por dia, boa parte deles, gringos expatriados em Guadalajara, em Puerto Vallarta e redondezas.

Em qualquer noite, o seu nome é repetido vezes sem conta em redor da Terra.

A bebida, misturada e agitada em incontáveis Margaritas, Tequila Sunrises e Bloody Marias.

Não obstante, a cidade epónima preserva um recato, uma tradicionalidade e ruralidade que só lhe reforçam o encanto.

O termo “tequila” deriva da palavra nahuatl (dialecto azteca) “tecuilan”, traduzível como “lugar de tributos”.

Tequila: do Lugarejo Azteca à Fama Planetária

Com o passar dos séculos, a história indígena, colonial e mexicana transformou a cidade de Tequila no seu próprio tributo.

Uma homenagem jalisquense e mexicana ao engenho e à criatividade humana.

E, em jeito de recompensa, ao convívio e boa-disposição.

O zócalo de Tequila é, como quase todos no México, formado por uma igreja mandada erguer em pedra pelos colonos espanhóis, irmanada com uma praça com um coreto de ferro no centro.

O inevitável letreiro tridimensional e colorido identifica o pueblo e compõe o conjunto.

No caso de Tequila, o dito letreiro tornou-se de tal forma disputado que alguns jovens filhos da terra dele fizeram mister.

Promovem-se como fotógrafos experimentados e criativos e fotografam visitantes atrás de visitantes, de todos os ângulos e mais alguns, até mesmo deitados no chão ou quase a fazerem o pino.

Os pesos mexicanos com que as gentes de fora os recompensam estimulam-nos a perseverar.

Tequila e o seu Zócalo sempre Animado

Há algo mais no zócalo da cidade que o diferencia.

Ocupam-no dezenas de bares de rua, bancas e atrelados repletos de garrafas de tequila com rótulos notórios, dos mais clássicos e sérios da Tequila añeja – maturada e com qualidade superior – a outros, juvenis e na moda.

Estes bares servem as bebidas mexicanas predilectas, micheladas, botanas e afins.

Servem, sobretudo, cantaritos, pequenos potes de barro a transbordar de uma versão popularucha de cocktails, feitos de laranjada ou gasosa de toranja, sumo de lima e laranja, gelo e, claro está, tequila.

Como o veem os mexicanos, ir a Tequila e não beber um cantarito (melhor será dizer, vários) redunda numa heresia irreparável.

De acordo, na praça, nas calles em redor, cruzamo-nos com cantaritos sem conta, segurados, como dádivas, por almas ébrias, por mãos trémulas de felicidade convivial.

Amiúde, a bordo de veículos em forma de barricas em que guias credenciados lhes apresentam e explicam as peculiaridades e excentricidades do pueblo.

As Destiladoras que dão à Cidade Aroma de Agave

De tempos a tempos, volta a inebriar-lhes o olfacto o bálsamo de agave que envolve o casario multicolor, aqui e ali, embelezado por murais temáticos.

Da tequila, claro está.

Libertam o tal olor as chaminés das destiladoras seculares e conceituadas da cidade, a José Cuervo e a Sauza.

Estiveram ambas na génese da empreitada tequilera de Jalisco e do México.

São indissociáveis da fundação e notoriedade do povoado Tequila e da sua região demarcada.

Hoje, limitada ao estado de Jalisco e a umas poucas municipalidades dos de Guanajuato, Michoacán, Nayarit e Tamaulipas.

Ao longo da história, as duas famílias conviveram e enriqueceram do lucro da tequila.

As suas enormes fazendas e fábricas ainda se confrontam.

Separam-nas ruelas ou muros. As chaminés das suas destiladoras destacam-se acima do casario, como que a vigiarem a produção rival.

Incursões ao Mundo Cuervo e a Casa Sauza, as Produtoras Incontornáveis de Tequila

Visitar uma hacienda tequilera é outro dos rituais incontornáveis de Tequila. Temos a sorte de nos convidarem para périplos guiados tanto do Mundo Cuervo como no domínio vizinho e concorrente da Casa Sauza.

De ambos os lados da calle José Cuervo (promovida como a mais antiga da cidade) deslumbram-nos a colecção de calhambeques, a enorme sala de barricas e a fábrica La Rojena, (por sua vez, a mais antiga da América Latina)

E a enorme estátua do corvo negro, logo à entrada.

Ainda, a magnificência da hacienda complementar El Centenário, lugar do Museu de arte e cultura José Beckmann Gallardo.

Nesse intrincado e elegante Mundo Cuervo, prendam-nos também com uma prova aturada de tequila, em que aprendemos a destrinçar as variantes de sabor, cor e aroma entre as categorias de tequila, da mais à menos maturada: a Extra Añeja, a Añeja, a Reposada, a Joven u Oro e a Blanca, em qualquer caso, dependente da percentagem dos açucares do agave-azul empregues no fabrico.

Já nas mãos da Casa Sauza, temos o privilégio de acompanhar uma mostra de jima.

A Jima dos Agaves e a Opulência da Casa Sauza

Numa plantação de agaves-azuis nos arredores, espantamo-nos com a perícia de um jimador trajado e protegido a rigor que recorre a distintas ferramentas afiadas para colher e cortar a espinhosa (e perigosa) planta do agave-azul.

Fá-lo até que resta apenas o seu coração polpudo e açucarado que, depois de espremido, é deixado a fermentar e a destilar.

De regresso ao centro histórico de Tequila, mostram-nos os jardins e os edifícios seculares da Casa Sauza.

Incluindo o mural “Tahona y Fiesta” pintado, em 1969, por José Maria Servin e que dramatiza e surrealiza a longa e intrincada história da tequila.

Concedem-nos ainda uma passagem deslumbrante pelo interior da fábrica, com explicações meticulosas sobre os tratamentos dados em cada enorme depósito, consoante a desejada tequila final.

Trata-se de uma gestão complexa, se tivermos em conta que, com o tempo, a Casa Sauza se desdobrou em várias marcas e subnomes de produtos condizentes com a categoria da aguardente de agave-azul engarrafada.

A José Cuervo e a Casa Sauza até podem ser as produtoras mais antigas e renomeadas de Tequila.

Muitas mais ocuparam os solos ressequidos e vulcânicos em redor, cada qual com as suas próprias plantações de agave-azul.

Paisage Agavero de Tequila: Agaves a Perder de Vista

Nos derradeiros dias passados em Tequila, deixamo-nos perder na ruta del paisage agavero da região, de tal maneira pitoresca e única que a UNESCO a classificou e faz por proteger.

Deambulamos também pelas plantações José Cuervo, numa imensidão de filas pontiagudas estendida entre o Vulcão de Tequila e a estrada Federal 15D.

Quando nisso estamos, com o sol a assentar sobre o oceano Pacífico e a fazer reluzir os agaves-azuis, inquieta-nos o que teria gerado todo aquele excêntrico mar vegetal.

As Origens Nativas e Coloniais da Tequila

Sabe-se que os indígenas olmecas, astecas e de outras etnias e sub-etnias já fermentavam o agave para produzir pulque, uma bebida sagrada a que atribuíam o seu próprio deus, Patecatl.

Ora, consolidada a conquista do México, os espanhóis depressa angustiaram com a falta do vinho com que estavam habituados a regar as refeições, e com a da aguardente que bebiam, nas mais diversas ocasiões ou até sem ocasiões, por toda a Ibéria.

Ainda tentaram substituí-los com o pulque. Só que, ao contrário dos indígenas, os espanhóis desprezavam a bebida divina.

Avessos à desistência, os invasores resolveram fazer as suas próprias experimentações de fermentação e, mais tarde, de destilação do agave.

Começaram por improvisar, com a mistura de argila com a polpa dos agaves.

Esse processo que veio a dar origem ao não menos famoso Mezcal.

A determinada altura, aperceberam-se de que o agave-azul, em particular, lhes garantia uma aguardente, mesmo se destilada de uma espécie de cacto, tão boa ou melhor que as consumidas por em Espanha.

A Tequila que é um Mezcal mas o Mezal que não pode ser Tequila

A diferença entre o Mezcal e a Tequila tem imenso que se lhe diga.

Assenta, no entanto, em duas premissas:

  1. a tequila é considerada um Mezcal.
  2. o oposto não se aplica. O Mezcal pode ser obtido de diversos agaves. Caso a matéria-prima seja apenas o agave-azul, nesse caso, estaremos a provar uma tequila, já não um Mezcal.

No início do século XVII, o Marquês de Altamira, um colono abastado, resolveu erguer uma destilaria de aguardentes de grande escala, pioneira no México.

Ao fazê-lo nas terras actuais de Tequila semeou, assim, a produção e a tradição local.

E abriu portas a sucessivas outras iniciativas que a rota comercial entre Manila (Filipinas) e o México, aberta pela Coroa Espanhola, no século anterior, quase sempre garantiu lucrativas.

Hoje, as famílias Cuervo e Sauza, que lançaram as suas próprias produções, respectivamente em 1758 e 1873, são consideradas as anciãs ainda activas da mundialmente consumida e celebrada tequila.

 

ONDE FICAR EM TEQUILA

Hotel Posada Tierra Mágica

Tel.: +52 374 742 1414

Hotel Nueve Agaves

 Tel: +52 374 688 03 96

Mendoza, Argentina

Viagem por Mendoza, a Grande Província Enóloga Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, a província de Mendoza está no centro da maior região enóloga da América Latina.
Real de Catorce, San Luís Potosi, México

De Filão da Nova Espanha a Pueblo Mágico Mexicano

No início do século XIX, era uma das povoações mineiras que mais prata garantia à Coroa Espanhola. Um século depois, a prata tinha-se desvalorizado de tal maneira que Real de Catorce se viu abandonada. A sua história e os cenários peculiares filmados por Hollywood, cotaram-na uma das aldeias preciosas do México.
Real de Catorce, San Luís Potosi, México

A Depreciação da Prata que Levou à do Pueblo (Parte II)

Com a viragem para o século XX, o valor do metal precioso bateu no fundo. De povoação prodigiosa, Real de Catorce passou a fantasma. Ainda à descoberta, exploramos as ruínas das minas na sua origem e o encanto do Pueblo ressuscitado.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Uxmal, Iucatão, México

A Capital Maia que Se Empilhou Até ao Colapso

O termo Uxmal significa construída três vezes. Na longa era pré-Hispânica de disputa do mundo Maia, a cidade teve o seu apogeu, correspondente ao cimo da Pirâmide do Adivinho no seu âmago. Terá sido abandonada antes da Conquista Espanhola do Iucatão. As suas ruínas são das mais intactas da Península do Iucatão.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
Campeche, México

Um Bingo tão lúdico que se joga com bonecos

Nas noites de sextas um grupo de senhoras ocupam mesas do Parque Independencia e apostam ninharias. Os prémios ínfimos saem-lhes em combinações de gatos, corações, cometas, maracas e outros ícones.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Barrancas del Cobre, Chihuahua, México

O México Profundo das Barrancas del Cobre

Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !

Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Fogueira ilumina e aquece a noite, junto ao Reilly's Rock Hilltop Lodge,
Safari
Santuário de Vida Selvagem Mlilwane, eSwatini

O Fogo que Reavivou a Vida Selvagem de eSwatini

A meio do século passado, a caça excessiva extinguia boa parte da fauna do reino da Suazilândia. Ted Reilly, filho do colono pioneiro proprietário de Mlilwane entrou em acção. Em 1961, lá criou a primeira área protegida dos Big Game Parks que mais tarde fundou. Também conservou o termo suazi para os pequenos fogos que os relâmpagos há muito geram.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º - Ngawal a BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Arquitectura & Design
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
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Cerimónias e Festividades
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Naghol de Pentecostes: Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.
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Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
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São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
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Cultura
Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.
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O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Em Viagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
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Étnico
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
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Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

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História
Barra a Kunta Kinteh, Gâmbia

Viagem às Origens do Tráfico Transatlântico de Escravos

Uma das principais artérias comerciais da África Ocidental, a meio do século XV, o rio Gâmbia era já navegado pelos exploradores portugueses. Até ao XIX, fluiu pelas suas águas e margens, boa parte da escravatura perpetrada pelas potências coloniais do Velho Mundo.
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Ilhas
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Sua Graça a Graciosa

Por fim, desembarcarmos na Graciosa, a nossa nona ilha dos Açores. Mesmo se menos dramática e verdejante que as suas vizinhas, a Graciosa preserva um encanto atlântico que é só seu. Quem tem o privilégio de o viver, leva desta ilha do grupo central uma estima que fica para sempre.
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Inverno Branco
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Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
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Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
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Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Menina brinca com folhas na margem do Grande Lago do Palácio de Catarina
Outono
São Petersburgo, Rússia

Dias Dourados que Antecederam a Tempestade

À margem dos acontecimentos políticos e bélicos precipitados pela Rússia, de meio de Setembro em diante, o Outono toma conta do país. Em anos anteriores, de visita a São Petersburgo, testemunhamos como a capital cultural e do Norte se reveste de um amarelo-laranja resplandecente. Num deslumbre pouco condizente com o negrume político e bélico entretanto disseminado.
Namibe, Angola, Gruta, Parque Iona
Parques Naturais
Namibe, Angola

Incursão ao Namibe Angolano

À descoberta do sul de Angola, deixamos Moçâmedes para o interior da província desértica. Ao longo de milhares de quilómetros sobre terra e areia, a rudeza dos cenários só reforça o assombro da sua vastidão.
Via Conflituosa
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Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
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Personagens
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O Berço de Zorro

El Fuerte é uma cidade colonial do estado mexicano de Sinaloa. Na sua história, estará registado o nascimento de Don Diego de La Vega, diz-se que numa mansão da povoação. Na sua luta contra as injustiças do jugo espanhol, Don Diego transformava-se num mascarado esquivo. Em El Fuerte, o lendário “El Zorro” terá sempre lugar.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Páscoa Seurassari, Helsínquia, Finlândia, Marita Nordman
Religião
Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Sociedade
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Leões juvenis num braço arenoso do rio Chire
Vida Selvagem
PN Liwonde, Malawi

A Reanimação Prodigiosa do PN Liwonde

Durante largo tempo, a incúria generalizada e o alastrar da caça furtiva vitimaram esta reserva animal. Em 2015, a African Parks entrou em cena. Em pouco tempo, também beneficiário da água abundante do lago Malombe e do rio Chire, o Parque Nacional Liwonde tornou-se um dos mais vivos e exuberantes do Malawi.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.