Pilgrim's Rest, África do Sul

Peregrinação ao Legado Mineiro do Velho Transvaal


Alameda Arborizada
Alameda inclinada acima da encosta em que se estende Pilgrim's Rest
Central Garage II
Outra perspectiva da Central Garage de Pilgrim's Rest
Royal Hotel
Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado
A Central Garage
Garagem central noutro edifício de ferro corrugado de Pilgrim's Rest
Godfred, ao balcão
Godred, ao balcão do Church Bar de Pilgrim's Rest
A Clewer Store
Uma loja de tudo um pouco, de Pilgrim's Rest
Memorial aos Tombados na Guerra
Memorial aos homens de Pilgrim's Rest Perecidos na Guerra
O Church Bar
Decoração histórica do Church Bar
A Outra Garagem
A Garagem e posto de serviço, ambos operacionais
Figuras sem Cabeça
Miúdos de Pilgrim's Rest, numa encenação sem cabeça mas com pés
Beatrice
Vendedora de frutos secos, junto ao Royal Hotel.
A Velha Casa da Moeda
Letreiro da velha Casa da Moeda, justificada pela abundância de ouro
Sala do Velho Banco
Uma das salas do antigo banco de Pilgrim's Rest, hoje alojamento extensão do Royal Hotel.
Dito Estimulante
Dito que favorece o o Church Bar
Royal Hotel Invertido
Vendedora passa junto ao Royal Hotel de Pilgrim's Rest
Pilgrim’s & Sabie
Morador de entrada num edifício secular da povoação
O Royal Hotel
Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado
A postos, no Mercado
Vendedor num mercado de artesanias de Pilgrim's Rest
Legado Mineiro British
A Garage de Pilgrim's Rest, entre uma caixa de correio e uma cabine telefónica britânica
O Antigo Banco de Pilgrim’s Rest
Um dos edifícios coloniais da cidade, o velho Banco
A região a norte do rio Vaal acolheu duas grandes febres do ouro. A segunda teve início em 1870, só já no século XX, com a introdução da electricidade e maquinaria industrial gerou riqueza substancial. A suficiente para fixar uma casa da moeda, um banco, dezenas de outros negócios e os lares do monumento nacional sul-africano de Pilgrim’s Rest.

As quedas d’água chamam-se Lisbon.

Admiramo-las quando cai uma bátega que dissimula o caudal que lá se despenha.

Precipitamo-nos para o carro. Continuamos o percurso para sul da famosa Panorama Route, por entre pinhais e eucaliptais imensos que corrompem a paisagem.

Chegamos a Graskop, a grande povoação da região. Cruzamo-la entre vivendas gradeadas e ruas percorridas por moradores agitados que se esforçam para nos atrair para pousadas e negócios da sua conveniência.

A tarde vai para o fim. Há um outro lugar que mantemos prioritário. Desviamos para uma estrada secundária.

Desce de Graskop para oeste, aos esses, por uma encosta de um tal de Eastern Escarpment, província de Mpumalanga, em que a floresta se adensa.

A frente de nuvens carregadas que tínhamos vencido no trajecto impõe-se, à distância. Damos os primeiros passos exploratórios em Pilgrim’s Rest, quando a extensão do mesmo temporal nos volta a encharcar.

Obriga-nos a correr para debaixo de arcadas.

Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado

Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado

Segundo, entretanto, apuramos, pertencem ao restaurante do Royal Hotel.

Têm, na iminência, o Church Bar, estabelecimento que há muito atrai bebedores e pecadores forasteiros.

À entrada, um anúncio da cerveja Castle Lager convoca-os com um proselitismo fiado:

“É tradição que cada visitante que passe por Pilgrim’s Rest beba uma imperial no famoso Church Bar”.

Dito que favorece o o Church Bar

Dito que favorece o famoso Church Bar de Pilgrim’s Rest

Cedemos ao apelo. Entramos. Saudamos o empregado de serviço.

Admiramos a parafernália de imagens, recortes com ditos cómicos e outros.

De jornais de outrora, que decoram a parede oposta à relíquia de balcão, uma plataforma feita de tábuas longas que, à imagem dos bancos altos e gastos, servem a história e a tradição.

Decoração histórica do Church Bar

Decoração histórica do Church Bar

Godfred serve-nos uma Castle Lager, a mesma promovida na camisola verde e amarela, multimodalidades (cricket, futebol e râguebi), da selecção sul-africana com que atende os clientes.

Godfred fala-nos do grupo de franceses recém-chegado e dos seus amados Kaiser Chiefs.

Damos uma derradeira olhada.

Com a cerveja, a chuva e a trovoada nas últimas, saímos à descoberta do lugarejo.

Godred, ao balcão do Church Bar de Pilgrim's Rest

Godred, ao balcão do Church Bar de Pilgrim’s Rest

Caminhamos para cima e para baixo da via principal e inclinada, que agrupa o casario.

A cada passagem pelas imediações do Royal Hotel, vendedoras de cajus e frutos secos afins impingem os seus saquinhos de duzentas gramas e muitos menos rands.

Compramos dois a Ana e Beatrice, vendedoras concorrentes, mas compinchas.

Agradecido, o duo convence-nos a adquirirmos outros dois. Prendam-nos com uma canção religiosa que se habituaram a cantar na Zionist Church local, acompanhada de uma espécie de coreografia.

Vendedora de frutos secos, junto ao Royal Hotel.

Vendedora de frutos secos, junto ao Royal Hotel.

Atingimos o cimo da rua.

Macacos saltam de galho em galho.

Memorial aos homens de Pilgrim's Rest Perecidos na Guerra

Memorial aos homens de Pilgrim’s Rest Perecidos na 2ª Guerra Mundial

Acima do memorial que louva os sete moradores da zona caídos durante a 2ª Guerra Mundial.

E disparados para cima do telhado da antiga casa da moeda.

Letreiro da velha Casa da Moeda, justificada pela abundância de ouro

Letreiro da velha Casa da Moeda, justificada pela abundância de ouro

Sucedem-se os negócios.

Surgem instalados em edifícios de madeira, ferro corrugado e chapa dura, erguidos nos primórdios de Pilgrim’s Rest.

Uma cabine telefónica e um marco do correio, ambos vermelhos, indiciam a génese colonial britânica, com inquestionável co-autoria bóer daqueles confins sul-africanos.

Adicionam cor a uma Central Garage automóvel em forma de A, paredes meias com uma tão ou mais providencial casa de chá.

A Garage de Pilgrim's Rest, entre uma caixa de correio e uma cabine telefónica britânica

A Garage de Pilgrim’s Rest, entre uma caixa de correio e uma cabine telefónica britânica

Por aí, detectamos uma cumulus nimbus imponente rosada pelo ocaso ocidental. Pilgrim’s Rest repousa numa bonança subtropical e crepuscular que nos deslumbra sem apelo.

Em vez de, como antes pensado, seguirmos até Mbombela (hoje, Nelspruit), decidimo-nos por pernoitar.

Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado

Edifícios do Royal Hotel, o mais conceituado do povoado

Passamos pelo Royal Hotel.

Dizem-nos que os quartos no núcleo principal estão ocupados pelo grupo francês.

Têm disponíveis algumas das casas complementares.

Um dos edifícios coloniais da cidade, o velho Banco

Um dos edifícios coloniais da cidade, o velho Banco

Levam-nos umas dezenas de metros mais abaixo na rua.

Enquanto nos instalamos, explicam-nos que vamos ficar no antigo banco da povoação, reconvertido num chalé do século XIX, decorado com papel de parede igual aos cortinados.

A mobília e os utensílios da casa de banho e cozinha desse mesmo tempo.

Uma das salas do antigo banco de Pilgrim's Rest, hoje alojamento extensão do Royal Hotel.

Uma das salas do antigo banco de Pilgrim’s Rest, hoje alojamento extensão do Royal Hotel.

Despertamos sobre as 8h30. Logo ali, do outro lado da rua, damos com os correios antigos reconvertidos em loja de recordações, mas ainda funcionais.

Entre vários outros edifícios, contam-se ainda museus que nos ajudam a compreender a génese secular da pequena vila.

Pilgrim’s Rest surgiu como resultado do influxo de mineiros, diz-se que gerado, em 1873, após dois prospectores – Alex Patterson e William Trafford – terem encontrado ouro no riacho Pilgrim duma tal de fazenda Ponieskrantz e imediações.

O intento de manterem o achado secreto falhou, quando Trafford decidiu registar o seu lote particular com um comissário designado para o ouro de Mac-Mac, explorado a meros 5km de Pilgrim’s Rest.

Centenas de outros prospectores e mineiros de partes distintas da África do Sul e do Mundo depressa se juntaram ao duo. Em Setembro de 1873, o governo proclamou a zona um campo aurífero. Gerou um segundo pólo da febre do ouro do Transvaal, quase 20 anos anterior ao da Grande Febre do Ouro do Klondike, ao longo do rio Yukon.

Em pouco tempo, o ouro encontrado permitiu a passagem das tendas provisórias a edifícios erguidos para durarem.

Em menos de um ano, à parte de muitos lares, existiam já vinte e uma lojas, dezoito cantinas, três padarias, igrejas, um jornal, uma tipografia, o Hotel Royal e outros.

Morador de entrada num edifício secular da povoação

Morador de entrada num edifício secular da povoação

Isto, apesar de quase todo o ouro encontrado na zona ser aluvial, e sob a forma de pó, menos valioso. Só muito raramente foram achadas pepitas, diz-se que, a maior, com 7,5 gramas.

O ouro em pó nunca chegou para satisfazer a quantidade de mineiros deslocados.

Sem surpresa, por volta de 1880, boa parte tinha-se mudado para novos depósitos recém-descobertos em Barberton, outra região da província de Mpumalanga.

Nesse hiato, muitos sonhos saíram gorados.

Ainda assim, as condições que a povoação oferecia a quem ela se entregava, levaram os mineiros a baptizá-la de Pilgrim’s Rest.

Alameda inclinada acima da encosta em que se estende Pilgrim's Rest

Alameda inclinada acima da encosta em que se estende Pilgrim’s Rest

No final do século XIX, com o terreno livre, empresas com recurso a equipamento capaz de escavar mais depressa e mais fundo entraram em cena. Em 1895, várias delas uniram-se.

Formaram a Transvaal Gold Mining Estates (TGME), a primeira empresa mineradora sul-africana listada na bolsa. A TGME conseguiu extrair quantidades de ouro que, não tarda, justificaram o emprego de electricidade e, de acordo, a construção de duas estações hidroeléctricas no rio Pilgrim.

Como resultado, em 1913/14, as minas de Pilgrim’s Rest originaram o valor recordista de mais de três mil quilos anuais.

Geraram riqueza até 1971. Nesse ano, Pilgrim’s Rest foi vendida ao governo sul-africano como monumento nacional. Uma empresa australiana, a Theta Gold Mines, reiniciou a mineração em 1998.

Outra perspectiva da Central Garage de Pilgrim's Rest

Outra perspectiva da Central Garage de Pilgrim’s Rest

Mantem-na activa. A vila, essa, subsiste na forma da relíquia histórica que continuamos a apreciar.

Abaixo dos velhos correios, há um mercado também feito de chapa e ferro corrugado.

Abriga dezenas de vendedores de artesanato e recordações que rogam pela atenção de quem por ali se apresenta.

Vendedor num mercado de artesanias de Pilgrim's Rest

Vendedor num mercado de artesanias de Pilgrim’s Rest

O mercado dista meros passos da destilaria de tecto íngreme e desdobrado convertida no aconchegante Scott’s Cafe, assim baptizado em honra daquela que é considerada a personagem histórica mais lamentável de Pilgrim’s Rest.

Walter Scott era apenas outro de muitos caçadores de fortuna que tentaram a sua sorte na povoação. Até que, numa noite ébria de festa, abateu Roy Spencer, seu amigo, filho de um banqueiro inglês, por ter fortes suspeitas de que este lhe teria roubado uma bolsa cheia de ouro.

Na manhã seguinte, Scott encontrou a bolsa, intocada, na tenda em que dormia. Quando ganhou consciência do que tinha feito, suicidou-se. Foi sepultado numa campa anónima, junto ao infeliz e condenado Roy Spencer.

A pouca distância do Scott’s Cafe, à sombra de uma árvore enorme, perdura uma loja fundada pouco depois do boom industrial da mineração.

A Clewer Store entrou em operação em 1920, enquanto “general dealer” de produtos e talho. Hoje, funciona num modo triplo de restaurante, bar e loja de recordações.

Uma loja de tudo um pouco, de Pilgrim's Rest

Uma loja de tudo um pouco, de Pilgrim’s Rest

Mantem uma pequena charrete sob as suas arcadas, à imagem de vários outros estabelecimentos que se valorizam em termos históricos, ao exibirem relíquias dos tempos áureos de Pilgrim’s Rest.

Dos tempos mais áureos, para sermos precisos.

Mesmo se inexploradas, as colinas em volta escondem quantidades substanciais de ouro. Tanto assim é, que todos os meses de Setembro, acolhem uns já famosos campeonatos de mineração.

Na sequência da caminhada, damos com o posto de abastecimento funcional da vila.

A Garagem e posto de serviço, ambos operacionais

A Garagem e posto de serviço, ambos operacionais

Garante a derradeira hipótese de, como em breve fizemos, os forasteiros meterem combustível antes de cruzarem a ponte Joubert (1896).

De retornarem à estrada serpenteante que os leva para fora do vale profundo, de volta a Graskop e a terras mais elevadas da Panorama Route.

Quase noite acima do Royal Hotel e restaurante

Quase noite acima do Royal Hotel e restaurante

COMO IR

Reserve o seu programa de viagem da Panorama Route e outros lugares na África do Sul com o operador QUADRANTE VIAGENS: quadranteviagens.pt  Tel. 256 33 11 10

e-mail: [email protected]

Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Cabo da Boa Esperança - Cape of Good Hope NP, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.
Robben Island, África do Sul

A Ilha ao Largo do Apartheid

Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu a vislumbrar a Robben Island, aquando da sua travessia do Cabo das Tormentas. Com os séculos, os colonos transformaram-na em asilo e prisão. Nelson Mandela deixou-a em 1982, após dezoito anos de pena. Decorridos outros doze, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul.
Cidade do Cabo, África do Sul

Ao Fim e ao Cabo

A dobragem do Cabo das Tormentas, liderada por Bartolomeu Dias, transformou esse quase extremo sul de África numa escala incontornável. E, com o tempo, na Cidade do Cabo, um dos pontos de encontro civilizacionais e urbes monumentais à face da Terra.
Garden Route, África do Sul

O Litoral Jardim da África do Sul

Estendida por mais de 200km de costa natural, a Garden Route ziguezagueia por florestas, praias, lagos, desfiladeiros e parques naturais esplendorosos. Percorremo-la de leste para oeste, ao longo dos fundos dramáticos do continente africano.
Panorama Route, África do Sul

Na Rota Panorâmica da África do Sul

Conduzimos dos meandros profundos do rio Blyde até ao povoado ex-colonial e pitoresco de Pilgrim’s Rest e às grutas de Sudwala. Km após Km, a província de Mpumalanga revela-nos a sua grandiosidade.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Safari
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração da Vida Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Celebração newar, Bhaktapur, Nepal
Cerimónias e Festividades
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
patpong, bar go go, banguecoque, mil e uma noites, tailandia
Cidades
Banguecoque, Tailândia

Mil e Uma Noites Perdidas

Em 1984, Murray Head cantou a magia e bipolaridade nocturna da capital tailandesa em "One Night in Bangkok". Vários anos, golpes de estado, e manifestações depois, Banguecoque continua sem sono.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Em Viagem
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Fila Vietnamita
Étnico

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

Teatro de Manaus
História
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Ocaso, Santo Antão, Cabo Verde
Ilhas
Santo Antão, Cabo Verde

Pela Estrada da Corda Toda

Santo Antão é a mais ocidental das ilhas de Cabo Verde. Lá se situa um limiar Atlântico e rugoso de África, um domínio insular majestoso que começamos por desvendar de uma ponta à outra da sua deslumbrante Estrada da Corda.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Walter Peak, Queenstown, Nova Zelandia
Natureza
Nova Zelândia  

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.
Menina brinca com folhas na margem do Grande Lago do Palácio de Catarina
Outono
São Petersburgo, Rússia

Dias Dourados que Antecederam a Tempestade

À margem dos acontecimentos políticos e bélicos precipitados pela Rússia, de meio de Setembro em diante, o Outono toma conta do país. Em anos anteriores, de visita a São Petersburgo, testemunhamos como a capital cultural e do Norte se reveste de um amarelo-laranja resplandecente. Num deslumbre pouco condizente com o negrume político e bélico entretanto disseminado.
Maui, Havai, Polinésia,
Parques Naturais
Maui, Havai

Maui: o Havai Divino que Sucumbiu ao Fogo

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Banco improvisado
Património Mundial UNESCO
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Personagens
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
El Nido, Palawan a Ultima Fronteira Filipina
Praias
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a ChameNepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Hipopótamo exibe as presas, entre outros
Vida Selvagem
PN Mana Pools, Zimbabwé

O Zambeze no Cimo do Zimbabwé

Passada a época das chuvas, o minguar do grande rio na fronteira com a Zâmbia lega uma série de lagoas que hidratam a fauna durante a seca. O Parque Nacional Mana Pools denomina uma região fluviolacustre vasta, exuberante e disputada por incontáveis espécimes selvagens.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.