Wadjemup, Rottnest Island, Austrália

Entre Quokkas e outros Espíritos Aborígenes


Subida Custosa
A Grande Torre
O Farol num dia de Chuva
Henrietta Rocks
Lago Salgado
Ancoradouro das Lanchas
Enseada de Coral
Parker Point
A Escadaria de Parker Point
Banhista Estilista
Duo Banhista
Litoral Imaculado
Austrália de todos os sonhos
Duo Quokka
No século XVII, um capitão holandês apelidou esta ilha envolta de um oceano Índico turquesa, de “Rottnest, um ninho de ratos”. Os quokkas que o iludiram sempre foram, todavia, marsupiais, considerados sagrados pelos aborígenes Whadjuk Noongar da Austrália Ocidental. Como a ilha edénica em que os colonos britânicos os martirizaram.

Com o Verão austral no seu término e na mais solitária das cidades australianas, a mais de 2000km de outra grande urbe, os passageiros a bordo eram uns poucos, adeptos de uma paz silenciosa que favorecia a contemplação.

Pelo menos, a possível, nos 25 minutos do trajecto. Em menos que esse tempo, as linhas de Rottnest definem-se. Acentua-se o ciano que decora o mar mais próximo da ilha, para dentro da barreira de recife que a protege.

O ferry rasa a referência geológica da Philip Rock. Logo, atraca na costa leste, protegido pelo pontão que atenua a força das vagas, quase sempre orientadas de sul.

A área urbanizada da ilha fica ali mesmo, numa faixa oriental exígua, instalada entre a Baía de Thomson que nos tinha acolhido e os nove ou dez lagos que salpicam a secção oriental de Rottnest. Dessa franja arruada e repleta de negócios turísticos, estendia-se uma vastidão natural e intrigante.

Com quase um mês a vivermos a vida citadina de Perth, sentíamo-nos ansiosos por nos deixarmos perder.

Confirmamos que a ilha media meros 10km, de uma ponta à outra. Alugamos bicicletas.

Como acontece demasiada vezes a quem viaja, funcionais em plano e a descer, verdadeiros castigos, mal mecanizados, até nas mais suaves ladeiras.

Apostamos no sul. Pedalada após pedalada, a Parker Point Rd. aproxima-nos de uma tal de Baía Porpoise. Não avistamos os botos que o baptismo anglófono indicia serem visitantes habituais.

Só por si, a pequena enseada e praia de Paterson que antecede a baía, revela o esplendor balnear que, interesse histórico à parte, atrai forasteiros a Rottnest.

Um areal coralífero de uma alvura imaculada entra pelo mar translúcido.

Adensa o tom esmeralda de uns poucos metros. Logo, com a profundidade a aumentar, passa a turquesa ou a um azul-petróleo denso.

A estrada desce por uma península, até a um ponto de observação, já elevado sobre o areal, que lhe empresta o nome.

Uma escadaria de madeira, dá acesso a uma praia vizinha da de Paterson.

Lá em baixo, uns poucos ciclistas tinham-se já convertido em banhistas.

Aos 32º de latitude, mais de 1100 km abaixo da Coral Bay em que o Trópico de Capricórnio intersecta a costa ocidental da Austrália e na provável iminência do indefinido oceano Antárctico, só os tons do mar que banha a Rottnest Island são tropicais.

Entre o frio e o fresco, aquele litoral Índico irrepreensível falha em demover os verdadeiros amantes da Natureza.

Vemo-los desfrutarem de enseadas sem vagas e quase-privadas. A barreira de recife ao largo protege-os da Natureza e aconchega-os. Nada faz pelos aventureiros que se metem no oceano Índico aberto.

Há muito que a vida selvagem letal da Austrália contribui para o seu imaginário de exotismo deslumbrante. À cabeça das espécies perigosas encontram-se, claro está, os tubarões. A Rottnest Island não é excepção.

O que não tem impedido diversas agências de actividades de lá organizarem saídas de snorkeling e mergulho, nem milhares de clientes de nelas participarem.

A última das inevitáveis fatalidades deu-se, em Outubro de 2011. Um americano que fazia mergulho, sozinho, a 500 metros ao largo da costa norte, foi atacado por um tubarão que lhe provocou ferimentos fatais.

Na década que passou, registaram-se outros contactos trágicos ou quase trágicos, a espaços, com os grandes tubarões-brancos.

Em 2021, as autoridades viram-se forçadas a encerrar todas as praias da ilha. Uma carcaça de baleia que deu à costa, gerou um banquete de tubarões famintos.

Os meros avistamentos, esses, verificam-se todos meses. A ilha acolhe colónias de leões-marinhos australianos e de focas. Há muito que os tubarões a patrulham em busca de alimento.

Na mitologia dos aborígenes da costa australiana – os que chegavam a avistar o animal – os maiores tubarões eram tidos como espíritos da criação e da destruição, em simultâneo, símbolos de bravura e de destemor, de tribo para tribo, ora deificados ora demonizados, e até as duas coisas a par.

Os aborígenes do sudoeste da Austrália não desenvolveram o uso de canoas, como fez o povo maori da Nova Zelândia. Os nativos destas partes da grande ilha costumavam nadar nos rios e nos estuários, incluindo o do rio Swan.

Nunca se aventuraram mar adentro, nem sequer em busca das ilhas mais próximas do continente, aquelas a que chamavam Wadjemup (a de Rottnest) e a de Meeandip (a Garden Island a sul).

Ora, subsiste uma tradição oral aborígene das zonas hoje ocupadas pelo estuário do rio Swan e outras partes de Perth que o testemunha. Diz-se que um aborígene mais destemido se aventurou a nadar até Wadjemup.

Regressou são e salvo, intimidado por ter encontrado o lugar cercado por tubarões.

Daí para cá, nenhum outro aborígene se atreveu a imitar o feito.

Em tempos pré-históricos, povos indígenas Noongar chegaram a habitar Rottnest. Provam-no artefactos lá encontrados, datados de entre há 7000 e 30.000 a 50.000 anos.

Estima-se que, há cerca de 7000 anos, à medida que o aumento da temperatura e do nível do mar causavam a separação da ilha do continente, os indígenas viram-se forçados a abandoná-la.

Haveriam de voltar, num contexto que a sua elaborada mitologia nunca previu, a invasão e colonização da Austrália pelos povos europeus.

Prosseguimos na nossa Volta a Rottnest em bicicleta, entretanto, já ao longo da vasta baía de Salmon. A mesma Parker Point Rd. leva-nos às imediações de uma escola de surf local.

E à torre do farol de Rottnest.

Admiramo-la, destacada, à laia de foguetão, do topo do outeiro de Wadjemup, acima de arbustos e árvores diminutas, todos de tons de verde resplandecentes que contrastam com o céu carregado de humidade e de um azul etéreo condizente.

Acompanha o farol uma bateria de canhões e posto de observação, e um quartel erguido para abrigar mulheres do exército australiano, que tem acolhido sobretudo grupos encarregues de estudos científicos.

A ilha tem um outro farol. Formam o duo dos edifícios mais altos construídos pelos colonos chegados do Velho Mundo.

Desde o início do século XVII que diversas expedições holandesas, francesas e britânicas avistaram a ilha.

Seria o relato de um capitão holandês que, em 1696, haveria de inspirar o nome ocidental do lugar, Rottnest.

Por mais que uma vez, cruzamo-nos com animais que nunca tínhamos visto, nada fugidios, num ou outro caso, aparentemente sorridentes. O seu sorriso levou, aliás, a que os quokkas (setonyx brachyurus) sejam apelidados “o animal mais feliz à face da Terra”.

Isso não impede que a enfermaria da ilha receba, amiúde, visitas de forasteiros que abusaram nas suas abordagens,  feridos por mordidelas dos seus dentes aguçados.

Os quokkas são marsupiais.

Tal como os tubarões, integram a mitologia Dreamtime dos aborígenes que o descrevem como capaz de metamorfoses noutras criaturas, guardiães sagrados dos lagos e das fontes de água dos nativos, de tal maneira que estes usam as suas peles em cerimónias da chuva.

Toda esta sacralidade e adulação destoa do desdém com que os primeiros europeus encontraram e descreveram o animal. O primeiro relato registado, fê-lo Willem de Vlamingh, o tal capitão holandês.

Confrontado com a abundância dos quokkas, de Vlamingh apelidou a ilha de Eyland’t Rottenest, “ilha ninho dos Ratos.”

Como é conhecido, os britânicos suplantaram os holandeses na colonização da Austrália, muito graças à política de para lá desterrarem milhares dos condenados que enchiam as suas prisões.

Em 1831, na sequência da colónia britânica do rio Swan, pelo menos uma família numerosa recebeu terras em Rottnest.

Para lá se mudou, onde prosperou da criação de gado e da venda do sal que ainda abunda nos lagos do leste da ilha.

À época, os britânicos mantinham uma relação belicosa com os aborígenes que, procuravam, por todos os meios, expulsar e até dizimar, de forma a se apoderarem das suas terras.

Pois, apenas sete anos após a chegada dessa família britânica, até 1931, as autoridades da colónia do Swan usaram a ilha como prisão de aborígenes, lá escravizados para, entre outros, trabalhos de pedreira, agrícolas e recolha de sal.

Nesse período, foram tratados de forma cruel e desumana, e enterrados a condizer no actual Wadjemup Aboriginal Burial Ground, próximo da prisão em que eram mantidos.

Outra das ironias reside no facto de os edifícios do reformatório para rapazes indígenas, funcional entre 1881 e 1901, ser agora usado como um dos mais populares alojamentos de férias da ilha, ainda sagrada para os aborígenes, ainda tão fora do seu mundo, como popular entre os colonos australianos.

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Great Ocean Road, Austrália

Oceano Fora, pelo Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
À Descoberta de Tassie,  Parte 2 - Hobart a Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.
Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam.
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Melbourne, Austrália

Uma Austrália "Asienada"

Capital cultural aussie, Melbourne também é frequentemente eleita a cidade com melhor qualidade de vida do Mundo. Quase um milhão de emigrantes orientais aproveitaram este acolhimento imaculado.
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Michaelmas Cay, Austrália

A Milhas do Natal (parte I)

Na Austrália, vivemos o mais incaracterístico dos 24os de Dezembro. Zarpamos para o Mar de Coral e desembarcamos num ilhéu idílico que partilhamos com gaivinas-de-bico-laranja e outras aves.
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Entre Devonport e Strahan, florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antárctico geram enigma e respeito.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com subida ao Ice Lake (4620m).
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Atenas, Grécia, Render da Guarda na Praça Sintagma
Cidades
Atenas, Grécia

A Cidade que Perpetua a Metrópolis

Decorridos três milénios e meio, Atenas resiste e prospera. De cidade-estado belicista, tornou-se a capital da vasta nação helénica. Modernizada e sofisticada, preserva, num âmago rochoso, o legado da sua gloriosa Era Clássica.
fogon de Lola, comida rica, Costa Rica, Guapiles
Comida
Fogón de Lola, Costa Rica

O Sabor a Costa Rica de El Fogón de Lola

Como o nome deixa perceber, o Fogón de Lola de Guapiles serve pratos confeccionados ao fogão e ao forno, segundo tradição familiar costarricense. Em particular, a família da Tia Lola.
Espectáculo Impressions Lijiang, Yangshuo, China, Entusiasmo Vermelho
Cultura
Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Tsitsikamma Parque Nacional
Em Viagem
Garden Route, África do Sul

O Litoral Jardim da África do Sul

Estendida por mais de 200km de costa natural, a Garden Route ziguezagueia por florestas, praias, lagos, desfiladeiros e parques naturais esplendorosos. Percorremo-la de leste para oeste, ao longo dos fundos dramáticos do continente africano.
Do lado de cá do Atlântico
Étnico

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

História
São Nicolau, Cabo Verde

Fotografia dess Nha Terra São Nicolau

A voz da saudosa Cesária Verde cristalizou o sentimento dos cabo-verdianos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau ou, vá lá que seja, admira imagens que a bem ilustrem, percebe porque os seus lhe chamam, para sempre e com orgulho, nha terra.
San Juan, Cidade Velha, Porto Rico, Reggaeton, bandeira em Portão
Ilhas
San Juan, Porto Rico (Parte 2)

Ao Ritmo do Reggaeton

Os porto-riquenhos irrequietos e inventivos fizeram de San Juan a capital mundial do reggaeton. Ao ritmo preferido da nação, encheram a sua “Cidade Muralhada” de outras artes, de cor e de vida.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Magníficos Dias Atlânticos
Natureza
Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Monteverde, Costa Rica, quakers, Reserva Biológica Bosque Nuboso, caminhantes
Parques Naturais
Monteverde, Costa Rica

O Refúgio Ecológico que os Quakers Legaram ao Mundo

Desiludidos com a propensão militar dos E.U.A., um grupo de 44 Quakers migrou para a Costa Rica, nação que havia abolido o exército. Agricultores, criadores de gado, tornaram-se conservacionistas. Viabilizaram um dos redutos naturais mais reverenciados da América Central.
Cataratas Victória, Zâmbia, Zimbabué, Zambeze
Património Mundial UNESCO
Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As cataratas que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua rainha
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Praia Balandra, México, Baja Califórnia, vista aérea
Praias
Playas Balandra e El Tecolote, Baja California Sur, México

Tesouros Balneares do Mar de Cortés

Proclamada, amiúde, a praia mais bonita do México, encontramos na enseada recortada de playa Balandra um caso sério de exotismo paisagístico. Em duo com a vizinha playa Tecolote, revela-se uma das beira-mares realmente imperdíveis da vasta Baixa Califórnia.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Trem do Serra do Mar, Paraná, vista arejada
Sobre Carris
Curitiba a Morretes, Paraná, Brasil

Paraná Abaixo, a Bordo do Trem Serra do Mar

Durante mais de dois séculos, só uma estrada sinuosa e estreita ligava Curitiba ao litoral. Até que, em 1885, uma empresa francesa inaugurou um caminho-de-ferro com 110 km. Percorremo-lo, até Morretes, a estação, hoje, final para passageiros. A 40km do término original e costeiro de Paranaguá.
Teleférico de Mérida, Renovação, Venezuela, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Sociedade
Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução a partir de 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida foi levada a cabo na Sierra Nevada por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Bwabwata Parque Nacional, Namíbia, girafas
Vida Selvagem
PN Bwabwata, Namíbia

Um Parque Namibiano que Vale por Três

Consolidada a independência da Namíbia, em 1990, para simplificarem a sua gestão, as autoridades agruparam um trio de parques e reservas da faixa de Caprivi. O PN Bwabwata resultante acolhe uma imensidão deslumbrante de ecossistemas e vida selvagem, às margens dos rios Cubango (Okavango) e Cuando.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.