Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu


A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.

São 22h em ponto.

Mayu aparece ao fim do corredor profundo da estação de Osaka Jokitazume e desce uma espécie de passerella fria, feita de mosaicos brancos industriais. Aproxima-se da barreira de torniquetes e de nós com uma leveza nipónica que nos impressiona.

Apresenta-se num inglês surpreendente, com uma voz bem mais grave do que estávamos habituados a ouvir nas mulheres japonesas, ainda assim suave e a condizer: “Olá, sou eu a Mayu, vão ficar em minha casa.”

Retrato mayu, Osaka, Japão

Mayu num dos seus muitos quimonos e prestes a iniciar o seu turno laboral em Osaka.

Confirmamos a nossa identidade, agradecemos de novo a hospitalidade e seguimos os passos curtos da anfitriã. Metemo-nos no elevador e saímos para a avenida na superfície.

A entrada do prédio em que habitava, fica a menos de 100 metros. Entramos no átrio e noutro elevador.

Acolhimento de Couchsurfing com Vista para o Castelo de Osaka

Chegamos ao 10º andar e ao seu domicílio, tiramos os sapatos e instalamo-nos na pequena sala, com vista para o Osaka-Jo, o castelo imponente que as bombas americanas arrasaram no fim da 2ª Guerra Mundial mas que as autoridades da cidade reconstruiram e fazem agora sobressair do breu urbano, com recurso a potentes canhões de luz.

Mayu põe-nos à vontade sobre o seu pequeno sofá branco de napa e traz-nos latas de cerveja Sapporo gelada. Nós dividimos uma. Ela bebe três e ruboresce a olhos vistos. O seu inglês confirma-se intermediate  e não beginner como tinha registado no perfil de Couchsurfing que preencheu.

“Apreendi-o quase todo na Europa, confessa-nos. Já estive por duas vezes na Croácia. Também fui à Bósnia-Herzegovina e a França. Fiquei a adorar os vossos Festivais da Eurovisão”.

Quando perguntamos porquê a Croácia e a Bósnia-Herzegovina entre tantos países da Europa, limita-se a encolher os ombros e a esboçar um “Porque calhou.” nada explicativo, muito menos convincente.

Além do domínio das línguas estrangeiras, e dos 32 anos de idade, constava no perfil o inevitável item “Occupation”. Quanto a este, Mayu não podia ser mais defensiva: “Not of your business!”

Ficamos à conversa até à 1a da manhã. Por volta dessa hora, o álcool e o cansaço aliam-se e obrigam-na a recolher ao seu quarto elevado numa espécie de divisão mezanina. Aproveitamos a sugestão e cedemos ao conforto soporífero dos futons e edredons que nos tinha estendido.

O Novo Dia (e Noite) de Mayu

Acordamos às 10, prendados por um sol radiante. Damos com um bilhete de Mayu a informar que tinha ido para o ginásio e voltava à hora do almoço.

Deixamos o apartamento para explorar o precinto vizinho do castelo de Osaka, ocupado por inúmeras almas livres da metrópole, grupos de jovens alunos irrequietos, casais de namorados e até um dançarino de J-Pop excêntrico e solitário que se move como se fosse de borracha ao ritmo da música privada fornecida pelos seus fones.

Regressamos a casa para buscar os portáteis antes de recorrermos à sempre conveniente Internet gratuita da cadeia McDonalds.

Encontramos Mayu a preparar-se para descer, vestida de quimono. “Não se assustem, são coisas do meu trabalho. Só volto lá para as 2 da madrugada. Já devem estar a dormir.”

No duplex, Osaka, Japao

Mayu desce dos seus aposentos no piso superior do andar de Osaka.

O Intrigante Ofício Nocturno de Mayu

No interior, reparamos com mais atenção num cabide repleto de outras roupas tradicionais nipónicas e, a contrastar, fotografias suas feitas em purikuras (estúdios de fotografia sofisticados japoneses) com amigas, em roupa interior.

O mistério em relação à sua profissão adensava-se sob o espectro proibitivo do aviso online. Não era da nossa conta, ponto final.

Em quimono de elevador, Osaka, Japão

Mayu deixa a sua casa, já de quimono.

Em termos de horas, o dia-a-dia sui generis de Mayu dificilmente coincidia com o nosso. Ela continuava a regressar já estávamos a dormir há muito.

Nós deixávamos a casa bem antes de ela acordar. Passaram-se, assim, três dias sem nos cruzarmos.

Quimonos e as Primeiras Confissões

Começámos a achar a situação imprópria e, na noite seguinte, esperamos por ela. Chega de quimono e, no meio de mais uma longa conversa, concordou que a fotografássemos com o traje típico.

Adereços, osaka, Japão

Mayu analisa uma mala repleta de roupa interior, cintas, bandas e outros acessórios que usa por baixo dos seus quimonos

Pediu-nos ajuda para escolher um mais colorido e exemplificou a delicada colocação do cinto.

Confessou-nos que esperava que o namorado a viesse visitar de Tóquio no fim de semana mas que estava desiludida porque isso já não ia acontecer.

Conversa puxa conversa, Mayu sente-se mais à vontade. Fala pela primeira vez nos seus clientes e revela-nos parte do enigma. “Muitas dessas coisas que vêem por aí são presentes.

Todos os dias me dão coisas. Por falar, tenho um cliente novo que é especialmente rico. Como vocês próprios concordaram, estou a precisar de um portátil novo. Acho que vou ver se ele mo oferece”.

Mayu confessa-se uma acompanhante e explica, assim, as suas viagens repetidas e improváveis à Europa. Deixa em aberto o grau de intimidade das suas prestações de serviços.

Mayu deixa a sua casa, já de quimono.

O Dia-a-dia de Osaka Passado com Mayu

Fechamos mais aquela madrugada com diálogos amenos regados a Sapporo e, aproveitando a cumplicidade reforçada, sugerimos acompanhá-la em parte do seu Sábado pré-laboral. Mayu aceita.

A anfitriã volta a acordar tarde. Encontramo-nos em casa por volta das 14h, tinha ela acabado de regressar do ginásio. Almoçamos bentos aquecidos no micro-ondas. Em seguida, vamos juntos ao salão hair stylist.

No Metro, Osaka, Japão

Curta viagem de metro de casa para o cabeleireiro.

Mayu sai de cabelo ainda molhado indigno de novo quimono que, por sua vez, destoa do visual futurista do metro e dos passageiros com que nos cruzamos.

Sentimo-nos a seguir um equívoco temporal e, Mayu, desconfortável como não tinha previsto, enquanto a fotografamos ao longo do percurso comutável.

Penetramos num labirinto de arcadas e, logo, no estabelecimento a que vai todos os dias. As jovens estilistas saúdam-na, instalam-na num cadeirão e passam-lhe para as mãos um catálogo plastificado de penteados que examina com destreza.

Cabeleireiros e Penteados

“Gostam deste?” e mostra-nos a imagem correspondente. Dizemos que sim. “OK, então está decidido”.

Penteados, Osaka, Japão

Cabeleireira mostra um catálogo de penteados a Mayu

Em três tempos, as cabeleireiras secam-lhe o cabelo e colocam os rolos necessários. Enquanto o cabelo adquire o volume desejado, Mayu aproveita para se maquilhar.

Em seguida, uma outra estilista desenha o toucado escolhido que termina com uma boa dose de laca em spray de que Mayu protege a cara com uma protecção facial transparente.

No cabeleireiro, Osaka, Japão

Mayu segura uma máscara enquanto a cabeleireira executa o seu novo penteado.

Fica pronto o visual para a noite que se aproxima. A cliente saca de 2000 ienes, assina um papel e despede-se. Já no exterior, concede-nos uma curiosa explicação comercial. “O preço normal para este styling que fiz são uns 8.000 ienes mas como venho cá todos os dias tenho um belo desconto. Só pago 2000. Também, não é toda a gente que faz estes penteados todos os dias, certo?”.

A Última Noite de Couchsurfing de Osaka, com Mayu

Vamos juntos para uma zona central e passeamos pelas ruelas repletas de pequenos bares e restaurantes. Chega a hora de nos separarmos e diz-nos que, dali, seguia sozinha. Ficamos com a ideia que para manter secreto o lugar em que trabalhava.

Junto a máquina de bebidas, Osaka, Japao

Uma pausa antes do trabalho, para uma bebida revigorante.

Nessa noite, regressamos do restaurante Portugália (negócio pioneiro do nosso compatriota Eduardo Mira Batista, radicado no Japão há 30 anos).

Percorremos as ruas a caminho de casa quando reconhecemos a zona em que a anfitriã nipónica nos deixou. Interrogamo-nos se não a encontraríamos quando somos confrontados pelo aparato de uma qualquer operação de socorro que combina bombeiros e polícia.

Centenas de trabalhadores e clientes dos estabelecimentos, como moradores dos andares superiores saem para a rua assustados e atrapalham a movimentação dos veículos de emergência e dos agentes.

Apesar do frenesim, estes chegam finalmente ao bar de porta fechada em que tinha disparado o alarme e encontram algum fumo no interior mas nada de demasiado complicado. O fumo é extinto, os agentes desligam o alarme, registam a ocorrência e cobram a multa correspondente aos proprietários.

Passada a confusão, a multidão debanda. O bairro de Osaka volta a entregar-se à sua intensa mizu shobai.

Skyline, Osaka, Japão

Os prédios mais altos do centro administrativo e de negócios da cidade, uma das maiores megalópoles do Japão

Já é Domingo. Mayu retorna a casa mais tarde que nunca.

Na manhã seguinte, diz-nos que um novo cliente tinha gostado dela mais que o habitual. Mudamo-nos para Hiroxima sem sabermos ao certo o que isso teria implicado. Ainda hoje estamos por perceber.

Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e as gueixas estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão.
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Takayama, Japão

Takayama do Japão Antigo e da Hida Medieval

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.
Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Xogum Tokugawa

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.
Quioto, Japão

Um Japão Milenar Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.
Tóquio, Japão

Pachinko: o Vídeo - Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.
Hiroxima, Japão

Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz

Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Safari
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração da Vida Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
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Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

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Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
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26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
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O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
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Cultura
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Um palacete com influência arquitectónica lusa, a Casa Menezes Bragança, destaca-se do casario de Chandor, em Goa. Forma um legado de uma das famílias mais poderosas da antiga província. Tanto da sua ascensão em aliança estratégica com a administração portuguesa como do posterior nacionalismo goês.
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jet lag evitar voo, jetlag, turbulência
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Evite a Turbulência do Pós Voo

Quando voamos através de mais que 3 fusos horários, o relógio interno que regula o nosso organismo confunde-se. O máximo que podemos fazer é aliviar o mal-estar que sentimos até se voltar a acertar.
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Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
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