Hidroeléctrica Binacional de Itaipu, Brasil

HidroElétrica Binacional do Itaipu: a Febre do Watt


A Grande Hidroelétrica
Vista aérea da hidroelétrica de Itaipu
Pedalada
Trabalhador pedala na vastidão coberta do interior da hidroelétrica.
Hidroeletrica Acima
Encarregado da Barragem de Itaipu conduz visitantes num dos elevadores da estrutura.
Descida sem fim
Operário desce uma enorme escadaria no interior da estrutura da barragem de Itaipu
Estrada para Itaipu
Auto-estrada nas imediações da Hidroelétrica de Itaipu e de Foz de Iguaçu.
Funcionários Paraguaios
Funcionários paraguaios conversam, um deles bebe chá mate.
Hidroeletrica-binaciona-itaipu-brasil-paraguai-items
Capacetes sobre armários de uma sala de operações da Barragem de Itaipu.
Arte Hidroelétrica
Amigos fotografam-se em frente ao Painel do Barrageiro.
Destino: Itaipu
Autocarro vindo da barragem de Itaipu percorre uma rua de Foz de Iguaçu.
Maquinaria
Máquinas que regulam a operação hidroelétrica da Barragem de Itaipu
Trabalho multiplicado
Perspectiva reflectida da sala de operações.
Sala de Controle
Funcionários trabalham numa das salas operacionais no interior da barragem.
Sobrevoo do rio Paraná
Fotógrafa Sara Wong voa sobre o rio Paraná a bordo de uma asa-delta motorizada.
Substituição de Luzes
Funcionário verifica as lampadas num corredor da hidroeléctrica Binacional de Itaipu.
Escritório com parking
Funcionário verifica dados num computador, com a sua bicicleta ao lado.
Trabalhadores Equipados a Rigor
Funcionários da hidroelétrica de Itaipu equipados a rigor para as suas funções.
Visita Guiada
Guia de Itaipu explica a visitantes a história e o funcionamento da hidroelétrica Binacional de Itaipu
Hidroeletrica-binaciona-itaipu-brasil-paraguai
Vista aérea de parte do enorme paredão da hidroelétrica de Itaipu que começa no Paraguai e termina no Brasil.
Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.

Os indígenas guarani chamavam Itaipú a uma ilha que existia no leito do antigo rio Paraná.

No seu dialecto, tratavam-na como “a pedra que canta”. Hoje, a ilha encontra-se submersa. Em vez de pedra, Itaipú é um monstro mudo da engenharia civil, feito com betão suficiente para erguer 210 Estádios do Maracanã e ferro e aço que chegariam para 380 Torres Eiffel.

Enquanto exploramos a zona da Tripla Fronteira e as Cataratas do Iguaçu, apuramos que a barragem se apoderou de bem mais que essa ilha e do seu nome.

“É isso mesmo: Guaíra!“ “Vocês não ouviram falar, não?” pergunta-nos, espantado, o taxista Sôr Esquerdinha, como se fossemos culpados da maior das heresias. “Era a coisa mais bacana que a gente tinha por aqui!”.

A Aprovação da HidroEléctrica e o Fim do Salto Guairá das Sete Quedas

Em 1973, apesar da desconfiança mutua dos seus governos ditadores, o Brasil e o Paraguai encerraram um longo período de declarações de interesse mútuo e negociações e assinaram um acordo de construção e exploração da hidroeléctrica.

Dois anos depois, um consórcio formado por uma empresa norte-americana e outra italiana deram início ao trabalho.

Em 1982, a obra estava completa. Devido a chuvas intensas na região, o enorme reservatório foi totalmente preenchido em apenas 14 dias. Deixou submersas o Salto Guaíra, também conhecido de Salto de Sete Quedas, as maiores cataratas do mundo em termos de volume, que suplantavam, em muito as vizinhas Iguaçú.

Vista aérea da hidroelétrica de Itaipu

Por opção do governo militar brasileiro, o Parque Nacional Guaíra foi destruído e a base de rochas em que as quedas assentavam dinamitada, para facilitar a navegação.

Esta medida em concreto, acabou com qualquer esperança de futura recuperação. Conscientes da perda, uns meses antes do enchimento do reservatório, centenas de pessoas concentraram-se para se despedirem do fenómeno natural.

Oitenta delas acabaram por perder a vida quando a ponte sobrelotada que os sustinha cedeu.

A Celebração Internacional da HidroEléctrica Binacional de Itaipu

Hoje, essa tragédia e o sacrifício de Guaíra têm pouca ou nenhuma importância nas locuções dos guias da Itaipú Binacional. À medida que os autocarros turísticos percorrem a base do paredão de 196 metros de altura, é realçada a imponência e a grandiosidade da estrutura – das mais dispendiosas do mundo e uma das suas Maravilhas Modernas.

Desde que a barragem chinesa das Três Gargantas entrou em operação, destacam, acima de tudo, aquele que permanece o grande recorde de Itaipu, como resume André, o eloquente anfitrião do grupo. “É isso aí, meus amigos, Itaipu continua a ser a hidroeléctrica mais produtiva.

Funcionários da hidroelétrica de Itaipu equipados a rigor para as suas funções.

Graças ao clima tropical daqui – que mantém quase estável o caudal do rio Paraná – Itaipu mantem uma capacidade anual de geração superior inclusivamente à da Barragem das Três Gargantas”.

Foram 94.7 GW, em 2008, o máximo conseguido. E são 14GW de capacidade de geração instalada, actualmente divididos por 20 unidades, cada uma a fornecer 700KW. Destas, dez geram a 50HZ para o Paraguai e, os outros dez, a 60hz para o Brasil.

Para produzir o total com recurso a geração térmica, seriam necessários 434.000 barris de petróleo, todos os dias. Ainda assim, a partilha desde cedo desagradou ao Paraguai que, após longa insistência, conseguiu, em 2009, uma renegociação.

Foi, então, concedido pelo Brasil um melhor pagamento da electricidade paraguaia excedente e a permissão da sua venda directamente a empresas brasileiras.

Em termos de espaço, a divisão da estrutura não tem suscitado tanta controvérsia. autorizam-nos a entrar na sala de operações, que vemos atravessada ao meio por uma linha amarela.

Funcionários trabalham numa das salas operacionais no interior da Hidroelétrica de Itaipu

A Fronteira de Betão que Separa (e Une) o Brasil e o Paraguai

De um lado, o território é paraguaio. Em silêncio, os funcionários saboreiam tereré (infusão de chá mate com outras ervas ou limão). Do outro, estamos no Brasil. Percebe-se uma disputa acesa sobre o desempenho dos Canarinhos na Copa América.

Funcionários paraguaios conversam, um deles bebe chá mate.

Destacam-se ali painéis, botões e visores sem fim. Formam um conjunto tecnológico visualmente ultrapassado, próprio da Guerra Fria ou do clássico kubrickiano “2010, Odisseia no Espaço”. Integram domínios com iluminação fluorescente que sobressaem na imensidão e que os trabalhadores percorrem de bicicleta.

Fotógrafa Sara Wong voa sobre o rio Paraná a bordo de uma asa-delta motorizada.

Depois de sobrevoarmos a hidroeléctrica de asa-delta, preparamo-nos para explorar outros redutos de betão, igualmente dignos de ficção científica. Sem aviso, a segurança da Itaipu Binacional detêm-nos.

Suspeitas Infundadas

Apesar da acreditação passada pela Secretaria de Turismo de Foz de Iguaçu, as autoridades mal avisadas não conseguem perceber porque, sendo meros Patrícios, já visitámos as instalações por duas vezes e porque queremos fazê-lo uma terceira.

Operário desce uma enorme escadaria no interior da estrutura da Hidroelétrica de Itaipu

Estranham que, ainda por cima, estejamos a pedir para voltar a ver as áreas tecnológicas nevrálgicas. Levantam-lhes também suspeitas o “calibre” das nossas câmaras e teleobjectivas.

E, mais que tudo, o sobrenome Wong e o visual oriental da repórter. Só após explicações exaustivas dos nossos defensores, somos ilibados de espiar para a China e podemos prosseguir a descoberta do complexo.

Capacetes sobre armários de uma sala de operações da Hidroelétrica de Itaipu.

Nas salas museológicas da hidroeléctrica, compreendemos como, em termos urbanísticos e económicos, Itaipu se provou revolucionária para a zona.

Aquando da construção da hidroeléctrica, milhares de pessoas oriundas de todos os recantos do Brasil e até do estrangeiro aumentaram a população de Foz do Iguaçu, a cidade brasileira mais próxima.

A Revolução Social Criada pela HidroEléctrica de Itaipu

Nos dias que correm, cerca de cinco mil iguaçuenses continuam a lucrar, directa ou indirectamente com a barragem que tem transportes públicos directos do centro e dos arredores para as suas instalações.

Autocarro destinado à Hidroelétrica Itaipu percorre uma rua de Foz de Iguaçu.

Do outro lado da Ponte da Amizade e do rio Paraná, a importância da hidroeléctrica provou-se semelhante para a, já então, marginal, Ciudad del Este, a entrada do Paraguai.

Vista aérea de parte do enorme paredão da hidroelétrica de Itaipu que começa no Paraguai e termina no Brasil.

Ao mesmo tempo, o dinheiro das indemnizações pagas a alguns dos 42.000 proprietários ou trabalhadores brasileiros expropriados permitiu-lhes comprar novas terras. Mas as terras do lado paraguaio do lago criado mantiveram-se mais baratas.

Atentos à promoção, milhares de brasileiros migraram para o Paraguai. Lá criaram o estranho fenómeno social da comunidade brasiguaia.

Enquanto isso, os mais desfavorecidos refugiaram-se na cidade de Medianeira. Parte deles vieram a engrossar as fileiras do cada vez mais poderoso MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra.

Foi a um nível nacional que se potenciaram tanto os reais benefícios “compensatórios” de Itaipu como a dependência  associada à hidroeléctrica.

O Apagão que Alertou o Brasil e o Paraguai da Importância de Itaipu

Às 22h13 de 10 de Novembro de 2009, alegadamente devido a uma tempestade que poupou os equipamentos de geração mas danificou três linhas de alta-tensão, todo o Paraguai sofreu um apagão de quinze minutos. O mesmo aconteceu com parte substancial do Brasil.

Funcionário verifica as luzes num corredor da hidroeléctrica Binacional de Itaipu.

Rio de Janeiro e São Paulo ficaram às escuras durante mais de duas horas e o estado de Espírito Santo, interior de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Bahia e Pernambuco viram-se privados de electricidade durante a noite e a manhã seguinte.

Verificou-se então o único período “seco” digno de registo num já longo historial de “extracção” eléctrica com a enorme atenuante de a origem se ter confirmado externa.

Desde 5 de Maio de 1984, quando entrou em funcionamento, Itaipu foi sempre, para o Brasil e para o Paraguai, uma verdadeira mina.

Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Curitiba, Brasil

A Vida Elevada de Curitiba

Não é só a altitude de quase 1000 metros a que a cidade se situa. Cosmopolita e multicultural, a capital paranaense tem uma qualidade de vida e rating de desenvolvimento humano que a tornam um caso à parte no Brasil.
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Cataratas Iguaçu/Iguazu, Brasil/Argentina

O Troar da Grande Água

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.
Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.
Ilhabela, Brasil

Ilhabela: Depois do Horror, a Beleza Atlântica

Nocenta por cento de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ilhabela.
Ilhabela, Brasil

Em Ilhabela, a Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das dez melhores praias do Brasil.
Goiás Velho, Brasil

Um Legado da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem uma das maiores manadas do mundo e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.
Chapada Diamantina, Brasil

Bahia de Gema

Até ao final do séc. XIX, a Chapada Diamantina foi uma terra de prospecção e ambições desmedidas.Agora que os diamantes rareiam os forasteiros anseiam descobrir as suas mesetas e galerias subterrâneas
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Manaus, Brasil

Ao Encontro do Encontro das Águas

O fenómeno não é único mas, em Manaus, reveste-se de uma beleza e solenidade especial. A determinada altura, os rios Negro e Solimões convergem num mesmo leito do Amazonas mas, em vez de logo se misturarem, ambos os caudais prosseguem lado a lado. Enquanto exploramos estas partes da Amazónia, testemunhamos o insólito confronto do Encontro das Águas.
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirinéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Esteros del Iberá, Pantanal Argentina, Jacaré
Safari
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Detalhe do templo de Kamakhya, em Guwahati, Assam, Índia
Cidades
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Efate, Vanuatu, transbordo para o "Congoola/Lady of the Seas"
Cultura
Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Motociclista no desfiladeiro de Sela, Arunachal Pradesh, Índia
Em Viagem
Guwahati a Sela Pass, Índia

Viagem Mundana ao Desfiladeiro Sagrado de Sela

Durante 25 horas, percorremos a NH13, uma das mais elevadas e perigosas estradas indianas. Viajamos da bacia do rio Bramaputra aos Himalaias disputados da província de Arunachal Pradesh. Neste artigo, descrevemos-lhe o trecho até aos 4170 m de altitude do Sela Pass que nos apontou à cidade budista-tibetana de Tawang.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Étnico
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Canal de Lazer
História
Amesterdão, Holanda

De Canal em Canal, numa Holanda Surreal

Liberal no que a drogas e sexo diz respeito, Amesterdão acolhe uma multidão de forasteiros. Entre canais, bicicletas, coffee shops e montras de bordéis, procuramos, em vão, pelo seu lado mais pacato.
fuerteventura ilha canária tempo, PN Corralejo, Playa del Pozo
Ilhas
Fuerteventura, Canárias

Fuerteventura – Ilha Canária e Jangada do Tempo

Uma curta travessia de ferry e desembarcamos em Corralejo, no cimo nordeste de Fuerteventura. Com Marrocos e África a meros 100km, perdemo-nos no deslumbre de cenários desérticos, vulcânicos e pós-coloniais sem igual.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Passageira agasalhada-ferry M:S Viking Tor, Aurlandfjord, Noruega
Natureza
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile
Parques Naturais
PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz.
Banco improvisado
Património Mundial UNESCO
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Verificação da correspondência
Personagens
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Buda Vairocana, templo Todai ji, Nara, Japão
Religião
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Sociedade
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Vida Selvagem
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.