Península de Banks, Nova Zelândia

O Estilhaço de Terra Divinal da Península de Banks


Pura Nova Zelândia
Ovelhas pastam sobre um prado inclinado da península de Banks, com o estuário de Akaroa em fundo.
Entroncamento
Sinalização colorida indica povoações e distintas baías da península de Banks.
“Esses” campestres
Carro desce uma das estradas que conduz do cimo interior da península em direcção ao nível do mar.
Ao abrigo do Pacífico do Sul
Casario de Akaroa, a principal povoação da península de Banks.
Fire & Ice
Crianças fazem compras numa loja afrancesada de Akaroa.
Vida de Vivenda
Moradias de Akaroa dispostas encosta abaixo até ao braço de mar.
Bovinos curiosos
Manada de vacas quebra o enorme predomínio das ovelhas na Nova Zelândia e na Península de Banks.
Conversa interminável
Obra de arte caseira numa vivenda de Akaroa.
Hora de Pasto
Rebanho de ovelhas deixa uma estação ovelheira
Promos a Giz
Moradoras de Akaroa passam por quadros promocionais de um bar-pousada da cidade.
Salpicos ovinos
Ovelhas disseminadas por um prado verdejante da Península de Banks.
Okains Bay Garage
Uma oficina automóvel na povoação insignificante de Okains Bay.
Morro Arejado
Vacas pastam sobre uma encumeada com vista para o Pacífico do Sul.
Experiências aeronáuticas
Homem salta e é sustentado no ar por rajadas de vento que sopram estuário de Akaroa adentro.
Enseada Tranquila
Pequeno trilho dá acesso a uma praia de origem vulcânica.
Casa de Deus
A igreja de Saint Patrick, em Akaroa.
Negócio familiar
Família repousa numa loja de Okains Bay.
Baía apertada
Mar azulão do Pacífico do Sul preenche uma enseada exígua da Península de Banks.
Qualidade de vida
Ciclista percorre uma rua histórica de Akaroa.
Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

As cidades da Nova Zelândia são realmente especiais.

Ainda mal deixámos o centro histórico de Christchurch e o verde campestre, seja ou não rural, predomina. Assalta-nos a noção de que em poucos territórios se terão os colonos britânicos sentido tão em casa como neste, descaído nos antípodas.

O percurso já pouco ou nada tem de urbano quando vislumbramos, através de um velho gradeamento de jardim, um grupo de jogadores de cricket trajados de branco e polidos e requintados a rigor, à boa maneira aristocrática british.

Por si só, o desporto não ia bem nem connosco nem com nenhum latino à face da terra. Mesmo assim, quisemos perceber e testemunhar o que fazia aqueles jovens jogadores levantarem-se tão cedo num sábado de manhã para se entregarem aos seus bats e aos wickets.

Instalamo-nos sobre o relvado quase-perfeito. O mais perto possível do limite da área de jogo em que alguns outros conviviam entre si e com amigas e namoradas, sentados ou deitados com as cabeças sobre os sacos de desporto, de cervejas na mão, à espera da sua vez de entrar em cena.

A cada erro mais grosseiro, os de reserva desatam a rir à gargalhada. Prendam-nos com uma série de piadas que caem melhor entre as miúdas na assistência que junto dos compinchas no activo, competitivos, desesperados por concentração.

Mal estes últimos saíam do rectângulo alongado em que jogam, refrescam-se, instalam-se e assumem o papel de chatos jocosos dos seus substitutos.

Para nosso desgosto, por mais turnos que se sucedessem, a sua forte pronúncia kiwi e algum vocabulário técnico da modalidade ou da gíria neozelandesa impediam-nos de perceber boa parte das sátiras.

Acompanhamos esta alternância por quase uma hora mas, sabíamos o quanto podia durar uma partida de cricket. Mesmo tratando-se de um confronto amador, não quisemos arriscar.

Já tínhamos testemunhado o prazer genuíno que aqueles adolescentes empertigados mas descontraídos e cool retiravam do desporto.

Ainda estávamos longe de compreender como eles, os seus pais, tios e o grosso do universo masculino anglófono incluindo da Índia, do Bangladesh, do Paquistão e das Índias Ocidentais suportavam partidas na TV que se arrastavam por quatro ou cinco dias.

Direcções, Península Banks, Akaroa, Canterbury, Nova Zelândia

Sinalização colorida indica povoações e distintas baías da península de Banks.

Da Nova Zelândia Urbana de Christchurch ao Campo da Península de Banks

A Nova Zelândia era, ali em redor, mais deslumbrante que nunca. Com o tempo contado, regressamos ao carro. Apontamos para uma tal de Península de Banks, lugar que tanto nos haviam elogiado nos últimos dias.

A caminho, detemo-nos no cimo de Port Hills. Depois, em Lyttelton que jaz à beira-mar, no fundo de uma encosta íngreme e longa que descemos aos “esses”.

"Esses", Península Banks, Akaroa, Canterbury, Nova Zelândia

Carro desce uma das estradas que conduz do cimo interior da península em direcção ao nível do mar.

Foi naquele mesmo litoral, num desequilíbrio aflitivo que desembarcaram, em 1850, os primeiros colonos europeus. Ali inauguraram uma caminhada histórica colinas acima.

Viriam a aglomerar-se na que se tornou a maior das cidades da Ilha do Sul, baptizada de Christchurch, à imagem saudosista da modelo de Dorset que espreita o Canal da Mancha.

Contornamos o grande estuário de Lyttelton ,até outra via cimeira de seu nome Gebbles Pass Road e à encumeada suprema do Monte Herbert (920m).

Encostamos o carro junto a um café de montanha pitoresco instalado no piso térreo de um chalé de madeira. Compramos bebidas quentes para disfarçar a frigidez do vento. Enquanto as bebericamos, admiramos o cenário surreal que se estende para diante e para baixo.

Península Banks, Akaroa, Canterbury, Nova Zelândia

Ovelhas pastam sobre um prado inclinado da península de Banks, com o estuário de Akaroa em fundo.

Do topo da encosta para sudoeste, a estrada livra-se das árvores que a envolvem. Desvenda-nos um cenário simultaneamente bucólico e selvagem de cortar a respiração.

A Excentricidade Geológica da Península de Banks

Prolonga-se por um declive gradual, forrado por uma manta relvada de retalhos de vários tons de verde e amarelo em que pastam milhares de ovelhas.

A anunciar o Oceano Pacífico, surge, então, a baía de Akaroa, de tal forma escondida pelas colinas costeiras, que se disfarça de lago.

Akaroa, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Casario de Akaroa, a principal povoação da península de Banks.

Por essa altura, não tínhamos ainda noção. Vista do ar, a Península de Banks parece ter sido vítima de um teste nuclear. A sua superfície irregular e fragmentada, repleta de pequenos cumes, baías e recortes geológicos invadidos pelo mar, resultou da longa erosão de dois estratovulcões, o Lyttelton e o Akaroa que chegaram a ter mil e quinhentos metros de altitude.

Se esta descrição suscita um imaginário rochoso e inóspito, a realidade revela-se bem distinta. Mesmo surreal como assim a descobríamos, a península era, ao mesmo tempo deslumbrante e aconchegante.

Acolhia quase oito mil almas atraídas pela qualidade de vida daquela espécie de Éden ervado. Já por lá tinham passado nossos compatriotas. Deixaram uma herança que nos entrou pelos olhos adentro quando alcançamos Akaroa, a única povoação a sério da península.

Ciclista em Akaroa, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Ciclista percorre uma rua histórica de Akaroa.

“Exacto. Chamava-se António Rodrigues. Era português …” assegura a empregada do outro lado do balcão do Bar Hotel Madeira. O mistério instala-se.

Que fazia ali, naquele recanto antíctone do planeta, um estabelecimento de origem lusa? Para o apurar, recuámos no tempo, à era da colonização neozelandesa, quando o povo maori ainda dominava a maior parte da Ilha do Sul.

James Cook, Rivalidade Franco-Britânica e os Nativos Maori

Apuramos que Akaroa foi avistada pelo navegador James Cook em 1770.

À sua passagem, Cook pensou tratar-se de uma ilha. Baptizou-a em nome do naturalista Sir Joseph Banks. Em 1831, a tribo maori residente Ngai Tahu foi atacada pela riva Ngati Toa.

Este conflito causou uma diminuição drástica da população nativa. Facilitou a vida e as intenções de um capitão baleeiro francês denominado Jean Francois L’Anglois. Nove anos depois, L’Anglois comprou a península aos nativos que encontrou.

Com o apoio do governo da metrópole ofereceu passagens de barco e conseguiu incentivar mais sessenta e três colonos franceses a lá se instalarem. Apenas alguns dias antes de estes chegarem, oficiais britânicos enviaram um navio de guerra e hastearam uma Union Jack.

Igreja Saint Patrick de Akaroa, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

A igreja de Saint Patrick, em Akaroa.

Reclamaram a sua posse da península e território em redor sob o auspício do Tratado de Waitangi, segundo o qual os chefes maori reconheciam a soberania britânica sobre a Nova Zelândia em geral.

A gente de Akaroa gosta de sublinhar aos visitantes que, caso os povoadores franceses tivessem desembarcado na península dois dias antes, toda a Ilha do Sul poderia ser hoje francesa.

Esses mesmos franceses acabaram por se instalar em Akaroa. Em 1849, venderam a sua reivindicação de posse à New Zealand Company.

No ano seguinte, um grupo avultado de colonos britânicos assentou arraiais e começou a desmatar a terra então densamente florestada com o propósito de garantir a criação de gado.

Rebanho, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Rebanho de ovelhas deixa uma estação ovelheira

As casas da vila e diversos nomes de ruas e lugares ajudam a confirmar a autenticidade e seriedade daquela que foi a única colónia da França na Nova Zelândia. Mas, como é costume nestas novelas das descobertas e colonizações, também os portugueses estiveram envolvidos.

A Revelação do Inevitável Português Expatriado em Akaroa

Nos primeiros anos do século XIX, a caça à baleia era uma das actividades que mais atraía os europeus ao downunder. Durante esse período, os baleeiros americanos e franceses incluíam frequentemente, nas suas tripulações polinésios e portugueses das ilhas.

Eventualmente ligado a esse influxo, António Rodrigues, chegou da Madeira. Instalou-se na povoação onde viria a construir e a adquirir alguns edifícios, entre os quais o Hotel Madeira que, agora, num estilo clássico de guest-house combinada com british pub, continua a funcionar destacado do casario mais baixo.

Akaroa (enseada comprida, no dialecto maori da zona) é, hoje, um vilarejo cosmopolita. Apreciado de uns quilómetros península acima, revela-se um postal imaculado, com o seu casario colorido na base de duas encostas opostas e a invadir o Akaroa Harbour, uma baía incrível escondida do oceano, de águas azul-bebé.

Vivendas de Akaroa, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Moradias de Akaroa dispostas encosta abaixo até ao braço de mar.

Banks Peninsula a La Française

Ao longo da rua marginal repetem-se os bares e restaurantes, lojas de artesanato e recordações, pousadas e hotéis todos eles coloridos e pitorescos, que exploram a beleza singular do lugar e sua a atmosfera afrancesada.

Chalés lilases e cor-de-rosa com nomes como “Chez La Mer”, “La Belle Villa” ou “C’est la Vie” aliciam mochileiros a alguns dias de estadia perfumada pela natureza, o que inclui distintos aromas da prolífica pecuária local.

Fire & Ice, Akaroa, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Crianças fazem compras numa loja afrancesada de Akaroa.

Entre os filmes em exibição no cinema local conta-se uma reposição anglófona de “Bienvenue Chez Les Ch’tis” a comédia de Dany Boon que se diverte e divertiu mais de 20 milhões de espectadores franceses – um novo recorde da nação – a caricaturar as peculiaridades das gentes do extremo norte de França.

Em redor de Akaroa, a Península de Banks descamba em cenários bem mais extremos.

Enseada da Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Mar azulão do Pacífico do Sul preenche uma enseada exígua da Península de Banks.

Ovelhas e a Nova Zelândia Mais Bucólica Possível da Península de Banks

Enquanto percorremos o seu perímetro de roda-dentada, sucedem-se enseadas profundas e escarpadas que escondem riachos e praias desertas. A espaços, surpreendem-nos fazendas ovelheiras.

Os rebanhos imensos contribuem para que a Nova Zelândia tenha onze vezes mais ovinos que humanos.

Rebanho enorme, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Ovelhas disseminadas por um prado verdejante da Península de Banks.

Quando não permanecem nelas concentrados, as ovelhas salpicam vastos prados desnivelados e empoleiram-se em arestas finas disfarçadas pela erva, paredes meias com falésias abruptas que se precipitam no Pacífico do Sul.

Ao exploramos este fascinante domínio vulcânico-pecuário passamos sobre incontáveis grelhas de estrada que impedem que o gado abandone as propriedades e se tresmalhe.

Noutras fazendas em que esta solução se provou falível, vemo-nos forçados a deixar o carro e a abrir e a fechar velhos portões de madeira maciça.

De quando em quando, damos com negócios familiares perdidos no nada e que parecem só se activar quando detectam a aproximação dos veículos dos forasteiros. Na insignificante povoação de Okains Bay, uma pequena mercearia-bar coexiste com uma oficina automóvel.

Oficina Okains Bay, Península de Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Uma oficina automóvel na povoação insignificante de Okains Bay.

São ambas epónimas. Mantêm ao dispor das gentes da terra e dos de fora uma cabine telefónica com o mesmo verde-vermelho e perfil arquitectónico das estações ovelheiras.

O Retiro Verdejante da Baía de Okains

Interrompemos a descoberta na Okains Bay Store para saborearmos gelados e o derradeiro sol do dia. Talvez porque nos aproximámos devagar, ao fim de três ou quatro minutos, não aparece ninguém para nos atender.

Quando, por fim, alguém escuta os nossos chamamentos surgem duas jovens irmãs, tímidas mas habituadas a safar os pais na sua ausência. Servem-nos gelados da caixa frigorífica e fazem as contas sem qualquer receio ou atrapalhação.

Casas de Okains Bay, Península Banks, Canterbury, Nova Zelândia

Família repousa numa loja de Okains Bay.

Ainda nos ocorreu que estariam à altura de nos dar indicações para uma outra baía profunda. Juntou-se-nos, no entanto, um pequeno grupo de residentes que, malgrado a quase inteligível pronúncia kiwi, se prontificaram a ajudar.

Até escurecer, limitámo-nos a contornar a Península de Banks, deliciados com os seus incontáveis caprichos geológicos e com as vidas tão terra-a-terra que a eles se adaptaram.

Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Ilha do Norte, Nova Zelândia

Viagem pelo Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia.
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Great Ocean Road, Austrália

Oceano Fora, pelo Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Nova Zelândia  

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Bay of Islands, Nova Zelândia

O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Arquitectura & Design
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Queima de preces, Festival de Ohitaki, templo de fushimi, quioto, japao
Cerimónias e Festividades
Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Cidades
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Cultura
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Chiang Khong a Luang prabang, Laos, Pelo Mekong Abaixo
Em Viagem
Chiang Khong - Luang Prabang, Laos

Barco Lento, Rio Mekong Abaixo

A beleza do Laos e o custo mais baixo são boa razões para navegar entre Chiang Khong e Luang Prabang. Mas esta longa descida do rio Mekong pode ser tão desgastante quanto pitoresca.
Tabatô, Guiné Bissau, tabanca músicos mandingas. Baidi
Étnico
Tabatô, Guiné Bissau

A Tabanca dos Músicos Poetas Mandingas

Em 1870, uma comunidade de músicos mandingas em itinerância, instalou-se junto à actual cidade de Bafatá. A partir da Tabatô que fundaram, a sua cultura e, em particular, os seus balafonistas prodigiosos, deslumbram o Mundo.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

tarsio, bohol, filipinas, do outro mundo
História
Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.
Aldeia da Cuada, Ilha das Flores, Açores, quarto de arco-íris
Ilhas
Aldeia da Cuada, Ilha das Flores, Açores

O Éden Açoriano Traído pelo outro Lado do Mar

A Cuada foi fundada, estima-se que em 1676, junto ao limiar oeste das Flores. Já em pleno século XX, os seus moradores juntaram-se à grande debandada açoriana para as Américas. Deixaram para trás uma aldeia tão deslumbrante como a ilha e os Açores.
Quebra-Gelo Sampo, Kemi, Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Cahuita, Costa Rica, Caribe, praia
Natureza
Cahuita, Costa Rica

Um Regresso Adulto a Cahuita

Durante um périplo mochileiro pela Costa Rica, de 2003, deliciamo-nos com o aconchego caribenho de Cahuita. Em 2021, decorridos 18 anos, voltamos. Além de uma esperada, mas comedida modernização e hispanização do pueblo, pouco mais tinha mudado.
Menina brinca com folhas na margem do Grande Lago do Palácio de Catarina
Outono
São Petersburgo, Rússia

Dias Dourados que Antecederam a Tempestade

À margem dos acontecimentos políticos e bélicos precipitados pela Rússia, de meio de Setembro em diante, o Outono toma conta do país. Em anos anteriores, de visita a São Petersburgo, testemunhamos como a capital cultural e do Norte se reveste de um amarelo-laranja resplandecente. Num deslumbre pouco condizente com o negrume político e bélico entretanto disseminado.
Bwabwata Parque Nacional, Namíbia, girafas
Parques Naturais
PN Bwabwata, Namíbia

Um Parque Namibiano que Vale por Três

Consolidada a independência da Namíbia, em 1990, para simplificarem a sua gestão, as autoridades agruparam um trio de parques e reservas da faixa de Caprivi. O PN Bwabwata resultante acolhe uma imensidão deslumbrante de ecossistemas e vida selvagem, às margens dos rios Cubango (Okavango) e Cuando.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Património Mundial UNESCO
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Vista da Casa Iguana, Corn islands, puro caribe, nicaragua
Praias
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Religião
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Leões juvenis num braço arenoso do rio Chire
Vida Selvagem
PN Liwonde, Malawi

A Reanimação Prodigiosa do PN Liwonde

Durante largo tempo, a incúria generalizada e o alastrar da caça furtiva vitimaram esta reserva animal. Em 2015, a African Parks entrou em cena. Em pouco tempo, também beneficiário da água abundante do lago Malombe e do rio Chire, o Parque Nacional Liwonde tornou-se um dos mais vivos e exuberantes do Malawi.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.