Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto


Wall like an Egyptian
Gravuras com motivos religiosos egípcios numa das paredes arenosas do templo de Karnak. O deus Rá do sol, está à direita.
Aurora sobre Luxor
A amálgama arquitectónica do templo de Karnak, rosada pela alvorada.
A caminho do mausoléu
Visitantes do Vale dos Reis percorrem a alameda que conduz aos aposentos mortuários da faraó Hatshepsut, o edifício mais imponente do Vale dos Reis e das Raínhas.
Sombras do tempo
Trabalhador dos templos de Luxor percorre um átrio ladeado de colunas.
Avenida das Esfinges
Dezenas de esfinges de carneiro compõem a Avenida das Esfinges que liga o Templo de Karnak ao de Luxor.
Nilo acima
Cruzeiro detem-se numa das várias comportas que regulam a altura das águas do rio Nilo.
Conversa egípcia em dia
Guardiães egípcios do Templo de Karnak conversam ao sol da alvorada.
Karnak x 2
Cisterna reflecte parte do vasto templo de Karnak.
Coluna vegetal
Uma palmeira destoa da ordem de colunas predominante no Templo de Karnak
Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

“No meu tempo, teríamos construído isto tudo no estúdio. E melhor!” atirou Bette Davis. A actriz dos olhos insinuantes filmava “Morte no Nilo”, a versão hollywoodesca do clássico policial de Agatha Christie.

Justiça lhe seja feita que, à época, Luxor não era como a Tebas majestosa que deslumbrou Alexandre o Grande e inquietou sucessivos imperadores e generais romanos. Também não se comparava à cidade actual. O templo homónimo, por exemplo, estava perdido entre bazares abarracados e o desenvolvimento desregrado do centro redundara num caos.

Confrontada com a importância da área, entretanto considerada o maior museu ao ar livre do mundo, a UNESCO validou a solução drástica que se seguiu sem cerimónias. De um momento para o outro, o governador local ordenou a demolição de centenas de casas e lojas para devolver ao lugar a sua pureza histórica.

O âmago do complexo passou a ser o Templo de Luxor, admirável de qualquer perspectiva, com extensão à Avenida das Esfinges. Os trabalhos sacrificaram as vidas dos moradores que pouco puderam fazer contra os valores ridículos que receberam de indemnização.

Avenida das Esfinges, Luxor, Egipto

Dezenas de esfinges de carneiro compõem a Avenida das Esfinges que liga o Templo de Karnak ao de Luxor.

Horrorizaram ainda os arqueólogos que viram buldozers “tratar” da escavação das esfinges. E foram interrompidos, de forma precária, por altura da Revolução da Primavera egípcia. Agatha Christie já não pôde narrar nenhum destes crimes.

Mesmo tendo em conta todas as displicências, Luxor é Luxor. Quem quer que se autodenomine viajante e até o mais desinteressado turista sabe que, à face da Terra, não há igual.

À Descoberta do Antigo-Egipto de Luxor

Aterramos no aeroporto da cidade com entusiasmo a condizer. Instalamo-nos a bordo de um dos cruzeiros que navega Nilo acima e Nilo abaixo.

No dia seguinte, ainda o sol repousava a leste, já estávamos a percorrer a alameda ladeada de esfinges de carneiros e, logo, em frente ao templo Karnak, prontos para o momento em que os seus guardiães intransigentes de turbante e jilaba nos permitissem a entrada.

Guardas, Templo Karnak, Luxor, Egipto

Guardiães egípcios do Templo de Karnak conversam ao sol da alvorada.

Aos poucos, os raios solares filtrados pela névoa matinal incidem na embrulhada de colunas, pequenos sub-templos, pilões e outros elementos que formam aquele que é considerado o segundo maior antigo lugar religioso do mundo, ultrapassado apenas por Angkor Wat, no Camboja.

O complexo foi erguido entre o Médio Império Egípcio até ao período Ptolomeico. Surgiu no centro do antigo Ipet-Isut “O Mais Elevado dos Lugares”, local de culto da tríade de deuses constituída por Amon, a sua consorte Mut (a substituta da anterior cara metade de Amon, Amonet) e Khonsun, o filho de ambos.

Durante as dinastias XVIII, XIX e XX, cerca de trinta faraós deram seguimento à obra.

Ao mesmo tempo, fizeram de Tebas uma capital vasta, diversa e suprema única no antigo Egipto, dispersa pelo deserto em ambas as margens do Nilo: a maior parte da cidade e os templos de Karnak e de Luxor, na leste.

Uma enorme necrópole formada por cemitérios privados e reais na oeste.

Templo Karnak, Luxor, Egipto

A amálgama arquitectónica do templo de Karnak, rosada pela alvorada.

A Razão de Ser de Luxor

A função do templo de Luxor era bem distinta da de Karnak. Não foi erguido em honra de um deus. Serviu o rejuvenescimento divinal da realeza e é muito provável que tenha acolhido a coroação de diversos faraós do Egipto, sempre validadas pela tríade divina.

Os egípcios consideravam-no ainda o “Harém do Sul”. Crê-se que, com as inundações do Nilo em pleno, entrava em cena o festival do Optet. Numa primeira fase, as efígies de Amon, de Mut e de Khonsun terão sido carregadas ao longo da Avenida das Esfinges desde o Templo de Karnak até ao de Luxor.

Templo Karnak, Luxor, Egipto

Cisterna reflecte parte do vasto templo de Karnak.

Pelo caminho, detinham-se em capelas erguidas para o evento e repletas de oferendas. No fim da cerimónia, regressavam de barco.

Mais tarde, passaram a fazer também o percurso de ida pelo Nilo, numa espécie de celebração marital fluvial em que uma pequena frota de barcas escoltava a barcaça sagrada.

Essa celebração terá admitido vários dias de devassidão popular à moda egípcia.

Os Templos de Luxor e a Prolífica Cosmogonia do Egipto

O imaginário milenar da cosmogonia egípcia sempre se provou inesgotável. Mudava e enriquecia-se de tal maneira que, pelo menos, por tempo igual ao da sua formação, os arqueólogos terão novas tumbas e segredos por desvendar.

Dois eixos opostos regulavam a vida do antigo Egipto: o fluir do Nilo, de sul a norte, através do Deserto do Sara. Acima, o céu em que se davam os movimentos cruciais da vida. O do Sol que ascendia de uma direcção no deserto e mergulhava na outra, para o lado das areias rivais, hoje, Líbias.

Gravuras, Templo Karnak, Luxor, Egipto

Gravuras com motivos religiosos egípcios numa das paredes arenosas do templo de Karnak. O deus Rá do sol, está à direita.

Durante o seu percurso, dava-se uma viagem nocturna pelo desconhecido e pela incerteza. A reaparição do sol representava a renovação da vida. Há muito imbuída na mente da população e sempre urgente, essa noção fazia de cada dia algo muito especial.

Os trajectos do Nilo e do sol eram regulares e omnipresentes. Por essa razão, todas as obras de arte e monumentos estão com eles de alguma forma relacionados. As cheias do Nilo alimentavam a nação.

O seu longo caudal unia os habitantes do Alto e do Baixo Egipto, de outra forma, encerrados em si mesmo.

O Limiar Existencial do Nilo, em Tebas

Em Tebas, o Nilo separava ainda a vida da pós-vida. Não tardamos a atravessá-lo para oeste e a encontrarmos o lugar que mais contrastava com o Templo de Luxor. Se este celebrava a renovação da vida terrena, o Vale dos Reis e das Rainhas foi escavado e selado de modo para garantir a preservação dos corpos dos faraós.

Era suposto as suas almas reanimarem para o encontro com os Deuses na vida seguinte.

Templo Karnak, Luxor, Egipto

Uma palmeira destoa da ordem de colunas predominante no Templo de Karnak

O Vale dos Reis foi inaugurado pelo faraó Thutmose I. Diz-se que estava bem consciente de que o facto de os seus antecedentes terem sido sepultados em grandes pirâmides fazia das respectivas tumbas e tesouros alvos fáceis dos profanadores.

Não nos pronunciamos quanto ao encontro com os deuses. Nós e dezenas de visitantes felizardos deparamo-nos com Tutankhamon e outros faraós emblemáticos do Egipto. Por uns meros dez minutos, há que dizê-lo, e sem direito a fotografias.

Os pretendentes são tantos que as autoridades controlam o número de pessoas e o tempo no interior das tumbas.

Vale dos Reis e a Tumba Misteriosa de Tutankhamon

Ainda estamos longe do Verão destas partes de África remotas. Mesmo assim, o calor que nos tosta ao subirmos os trilhos poeirentos do Vale dos Reis é de morte e a secura do ar digna do Sara. A aridez do deserto sempre privilegiou a conservação das esfinges.

Como pudemos comprovar, Tutankhamon, o rei-rapazote que terá governado dos nove aos dezanove anos até ter perecido por razões tão ou mais debatidas que o achado da sua tumba, ainda aqui tem a sua morada.

No que diz respeito à polémica, de um lado, estão os apologistas de que o descobridor da tumba com 3200 anos, o arqueólogo britânico Howard Carter, enganou as autoridades egípcias, desviou uma boa parte das riquezas e simulou as anteriores profanações da tumba, a primeira das quais alega ter acontecido pouco depois do funeral do faraó, seguida de uma segunda, quinze anos mais tarde.

Do outro lado, encontram-se os defensores de que, tal como alegado por Carter, a tumba já tinha sido roubada várias vezes antes do achado do arqueólogo, considerado o maior triunfo arqueológico de todos os tempos.

O Improvável Caça Tumbas Egípcias Napoleão Bonaparte

Em grande parte, o mentor da febre das tumbas e tesouros egípcios foi Napoleão Bonaparte.

Após a conquista de Itália, os governantes do Directório do império, começaram a pressionar para que a França invadisse a Inglaterra. Napoleão opôs-se. Com o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros Talleyrand, conseguiu impor uma campanha pelo Egipto com o propósito de afectar as prolíficas rotas de comércio inglesas com a sua Jóia da Coroa, a Índia.

Por essa altura, o Egipto estava sob controle dos Mamelukos egípcios. Em 1798, as forças de Napoleão conseguiram evitar a armada do Almirante Nelson, desembarcar na costa mediterrânea do Egipto e vencer diversas batalhas decisivas, incluindo a Batalha das Pirâmides.

Mas, furioso que a armada francesa lhe tivesse escapado, Lord Nelson não descansou enquanto não corrigisse a falha. Detectou, por fim, os 400 barcos inimigos e destruiu-os na Batalha de Aboukir. Esta sua acção, deixou as forças de Napoleão “encalhadas” no Egipto.

Napoleão: de Conquistador a Obcecado pela História do Egipto

O Imperador tentou tirar o melhor partido possível da sua inesperada situação. Corria o boato de que o exército turco se preparava para o atacar. Napoleão tentou impedi-lo atacando os otomanos na zona da actual Síria e Palestina.

Só que se viu cercado na cidade controlada pelos britânicos de Acre.

Uns meses mais, tarde foi forçado a regressar ao Egipto com as suas forças enfraquecidas. No entretanto, a guerra tinha-se alastrado na Europa e a França via-se cada vez mais vulnerável.

Napoleão decidiu regressar. Voltou a evitar a armada de Nelson e concentrou esforços em remover a administração que considerava “um bando de advogados”. Não tardou a substituí-la por um Consulado de três cônsules dos quais ele próprio passou a ser o líder.

As tropas napoleónicas renderam-se aos britânicos em Setembro de1801. Nos três anos que passou no Egipto, o Imperador francês tornou-se obcecado pela história e cultura milenar da nação.

Colunas, Templo Karnak, Luxor, Egipto

Trabalhador dos templos de Luxor percorre um átrio ladeado de colunas.

Encorajou em redor de 150 cientistas, matemáticos, engenheiros e artistas a estudarem os antigos monumentos, o terreno, a flora e a fauna bem como a sociedade e vários outros aspectos da civilização egípcia. O resultado do seu trabalho foi um enorme compendio ilustrado denominado “Description de L’Égypte“.

Howard Carter: o Famoso Caça-Tumbas Inglês

Esta obra gerou uma egiptologia quase insana que perduraria, pelo menos, mais duzentos anos. Também simplificou os estudos e buscas dos exploradores que aderiram ao movimento. Howard Carter foi só um dos exploradores que a ele se entregou.

Em 1922 – o ano em que o Egipto declarou independência do Reino Unido e em que Carter encontrou a tumba de Tutankhamon – passou a vigorar uma lei com que o Egipto se procurou defender dessa nova febre. A lei ditou que qualquer achado arqueológico de um tesouro que estivesse intacto teria que ficar no Egipto enquanto que se o tesouro estivesse já violado, podia ser dividido entre o Egipto e quem o encontrasse.

De cada vez que aparece um objecto à face da Terra que os egiptólogos estão certos pertencer ao tesouro de Tutankhamon, a contenda re-emerge. Quem abriu, afinal, a tumba pela primeira vez? Terá ou não Carter conseguido transportar os tesouros para fora do Egipto.

Fosse como fosse, no fim, as autoridades egípcias, ansiosas pela emancipação face aos colonos britânicos, recusaram-se a dividir o espólio.

Subsiste, à margem, o tema prolífico da maldição de Tutankhamon, abordado em incontáveis documentários, filmes, livros, jogos de computador e de tudo o resto um pouco e com uma lista crescente de vítimas de vários países e ramos de vida.

Distintos faraós notórios são vizinhos de Tutankhamon, incluindo nove Ramsés. Nos dias que correm, o membro falecido da realeza egípcia com os aposentos mortuários mais sumptuosos é, de longe, a faraó Hatshepsut, a segunda regente da história do Egipto e uma das “grandes mulheres da história de que estamos informados” assim a qualificou o egiptólogo James Henry Breasted.

O Templo Mortuário Sumptuoso de Hatshepsut

Para a celebrarmos, juntamo-nos a dezenas de outros curiosos do Egipto e percorrermos a longa alameda que conduz aos penhascos quase verticais de Deir el Bahari. De plana, a alameda inclina-se para o céu azulão.

Aponta ao cimo dos terraços colunados a que chegamos a quase trinta metros de altura.

A caminho do mausoléu

Visitantes do Vale dos Reis percorrem a alameda que conduz aos aposentos mortuários da faraó Hatshepsut, o edifício mais imponente do Vale dos Reis e das Raínhas.

O eixo do templo parece ter sido propositadamente alinhado com a posição do nascer do sol no solstício de Inverno (21 ou 22 de Dezembro) quando a luz solar incide sobre uma das estátuas de Osíris de ambos os lados da entrada da segunda câmara.

Estudiosos observaram ainda que uma caixa de luz colocada de forma a revelar como a luz se afasta do eixo central e ilumina a estátua do deus Amon-Ra (entretanto, os egípcios fundiram a divindade de Amon com a do deus do sol Ra), o faraó Thutmose III e, logo, o deus do Nilo Hapi.

Na Senda do Controverso Colosso de Memnon

Deixamos aquele templo mortuário hiperbólico com o sol ainda bem alto. Dali, regressámos para mais próximo das margens irrigadas do rio em busca do Colosso de Memnon.

Erguidas em 1500 a.C. enquanto guardiãs da tumba do faraó Amenhoep III, as estátuas têm dezoito metros e exibem o rei egípcio sentado com as mãos sobre os joelhos.

Encontramo-las, assim, sem grande esforço apesar de terem sido deslocadas após inundações superlativas do Nilo terem destruído um dos complexos faraónicos maiores e mais opulentos do Egipto e os monarcas sucessores começado a usar os seus blocos de pedras noutras construções. Mesmo portentosas e intimidantes, as estátuas também não evitaram o equívoco colossal do seu baptismo.

Em 27 a.C., um tremor de terra destruiu o colosso a norte do antigo templo. Essa estátua começou a produzir um som estranho. Acontecia, por norma, de manhã cedo diz-se, agora, que devido ao aumento brusco da temperatura e à evaporação do orvalho nas fendas do monumento.

Ora, o som fenomenal tornou-se de tal forma famoso que atraiu turistas romanos (incluindo imperadores) e gregos da época que se davam ao trabalho de viajar dias a fio para chegar ao lugar e de inscrever na sua base se tinham ou não ouvido o som. Não faziam ideia de que se tratava de uma estátua de Amenhoep III.

Os gregos, em particular, começaram a atribuir o som aos lamentos da mãe do rei Memnon.

Memnon era um rei da Etiópia que conduziu o seu exército África acima em direcção à Ásia Menor para ajudar a defender Troia do ataque dos Gregos. Apesar da sua bravura, foi morto por Aquiles. Não terá servido de grande compensação mas, falecido, conquistou estatuto de herói entre os helénicos.

Em 20 a.C., o historiador Strabo que viveu na Ásia Menor, chegou melhor informado que os seus compatriotas helénicos e descreveu o som como uma espécie de golpe. Ao viajante e geógrafo Pausanias, soou a uma corda de lira a partir-se. Outros ainda, narraram-no como uma pancada em cobre ou um assobio incomum.

Nilo acima

Cruzeiro detem-se numa das várias comportas que regulam a altura das águas do rio Nilo.

Para sermos sinceros, nós, não ouvimos nada nem estávamos com tempo para esperar. Daí a umas horas, o cruzeiro em que embarcáramos daria início à navegação Nilo acima, para mais próximo de Assuão.

Tínhamos muito mais do Nilo e do Antigo Egipto para desvendar pelo que deixámos Memnon e o colosso que nunca foi seu entregues à História.

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo de Israel. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.
Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Edfu a Kom Ombo, Egipto

Nilo Acima, pelo Alto Egipto Ptolomaico

Cumprida a embaixada incontornável a Luxor, à velha Tebas e ao Vale dos Reis, prosseguimos contra a corrente do Nilo. Em Edfu e Kom Ombo, rendemo-nos à magnificência histórica legada pelos sucessivos monarcas Ptolomeu.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Hipopótamo move-se na imensidão alagada da Planície dos Elefantes.
Safari
Parque Nacional de Maputo, Moçambique

O Moçambique Selvagem entre o Rio Maputo e o Índico

A abundância de animais, sobretudo de elefantes, deu azo, em 1932, à criação de uma Reserva de Caça. Passadas as agruras da Guerra Civil Moçambicana, o PN de Maputo protege ecossistemas prodigiosos em que a fauna prolifera. Com destaque para os paquidermes que recentemente se tornaram demasiados.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Cerimónias e Festividades
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Cidade de Mindelo, São Vicente, Cabo Verde
Cidades
Mindelo, São Vicente, Cabo Verde

O Milagre de São Vicente

São Vicente sempre foi árida e inóspita a condizer. A colonização desafiante da ilha submeteu os colonos a sucessivas agruras. Até que, por fim, a sua providencial baía de águas profundas viabilizou o Mindelo, a urbe mais cosmopolita e a capital cultural de Cabo Verde.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Cultura
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Em Viagem
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Dunas da ilha de Bazaruto, Moçambique
Étnico
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Kolmanskop, Deserto do Namibe, Namíbia
História
Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.
Dominica, Soufriére e Scotts Head, fundo da ilha
Ilhas
Soufriére e Scotts Head, Dominica

A Vida que Pende da Ilha Caribenha da Natureza

Tem a fama da ilha mais selvagem das Caraíbas e, chegados ao seu fundo, continuamos a confirmá-lo. De Soufriére ao limiar habitado sul de Scotts Head, a Dominica mantém-se extrema e difícil de domar.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Inverno Branco
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Vulcão Teide, Tenerife, Canárias, Espanha
Natureza
Tenerife, Canárias

O Vulcão que Assombra o Atlântico

Com 3718m, El Teide é o tecto das Canárias e de Espanha. Não só. Se medido a partir do fundo do oceano (7500 m), só duas montanhas são mais pronunciadas. Os nativos guanches consideravam-no a morada de Guayota, o seu diabo. Quem viaja a Tenerife, sabe que o velho Teide está em todo o lado.
Menina brinca com folhas na margem do Grande Lago do Palácio de Catarina
Outono
São Petersburgo, Rússia

Dias Dourados que Antecederam a Tempestade

À margem dos acontecimentos políticos e bélicos precipitados pela Rússia, de meio de Setembro em diante, o Outono toma conta do país. Em anos anteriores, de visita a São Petersburgo, testemunhamos como a capital cultural e do Norte se reveste de um amarelo-laranja resplandecente. Num deslumbre pouco condizente com o negrume político e bélico entretanto disseminado.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Parques Naturais
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
Casario de Gangtok, Sikkim, Índia
Património Mundial UNESCO
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Tarrafal, Santiago, Cabo Verde, Baía do Tarrafal
Praias
Tarrafal, Santiago, Cabo Verde

O Tarrafal da Liberdade e da Vida Lenta

A vila de Tarrafal delimita um recanto privilegiado da ilha de Santiago, com as suas poucas praias de areia branca. Quem por lá se encanta tem ainda mais dificuldade em entender a atrocidade colonial do vizinho campo prisional.
Cândia, Dente de Buda, Ceilão, lago
Religião
Cândia, Sri Lanka

Incursão à Raíz Dental do Budismo Cingalês

Situada no âmago montanhoso do Sri Lanka, no final do século XV, Cândia assumiu-se a capital do reino do velho Ceilão que resistiu às sucessivas tentativas coloniais de conquista. Tornou-se ainda o seu âmago budista, para o que continua a contribuir o facto de a cidade preservar e exibir um dente sagrado de Buda.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Sociedade
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Gandoca Manzanillo Refúgio, Baía
Vida Selvagem
Gandoca-Manzanillo (Refúgio de Vida Selvagem), Costa Rica

O Refúgio Caribenho de Gandoca-Manzanillo

No fundo do seu litoral sudeste, na iminência do Panamá, a nação “tica” protege um retalho de selva, de pântano e de Mar das Caraíbas. Além de um refúgio de vida selvagem providencial, Gandoca-Manzanillo revela-se um deslumbrante éden tropical.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.