Singapura

A Capital Asiática da Comida


Basmati Bismi
Distribuidor de arroz basmati da marca Bismi junto à caixa da sua camioneta.
Vermelho X-Plosivo
A malagueta é um dos ingredientes incontornáveis de muitos dos pratos singapurense.
Hora do troco
Mulheres de etnia malaia fazem compras num mercado de víveres do Tekka Mall de Singapura.
Tarefa para homens
Singapurenses de etnia Tamil compram vegetais numa banca de rua de Little India.
Noite animada
Rua da Chinatown de Singapura animada e repleta de gente a saborear especialidades da pequena nação.
Outros sabores
Cozinheiro austríaco vende salsichas Wiener nas ruas da Chinatown de Singapura, até à data da fotografia, com enorme sucesso.
Decoração e signos
Não está provada a relação astrológica mas uma balança jaz junto a um aquário numa banca do mercado de víveres do Tekka Mall.
Pratada de sabor
Pormenor de um dos pratos tradicionais servidos nos Hawker Centres de Singapura.
Tian Yuan
Dona de uma banca de um Hawker Centre apetrechada de ingredientes e com um menu bilingue afixado.
Jelly fruta
Pormenor de uma sobremesa tão colorida como simples que combina pudim com gelatina.
Arquitectura com sabor a durião
Um pormenor do Esplanade - Theatres on the Bay, o edifício cultural mais emblemático de Singapura, inspirado no fruto nacional, o durião.
Pausa para almoço
Condutor de riquexó recupera as energias a devorar uma refeição confeccionada em casa.
Chias Vegetable’s
Mulheres numa banca de vegetais da zona de Little Índia
Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.

Os hawker centres são uma espécie de instituição singapurense.

Nós sentíamo-nos oficialmente desesperados perante a abundância de stands interiores geminados em diversas filas e com as suas especialidades e menus dispostos de forma similar.

A fome apertava mas limitávamo-nos a dar mais voltas àquela zona aromática do Teka Mall. Com isso, só alimentávamos a enorme indecisão, tornada ainda mais ridícula pelos acenares e apelos simultâneos dos empregados de balcão dos estabelecimentos mais próximos:

“Venham cá, experimentem as minhas especialidades! Vão adorar!” ou “É da minha comida que andam à procura, tenho a certeza absoluta!”

Singapura é das nações mais ordeiras à face da Terra, que não subsistam dúvidas mas estes lojistas tinham que fazer pela vida e a visão de dois forasteiros a tentar decidir-se era mais forte que os mais descomplexados.

Perdidos nos Menus e Sabores do Teka Mall, às Portas da Little India

Acabámos por ceder ao chamamento de um deles, de etnia malaia. Aproximámo-nos da sua montra e desatámos um rol de perguntas sobre no que consistia ou continha isto ou aquilo.

Singapura Capital Asiática Comida, Malaguetas

A malagueta é um dos ingredientes incontornáveis de muitos dos pratos singapurense.

Esclarecidos, acabámos por pedir um nasi goreng (arroz frito com pedacinhos de carne e vegetais) e uma grande mee soto (uma sopa de noodles rica e bastante picante).

Quando a comida estava pronta, a senhora serviu-nos sem grandes sorrisos na mesa em que nos tínhamos acomodado.

Demorámos uma eternidade a partilhar os dois pratos, muito por culpa da potência da sopa para que não estávamos preparados.

Em seguida, ainda experimentamos uma taça de chendol.

Singapura Capital Asiática Comida, Jelly fruta

Pormenor de uma sobremesa tão colorida como simples que combina pudim com gelatina.

Celebramos ao constatar o quanto se assemelhava às sobremesas halo halo que tínhamos devorado vezes sem conta nas Filipinas, feitas de leite de coco, farinha de arroz, gelatina, açúcar de palma e, como acontecia com o chendol que tínhamos pela frente, frequentemente reforçado com feijão vermelho.

Mais que satisfeitos, ocorreu-nos que aquela sim, era uma verdadeira praça de alimentação. Não que Singapura não as tivesse também em grande quantidade dentro dos seus incontáveis centros comerciais em pouco ou nada diferentes dos que temos por cá.

Já uma área coberta, enorme como aquela, com centenas de mini-restaurantes lado e lado, agrupados por grupos étnicos, para evitar ao máximo rixas e confusões, a servir de tudo um pouco, isso não estávamos habituados a ver.

Hawker centres como o Teka e outras dezenas espalhados pela ilha não servem só para refeições de hora de almoço durante a semana. Até mesmo quando os singapurenses jantam fora em grupo, os preferem aos restaurantes convencionais.

Aproveitam, assim, a sua conveniência, os preços muito mais baixos e a diversidade de oferta sem fim que tanto nos deixara baralhados.

Singapura Capital Asiática Comida, banca mercado

Dona de uma banca de um Hawker Centre apetrechada de ingredientes e com um menu bilingue afixado.

A Riqueza Histórica, Étnica e Gastronómica de Singapura

Singapura sempre foi um porto fulcral da Ásia servido por uma população em grande parte proveniente de outras paragens.

Ao longo dos tempos, as culinárias dos nativos malaios e a do maior grupo étnico da ilha, o chinês, misturaram-se entre si e com as dos grupos étnicos indianos – com destaque para o Tamil -, a Peranakan de descendentes de chineses há muito instalados em Penang, Malaca, na Indonésia e na própria Singapura.

O tempero étnico não se ficou por aí.

Singapura Capital Asiática Comida, Chinatown

Rua da Chinatown de Singapura animada e repleta de gente a saborear especialidades da pequena nação.

A fusão genética dos portugueses que dominaram durante dois séculos o mercado das especiarias e continuaram a habitar Malaca e Singapura com os nativos, ingleses, holandeses, chineses e indianos deu origem ao grupo kristang.

A sua culinária, goza, também ela, de grande prestígio.

Como era de esperar, além de um sem número de ingredientes e pratos provindos de todos aqueles lugares bem como suas variantes, surgiram ainda, na ilha, muitas outras receitas hoje consideradas híbridas ou multiculturais.

Singapura Capital Asiática Comida, petisco

Pormenor de um dos pratos tradicionais servidos nos Hawker Centres de Singapura.

Uma Nação Multiétnica com uma Comida MultiGalardoada

Bastaria passarmos do mundo localizado mas delicioso e revigorante dos Hawker centres para o do prestígio internacional para constatarmos a popularidade da gastronomia singapurense.

Em 2011, a CNN resolveu levar a cabo uma eleição online das “50 Comidas Mais Deliciosas do Mundo”.

Quatro das mais votadas foram pratos idolatrados em Singapura: Arroz de Frango de Hainan, o Chili de Caranguejo, Laksa (sopa de noodles Perakanan) e os Roti Prata, habitualmente servidos com caril de carne ou vegetais e que podem ser cozinhados com queijo, cebola, banana, feijão, chocolate, cogumelos, ovos ou outros.

Esplanade - Theatres on the Bay, Pausa para almoço

Condutor de riquexó recupera as energias a devorar uma refeição confeccionada em casa.

Ingredientes como estes são conseguidos em distintos mercados convenientemente contíguos aos hawker centres.

Existem os de carne, de peixe, de vegetais etc etc, em que vários donos de restaurantes mantêm outros negócios e em que todos se abastecem.

Singapura Capital Asiática Comida, banca mercado

Mulheres de etnia malaia fazem compras num mercado de víveres do Tekka Mall de Singapura.

Depois daquela refeição e de outras em lugares similares, quase nunca resistimos a deambularmos pelos seus corredores confusos.

Entre donas de casa embrulhadas em saris, sob hijabs ou em vestidos ocidentais e modernos, atendidas por talhantes, peixeiros e outros comerciantes entregues de corpo e alma aos ofícios.

Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi

Distribuidor de arroz basmati da marca Bismi junto à caixa da sua camioneta.

Deambulação pelos Mercados Prolíficos de Singapura

Grande parte das suas compras são dedicadas a refeições caseiras já quase seculares por vezes partilhadas por grupos de diferentes religiões, neste caso, com atenção às restrições de cada um: o porco no caso dos muçulmanos, vaca para os hindus, pratos preferencialmente de aves ou vegetarianos se ambos estiverem sentados à mesa.

Noutro dia qualquer, passeávamos pelo bairro de Little Índia quando demos com a estranha cena de dezenas de singapurenses indianos numa esplanada quase todos de lassis na mão a assistirem ao que parecia um clássico de Bollywood.

Cinema de esplanada,Little India, Singapura de Sari, Singapura

Espectadores de uma sessão de cinema ao ar livre de Little India.

Curiosos, sentámo-nos, pedimos duas e ficámos a acompanhar os derradeiros momentos da barulhenta longa-metragem. No fim, demos connosco a tagarelar com um sikh de postura altiva e discurso contagiante.

Falámos-lhe do fenómeno das lassis e acabámos por nos envolver num longo debate a três que meteu o sistema político singapurense e a verdadeira importância das etnias indianas no país. Mas também passou obviamente pela comida.

“Vocês são o quê, já agora? Católicos, protestantes? Não são nada? Ah, OK, pronto, são desses free thinkers sem deus ou deuses, já percebi.

O Papel da Gastronomia na Complexa Identidade Singapurense

Bom, de qualquer maneira, têm que entender que aqui em Singapura, as coisas já funcionam assim há muito tempo”, procurou elucidar-nos Singh, cada vez mais entusiasmado pelo interesse que demonstrávamos e pela profundidade que a conversa assumia.

“Nós coexistimos com as nossas etnias e religiões mas a rivalidade entre os grupos étnicos mantém-se.

Uma das formas de evitarmos que a nossa identidade se suma na dos outros ou, pior, simplesmente na ocidental é respeitarmos as tradições. Aquelas lassis e a gastronomia em geral têm um papel incontornável em Singapura.

Basta ter algum dinheiro para uma família de cá atravessar a ilha toda para chegar a um restaurante com comida de que gostem muito, seja a que hora for.

Aliás, até é frequente singapurenses emigrados regressarem mais cedo do que pensavam do estrangeiro só por sentirem falta dos seus pratos favoritos.”

A dissertação continuou. Deixou-nos convencidos e mais atentos ao assunto.

Nos últimos dias de visita explorámos a zona da Marina Bay, na foz do rio Singapura.

Singapura Capital Asiática Comida, Esplanade - Theatres on the Bay

Um pormenor do Esplanade – Theatres on the Bay, o edifício cultural mais emblemático de Singapura, inspirado no fruto nacional, o durião.

Constatámos que até a arquitectura da Esplanade – Theatres on The Bay, o principal centro de artes do país, é declaradamente inspirada no durião, o mal-cheiroso fruto nacional que as autoridades tiveram que proibir na rede de transportes públicos.

São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Little India, Singapura

Little Índia. A Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.
Sentosa, Singapura

A Evasão e a Diversão de Singapura

Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

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Anfitrião Wezi aponta algo na distância
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O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

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savuti, botswana, leões comedores de elefantes
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Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
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Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
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Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
Sombra vs Luz
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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
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Deixamos a fortaleza de Galle para trás. De Unawatuna a Tangale, o sul do Sri Lanka faz-se de praias com areia dourada e de coqueirais atraídos pela frescura do Índico. Em tempos, palco de conflito entre potências locais e coloniais, este litoral é há muito partilhado por mochileiros dos quatro cantos do Mundo.
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Religião
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa

A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
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Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
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Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
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Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
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PN Serengeti, Tanzânia

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Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.