Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes


Niassa visto do Ar III
Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique
Ocaso Peculiar II
Ocaso peculiar nos confins do Lago Niassa, Moçambique e Malawo
Patrick e o Embondeiro
Patrick, funcionário do Nkwichi Lodge, na base de um embondeiro
Juventude Enraizada
Jovens na Aldeia Mala, lago Niassa, entre Cobué e o Nkwichi Lodge
Cardeal-do-Capim
Cardeal-do-Capim numa margem do Lago Niassa.
Banho de Espuma Tropical
Nkwichi Lodge, banheira e duche exterior, Moçambique
Partida de Ntxuva
Dois rapazes jogam Ntxuva numa loja e bar da Aldeia Mala
Enseada da Aldeia Mala
Enseada em frente à Aldeia Mala, na margem leste do Lago Niassa
Chefe da Aldeia Mala
Chefe da Aldeia Mala, a sul de Cobué, Moçambique
Um Lago Niassa Rochoso
Secção rochosa do Lago Niassa, junto à Aldeia Mala
Barco da Aldeia Mala
Barco artesanal, ao largo da Aldeia Mala
Niassa visto do Ar
Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique
A Caminho
Remadores ao largo da margem do Lago Niassa, próxima à Aldeia Mala
Chefe da Aldeia Mala II
Chefe da Aldeia Mala, a sul de Cobué, Moçambique
Wezi nas Alturas
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Niassa visto do Ar II
Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique
Niassa Anfíbio
Retalho anfíbio do lago Niassa, no noroeste de Moçambique
Cobué, Lago Niassa
Cobué vista do lago Niassa
A Igreja de Cobué
Jovem moradora passa em frente da igreja de Cobué
Ocaso Peculiar
Ocaso peculiar nos confins do Lago Niassa.
Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.

A meio da manhã, tal como combinado, Daliso e Wezi ancoram nas águas rasas em frente ao aeroporto de Likoma, na iminência de cabanas e paneiros da comunidade piscatória local.

Wezi, o anfitrião do Nkwichi Lodge, vem ao nosso encontro.

Com ajuda de Daliso, o timoneiro ao seu serviço, passamos as malas para o barco. Os carimbos de saída do Malawi já os tínhamos resolvidos. Era suposto iniciarmos, de imediato, a navegação.

Ditava o parco desenvolvimento do lado moçambicano que Wezi tivesse que se abastecer de uns poucos mantimentos, ainda em Likoma.

Daliso faz-nos avançar ao largo do cerne da ilha e da sua rua de terra batida, principal, pejada de pequenos comércios.

Uma recente e dramática subida das águas fazia com que o lago Malawi a tivesse invadido e inundado vários edifícios, como fez mais para sul, em Nkotakhota, em redor de Liwonde e do PN Liwonde. Também dificultava o desembarque.

Por fim, Wezi consegue-o, num ponto improvisado por Daliso. Contados cinco minutos, reembarca com sacos de café e outros produtos.

Daliso, aponta-nos a Cobué, uma povoação da margem leste do lago.

Cruzamo-lo durante uma hora, embalados por vagas estendidas, próprias de um oceano amainado.

Cobué vista do lago Niassa, Moçambique

Cobué vista do lago Niassa

Escala Burocrática Obrigatória, em Cobué

Vemos a torre sobranceira da igreja de Cobué definir-se, acima de árvores e de telhados mais próximos da costa.

Pouco depois, desembarcamos na povoação, sob o olhar de jovens moradores que mergulham de um pontão semi-afundado.

Barco e passageiros no pontão de Cobué

Barco e passageiros no pontão de Cobué

Wezi guia-nos até à emigração. Encontra-a fechada.

Esperamo-lo à sombra da arcada do edifício, enquanto procura os funcionários.

Passam outros cinco minutos. Aproveitamo-los para espreitar a igreja da povoação.

Jovem moradora passa em frente da igreja de Cobué

Jovem moradora passa em frente da igreja de Cobué

Regressa com dois responsáveis em uniformes militares.

Hermínia saúda-nos e processa os carimbos, tendo em conta a raridade de visitantes, intrigada quanto a de onde vínhamos e com o que por ali fazíamos.

“Ah, vão até ao Nkwichi? Que sorte a vossa. É bonito por lá. Bom, se voltam a Likoma, vemo-nos daqui a uns dias. Divirtam-se.”

Agradecemos os desejos. Despedimo-nos.

Secção rochosa do Lago Niassa, junto à Aldeia Mala

Secção rochosa do Lago Niassa, junto à Aldeia Mala

Cumprimos outra hora de navegação costa abaixo.

Apenas mexida quando, obrigados a contornarmos uma secção salpicada de rochedos anfíbios, ficamos expostos a uma ondulação mais vigorosa.

Ancoragem e Entrada no Recôndito Nkwichi Lodge

Pelas duas e meia da tarde, por fim, Daliso flecte para a enseada protegida que o Nkwichi Lodge usava como ancoradouro.

No interior, a vegetação tropical revelava-se cerrada e sombria. Mal conseguíamos perceber as cabanas e edifícios que compunham o lodge.

Até que Wezi nos convoca para um pequeno périplo.

Por um trilho de selva, leva-nos ao chalé que nos tinham atribuído, o mais espaçoso “Niassa”.

De imediato, encantamo-nos com a criatividade e harmonia orgânica da sua estrutura.

Quase toda erguida em materiais naturais, adaptada aos caprichos do arvoredo em redor, aos dos rochedos e lajes.

Nkwichi Lodge, banheira e duche exterior,

Nkwichi Lodge, banheira e duche exterior, Moçambique

Incluindo um duche e uma banheira exteriores envoltos de uma paliçada que deles pareciam emanar e um espaço de refeições na base de um embondeiro grandioso.

Patrick, funcionário do Nkwichi Lodge, na base de um embondeiro

Patrick, funcionário do Nkwichi Lodge, na base de um embondeiro

Um outro trilho conduz-nos do chalé à praia principal, situada numa enseada ampla.

Mais para dentro da época estival, contava com um areal alvo imenso que condizia com a água translúcida do lago.

Por aquela altura, na ressaca da época das chuvas, com o lago transbordado, boa parte da areia tinha-se sumido.

Cadeiras em praia de seixos, do Nkwichi Lodge

Cadeiras em praia de seixos, do Nkwichi Lodge

Descobria uma camada de seixos polidos que dificultava a entrada no lago, mas, sob uma perspectiva fotográfica, tinha a sua própria beleza.

Almoçamos na praia, sobrevoados em permanência por um casal de águias-pesqueiras guinchantes que defendiam o território e pescavam a refeição da família asada.

Na sequência, cirandamos à descoberta da área do lodge.

Macaco-azul na selva em redor do Nkwichi-Lodge

Macaco-azul na selva em redor do Nkwichi-Lodge

Retém-nos a comunidade local de macacos, entregues a um banquete de marulas, maduras e com um gosto doce que lhes era irresistível.

Às quatro e meia da tarde, reencontramos Wezi.

A Caminhada Inaugural, às Alturas na margem Lago Niassa

Leva-nos numa caminhada às alturas de Nkwichi, a uma crista de relevo destacada da selva.

Com uma vista desafogada sobre a encosta e a margem abaixo, a vastidão do lago e, na lonjura, vislumbres da ilha de Likoma de que tínhamos vindo e da sua vizinha Chizumulu.

Anfitrião Wezi aponta algo na distância

Anfitrião Wezi aponta algo na distância

Acompanhamos o sol a assentar sobre o lado de lá do lago e o Malawi.

Partilhamos vinho e aperitivos. E, em inglês, um pouco mais sobre nós. Wezi confirma-se malawiano.

Os seus pais, que eram de Nkhata Bay, tinham-se separado quando tinha cinco anos.

A mãe mudou-se para Lichinga (Moçambique). O pai, para Inglaterra.

Ele, Wezi, acabou por se juntar ao pai.

Por lá estudou e ganhou a vida, por exemplo, em Bolton, onde trabalhou em pubs.

Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique

Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique

Só que Wezi sempre sentiu falta da Natureza pura e da vivência tranquila do Malawi e de Moçambique.

Aproveitou a hipótese de trabalhar para o Nkwichi Lodge que, para mais, lhe permitia estar a umas poucas horas de Lichinga.

A Origem Empreendedora do Nkwichi Lodge

O lodge, esse, já existia desde 1994.

Neste ano, os irmãos Patrick e Paul Simkin, que há muito viviam no sul de África, detectaram aquele lugar inexplorado pelo turismo, durante uma expedição de canoagem, numa partilha do lago com os pescadores da região.

Remadores ao largo da margem do Lago Niassa, próxima à Aldeia Mala

Remadores ao largo da margem do Lago Niassa, próxima à Aldeia Mala

No seu dialecto ChiNyanja, os nativos tratavam-no por mchenga nkwichi, literalmente “areias rangentes”

Os areais brancos e desafogados convenceram os irmãos Simkin do potencial incrível da zona a sul de Cobué.

De acordo, fundaram a Manda Wilderness, um projecto englobante que tinha como fim usar os proveitos de um lodge e de outros apoios na melhoria das vidas das pessoas da região.

Moradora da Aldeia Mala amanha peixe.

Moradora da Aldeia Mala amanha peixe.

Esse propósito foi aniquilado pela entrada em cena da pandemia, em 2020.

Um longo revés que levou, inclusive, a que os novos proprietários se decidissem por encerrar o lodge.

Inconformado, Wezi propôs-se ficar à frente de um novo modelo self-catering e simplificado de exploração, dependente de menos funcionários.

Muito graças à sua acção, o Nkwichi lodge continuava a pagar a uma equipa de trabalhadores fixos e colaboradores e a acolher visitantes, como nós, privilegiados por a partir dele desbravarem aqueles confins noroeste de Moçambique.

Se a comunidade local já passou por dias melhores sob a égide da proactiva Manda Wilderness, devemos sublinhar que o histórico da região é, sobretudo, de agrura, deslocamento e desintegração.

O Passado Bélico Conturbado da Região

Recuemos até ao cenário da Guerra de Independência de Moçambique.

Em 25 de Setembro de 1964, aquela mesma Cobué foi um dos palcos dos dois primeiros ataques da FRELIMO às forças portuguesas.

A guerra alastrou-se.

Intensificou-se nas margens do lago e no interior do Niassa, junto com Cabo Delgado, uma das províncias em que, devido viabilidade de retirada para a Tanzânia, a FRELIMO controlou as zonas de selva e rurais e em que os ataques de guerrilha se tornaram mais frequentes.

Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique

Vista aérea do litoral do Lago Niassa, noroeste de Moçambique

Ameaçados pelo conflito, muitos dos nativos viram-se obrigados a cruzar o lago, a refugiar-se no Malawi.

Encontramos vários deles ainda a viverem em Likoma, a esquecerem, aos poucos, a língua portuguesa.

Em 1975, Moçambique proclamou a independência.

Apenas dois anos depois, deflagrou a Guerra Civil Moçambicana. E mesmo se só chegou ao Niassa, em 1983, o seu alastrar na província voltou a travar o regresso dos refugiados da Guerra da Independência.

Como testemunhámos repetidas vezes, este longo e aturado imbróglio político-militar acabou por contribuir para o convívio e união de famílias malawianas com moçambicanas.

Jovens na Aldeia Mala, lago Niassa, entre Cobué e o Nkwichi Lodge

Jovens na Aldeia Mala, lago Niassa, entre Cobué e o Nkwichi Lodge

Amiúde, entre pessoas das mesmas etnias e que já antes partilhavam os mesmos dialectos africanos.

Uma Segunda Caminhada, de Visita à Aldeia Mala

Na manhã seguinte, re-energizados por um pequeno-almoço ao sabor das vagas, voltamos a seguir os passos do anfitrião.

Por um trilho que alternava entre selva, savana e praia chegamos à Mala, uma aldeia de pescadores instalada em redor da península, a partir da qual se disseminavam os rochedos que, na viagem de Cobué, nos tinham forçado a afastarmo-nos da costa.

Barco artesanal, ao largo da Aldeia Mala, Moçambique

Também Mala possuia os seus areais alvos, desafogados e bem mais intactos que os do lodge.

Como o víamos, mesmo se entregue a um modo de vida elementar, sustentado pela pesca, umas poucas plantações e criações de animais domésticos, Mala revelava-se, numa vertente natural e paisagística, uma espécie de Éden lacustre com que não contávamos.

Dois rapazes jogam Ntxuva numa loja e bar da Aldeia Mala

Dois rapazes jogam Ntxuva numa loja e bar da Aldeia Mala

Numa sua mercearia, dois miúdos sorridentes jogavam Ntxuva sobre um tabuleiro rústico.

Adiante, Wezi apresenta-nos ao chefe da aldeia, que interrompe uma reparação de redes de pesca para nos dar as boas-vindas.

Chefe da Aldeia Mala, a sul de Cobué, Moçambique

Chefe da Aldeia Mala, a sul de Cobué, Moçambique

Logo lado, dois jovens irmãos tagarelam em redor de um almoço, dependente do amanho de peixes a que uma jovem mulher se dedica. Acolhem-nos com o mesmo sorriso aberto e feliz do chefe.

Entre eles, falam o dialecto local. Connosco, os dois rapazes falavam português.

A moça, essa, nativa do Malawi, noiva do irmão moçambicano mais velho, só o conseguia em inglês.

Esta confusão de Babel, a que se junta a das fotos que pedimos para lhes tirarmos, gera trapalhadas e risadas que transformamos num surto de boa-disposição.

Até que Wezi nos sensibiliza para o regresso.

Inauguramo-lo por um trilho distinto que, a espaços, trocamos pela beira-lago ensopada. O cicerone informa-nos de uma escala.

Retalho anfíbio do lago Niassa, no noroeste de Moçambique

Retalho anfíbio do lago Niassa, no noroeste de Moçambique

Quando nos detemos, Patrick, Daliso e outros funcionários do lodge ultimam um almoço memorável, sob um embondeiro gigantesco, com interior obviamente oco que abrigava centenas de morcegos.

Um Lago Niassa Agitado e Exuberante

O fim da tarde traz nuvens e uma ventania que conferem ao Nkwichi Lodge um dramatismo destoante. Apesar das vagas vigorosas, fazemo-nos ao lago.

De máscaras e tubos de snorkeling, apostados em apreciarmos os peixes coloridos que se refugiavam da comoção lacustre entre as rochas.

No seguimento da longa caminhada do dia, essa missão deixa-nos derreados. à falta de mais garrido nos peixes, surpreende-nos um ocaso peculiar, com uma faixa estreita de céu, oprimida entre o lago e a mancha de nuvens.

O mergulho solar propagava tons quentes reflectidos na enseada que nos servira de porto.

Nessa noite, para variar, temos fogueira na praia sem o habitual tecto de estrelas.

Fogueira na Praia do Nkwichi Lodge, Moçambbique

A aurora livra-nos das nuvens e do vento. Concede-nos um retorno solarengo e prazeroso a Likoma.

Uma vez mais, validado, em Cobué, pelos carimbos obrigatórios da moçambicana Hermínia.

Ocaso peculiar nos confins do Lago Niassa, Moçambique e Malawo

Ocaso peculiar nos confins do Lago Niassa, Moçambique e Malawo

 

Como Ir

Voe de Lisboa para Maputo, com a TAPflytap.com por a partir de 800€ ida-e-volta. Voe com a LAM para Lichinga. O Nkiwchi Lodge  encarregar-se-á de organizar a viagem de Lichinga até ao lodge.

Onde Ficar:

Nkwichi Lodge: nkwichi.com

Email: [email protected]

Telf. : +254 72 254 0733

Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração da Vida Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Ilha do Ibo a Ilha QuirimbaMoçambique

Ibo a Quirimba ao Sabor da Maré

Há séculos que os nativos viajam mangal adentro e afora entre a ilha do Ibo e a de Quirimba, no tempo que lhes concede a ida-e-volta avassaladora do oceano Índico. À descoberta da região, intrigados pela excentricidade do percurso, seguimos-lhe os passos anfíbios.
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Ilha de Goa, Ilha de Moçambique, Moçambique

A Ilha que Ilumina a de Moçambique

A pequena ilha de Goa sustenta um farol já secular à entrada da Baía de Mossuril. A sua torre listada sinaliza a primeira escala de um périplo de dhow deslumbrante em redor da velha Ilha de Moçambique.

Machangulo, Moçambique

A Península Dourada de Machangulo

A determinada altura, um braço de mar divide a longa faixa arenosa e repleta de dunas hiperbólicas que delimita a Baía de Maputo. Machangulo, assim se denomina a secção inferior, abriga um dos litorais mais grandiosos de Moçambique.
Vilankulos, Moçambique

Índico vem, Índico Vai

A porta de entrada para o arquipélago de Bazaruto de todos os sonhos, Vilankulos tem os seus próprios encantos. A começar pela linha de costa elevada face ao leito do Canal de Moçambique que, a proveito da comunidade piscatória local, as marés ora inundam, ora descobrem.
Parque Nacional de Maputo, Moçambique

O Moçambique Selvagem entre o Rio Maputo e o Índico

A abundância de animais, sobretudo de elefantes, deu azo, em 1932, à criação de uma Reserva de Caça. Passadas as agruras da Guerra Civil Moçambicana, o PN de Maputo protege ecossistemas prodigiosos em que a fauna prolifera. Com destaque para os paquidermes que recentemente se tornaram demasiados.
Tofo, Moçambique

Entre o Tofo e o Tofinho por um Litoral em Crescendo

Os 22km entre a cidade de Inhambane e a costa revelam-nos uma imensidão de manguezais e coqueirais, aqui e ali, salpicados de cubatas. A chegada ao Tofo, um cordão de dunas acima de um oceano Índico sedutor e uma povoação humilde em que o modo de vida local há muito se ajusta para acolher vagas de forasteiros deslumbrados.
Inhambane, Moçambique

A Capital Vigente de uma Terra de Boa Gente

Ficou para a história que um acolhimento generoso assim fez Vasco da Gama elogiar a região. De 1731 em diante, os portugueses desenvolveram Inhambane, até 1975, ano em que a legaram aos moçambicanos. A cidade mantém-se o cerne urbano e histórico de uma das províncias mais reverenciadas de Moçambique.
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Gurué, Moçambique, Parte 2

Em Gurué, entre Encostas de Chá

Após um reconhecimento inicial de Gurué, chega a hora do chá em redor. Em dias sucessivos, partimos do centro da cidade à descoberta das plantações nos sopés e vertentes dos montes Namuli. Menos vastas que até à independência de Moçambique e à debandada dos portugueses, adornam alguns dos cenários mais grandiosos da Zambézia.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

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Fogueira ilumina e aquece a noite, junto ao Reilly's Rock Hilltop Lodge,
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O Fogo que Reavivou a Vida Selvagem de eSwatini

A meio do século passado, a caça excessiva extinguia boa parte da fauna do reino da Suazilândia. Ted Reilly, filho do colono pioneiro proprietário de Mlilwane entrou em acção. Em 1961, lá criou a primeira área protegida dos Big Game Parks que mais tarde fundou. Também conservou o termo suazi para os pequenos fogos que os relâmpagos há muito geram.
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Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
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Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

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Personagens
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Machangulo, Moçambique, ocaso
Praias
Machangulo, Moçambique

A Península Dourada de Machangulo

A determinada altura, um braço de mar divide a longa faixa arenosa e repleta de dunas hiperbólicas que delimita a Baía de Maputo. Machangulo, assim se denomina a secção inferior, abriga um dos litorais mais grandiosos de Moçambique.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Nissan, Moda, Toquio, Japao
Sociedade
Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.