Pucón, Chile

Entre as Araucárias de La Araucania


O grande vulcão Villarrica
O ocaso doura o cone quase perfeito do vulcão activo Villarrica, um dos vários da região de La Araucania.
Travessia sobre azul
Barqueiro rema sobre o lago Villarrica, junto a Pucón.
Senhora d’El Bosque
Empregada do bar El Bosque, em Pucón
A Postos
Guarda-florestal do Parque Nacional Huerquehue, um dos mais conceituados da região de La Araucania.
Araucania no Lago Tinquilco
Cenário do Lago Tinquilco, um dos Tres Lagos principais do PN Huerquehue.
Salto de Leão II
Fluxo integral do Salto El León (90 m) com um grande volume de água.
À espera do frio
Um rebanho de ovelhas felpudas sobre um prado nos arredores de Pucón.
Sol de lado
Feixe de luz oblíquo entra pela floresta nas imediações dos saltos La China e de El León.
Salto de Leão
O fundo de uma das quedas d'água mais altas e volumosas da zona de Pucón, o Salto El León, com 90 metros.
Trabalho da Natureza
Copa de uma das muitas araucárias do Parque Nacional Huerquehue
Rosto Mapuche
Rapariga mapuche, à entrada da redução de Quelhue, arredores de Pucón.
Trabalho da Natureza III
As primeiras folhas de Outono surgem por volta de Março, Abril no PN Huerquehue nas imediações de Pucón.
O Verde Tinquilco
Panorama do lago Tinquilco, em pleno PN Huerquehue.
Mapuche aguerrido
Escultura de índio mapuche, em Pucón
Salto La China
Os 70 metros verticais e vegetais do Salto La China.
A determinada latitude do longilíneo Chile, entramos em La Araucanía. Este é um Chile rude, repleto de vulcões, lagos, rios, quedas d’água e das florestas de coníferas de que brotou o nome da região. E é o coração de pinhão da maior etnia indígena do país: a Mapuche.

Boa vontade nunca faltou a Don Carlos Carrillo, disso estávamos certos. Só que, amiúde, o seu acolhimento voluntarista em Pucón descambava em trapalhadas que nos víamos obrigados a resolver.

Saímos bem cedo da Cabaña Quiñolafquen em que nos tinham alojado. Deixamo-la disparados para o Parque Nacional Huerquehue, um ex libris de Pucón e uma das áreas protegidas mais antigas do Chile, fundada em 1912.

À entrada, o administrador do parque dá-nos más notícias. “Pois, eu entendo que estava tudo combinado mas olhem que, lá da municipalidad, não me chegou nada.”

Guarda-florestal, PN Huerquehue, Pucón, La Araucania, Chile

Guarda-florestal do Parque Nacional Huerquehue, um dos mais conceituados da região de La Araucania.

No dia anterior, na nossa presença, Don Carrillo tinha de facto telefonado para uma delegação local da CONAF, a influente Corporación Nacional Forestal. Só que o fez para a do parque errado: ligara para o Parque Nacional Villarrica em vez de para o Huerquehue.

Explicamos o equívoco ao paciente director e sublinhamos que vínhamos do outro lado do Planeta, que os cenários de Pucón eram maravilhosos  e que nos sentiríamos frustrados se não os pudéssemos revelar em Portugal.

Por sorte, além de compreensivo, é amante da fotografia de natureza.  “Só tenho uma D50, nada como esses vossos maquinões. Mas lá vou fazendo o meu melhor. Olhem, não há problema. Entrem. Cansem-se o mais possível e, acima de tudo, divirtam-se”.

O Parque Nacional Huerquehue Deserto

Dois dias antes, tínhamos subido aos 2860m do cume sulfuroso do vulcão Villarrica, um dos mais activos do Chile, na iminência da cidade de Pucón. Ainda sentíamos as pernas a recuperar do castigo. Em pleno périplo pela América do Sul, não lhes podíamos dar tréguas.

Estávamos a entrar em Abril. A época alta de Pucón terminara em Fevereiro, o derradeiro mês do estivo chileno. Apesar de o dia ter amanhecido uma vez mais glorioso, não víamos vivalma. A inesperada solidão, só agigantou os cenários de visual alpino a que entretanto nos entregámos.

Lago Tinquilco no PN Huerquehue, La Araucania, Chile

Panorama do lago Tinquilco, em pleno PN Huerquehue.

Pouco depois de o tomarmos, o trilho dos Tres Lagos enfia-se num bosque inclinado e denso de bambu que atravessamos com a ajuda de mini-pontes feitas de tábuas cobertas de terra. Para cima, esse bosque dá lugar à floresta andina da Patagónia mais característica destas partes.

Passamos a caminhar entre troncos de araucárias musgosos, com dezenas de metros, copas altivas e sub-copas ramificadas com tal simetria ou excentricidade que nos habituamos a apreciá-las como obras de arte vegetais.

Reflexo de vegetação outonal, no PN Huerquehue, Pucón, La Araucania, Chile

As primeiras folhas de Outono surgem por volta de Março, Abril no PN Huerquehue nas imediações de Pucón.

Pela Beira do Lago Tinquilco

A profusão destas araucárias e de outros tipos de coníferas e de pinheiros compunham vastas áreas mais que sombrias, lúgubres, em que ziguezagueávamos como insectos ávidos de luz. Isto, até que o trilho se farta da soturnidade e nos conduz para a beira do leito em forma de garrafa do lago Tinquilco.

Barrado pela multidão de araucárias em redor, não corre sequer uma aragem. De acordo, mais que um lago, o Tinquilco (“águas quietas”) revela-se um espelho rigoroso que duplica as formas arbóreas e os tons já semi-outonais envolventes. Alguns dos seus recantos surgem repletos de um capim alto que, contraluz, marcam uma presença quase espiritual.

Às tantas, um par de cantarilhos sai de dentro desse capim. Gera sulcos aquáticos pioneiros no caudal que, durante uma boa centena de metros, se desfazem à nossa frente.

Continuamos a subir o trilho Tres lagos. À laia de recompensa pelo esforço, somos recompensados pela vista majestosa do cone quase-perfeito do vulcão Villarrica, malhado de negro e branco-neve, bem acima das copas supremas das araucárias.

Vulcão Villarrica, La Araucania,

O ocaso doura o cone quase perfeito do vulcão activo Villarrica, um dos vários da região de La Araucania.

No dialecto mapuche – a etnia indígena predominante da região – Huerquehue significa “lugar de mensageiros”. Como que ilustrá-lo, o Villarrica lança sinais de fumo para o céu azulão, completamente desprovido de nuvens.

São mensagens inequívocas do poder destrutivo do vulcão. De como, no seu sopé e à sua sombra, Pucón nunca poderá dormir descansada. De qualquer maneira, o passado da agora idílica região sempre se provou tudo menos tranquilo.

Mapuches: os Mensageiros Indígenas de La Araucania

Os mapuches são um grupo de etnias indígenas que partilham uma mesma base social, religiosa e até económica. Contam-se em redor de um milhão e setecentos mil, quase 10% dos mais de dezoito milhões de habitantes do Chile. 80% de todos os indígenas desta nação sul-americana. Mas, já só cerca de 200.000 falam fluentemente os seus dialectos originais mapudungun ou huilliche.

Ao longo da história, os mapuches chegaram a influenciar e/ou dominar a quase totalidade da Patagónia hoje chilena e argentina. Submeteram os poderosos tehuelches e outros indígenas da vasta pampa albiceleste,  uma aculturação que ficou conhecida pela Araucanização da Patagónia.

Escultura índio mapuche, Pucón, La Araucania, Chile

Escultura de índio mapuche, em Pucón

A partir de 1540, os recém-chegados conquistadores e colonos espanhóis terminaram com esta supremacia mapuche. E introduziram o termo arauco, a adaptação hispânica de um lugar mapuche rag ko traduzido como água barrenta. O próprio termo araucária deriva de tal adaptação.

Nessa manhã, durante boa parte da tarde, alternamos entre a floresta de coníferas e os lagos, mais dois ou três ao longo do percurso: o El Toro, o Chico e o Verde, um trio de vizinhos ligados por fluxos de água estreitos.

De Volta ao Abrigo Ribeirinho de Pucón

Regressamos a Pucón de autocarro, com a cabeça a tombar-nos para a frente, tal era o cansaço acumulado.

A noite insinua-se. Antecipamo-la em La Poza, uma amostra de baía do grande lago da cidade, chamado Villarrica, como o vulcão que dele se destaca a sul.

Passamos pelo Vapor-Chucao, um navio construído em 1905 e mais tarde trazido para o lago para assegurar trajectos de ida e volta entre Pucón e a povoação de Villarrica.

Quase 100 anos depois, esse Vapor permanece atracado em frente ao velho hotel Gudenschwager, o mais antigo de Pucón, erguido em 1923, por um colono alemão, Don Otto Gudenschwager Becker. A imobilidade do navio contribuía, uma vez mais, para a do lago. Sob as altas pressões que se haviam instalado na zona, à imagem dos lagos do PN Huerquehue, também o Villarica parecia ter-se solidificado.

A Omnipresença Vulcânica do Villarrica

Barco no lago Villarrica, Pucón, La Araucania, Chile

Barco cruza o lago Villarrica, junto a Pucón

Sentamo-nos a ver o sol esparramar-se para ocidente, sobre a margem oposta à que estávamos. Durante esse popular processo astral, um barqueiro aparece do nada. Cruza a baía de lado a lado. As suas remadas vigorosas agitam o caudal. Num instante, aquele mar de água-doce-azul-petróleo ganha um surpreendente encanto listado.

Ao mesmo tempo, o azular crepuscular da atmosfera faz destacar as manchas brancas do cone do vulcão. E assim se desenrola a noite. Até que o breu absoluto que se apoderou de La Araucanía e de Pucón nos convenceu a darmos o dia por fechado.

Sem espanto, sem cedências. Foi sobretudo com um já inexplicável entusiasmo que dedicámos o dia seguinte a explorarmos mais da região, segundo um itinerário rodoviário e caminhante entre quedas d’água e outros fenómenos naturais.

Salto atrás de Salto, em Redor de Pucón

Continuou a deslumbrar-nos a elegância e bom gosto que a Natureza por ali assumia: os padrões belíssimos de musgo, líquenes e rocha terrosa que forravam o paredão do grande Salto de la China, um mergulho fluvial com uns impressionantes 70 metros.

Salto La China, Pucón, La Araucania, Chile

Os 70 metros verticais do Salto La China.

Também o Salto El Léon que se seguia, com 20 metros adicionais e bem mais volumoso, de tal maneira aspersor que irrigava um exuberante arco-íris residente. E o fulgor outonal da manhã que penetrava a floresta de soslaio e iluminava folhagens pendentes; fetos e arbustos rasteiros.

Encantaram-nos ainda os passadiços cobertos de húmus encharcado, pingado pelas ramagens de bambu. Mas, no que diz respeito a Natureza, é melhor ficarmo-nos por aí. Regressemos às gentes de Pucón.

Em prospecção pelo mercado da cidade, reparamos na quantidade de pinhões à venda. Não só na quantidade. Na quantidade e na diversidade e tamanho hiperbólico de boa parte deles. Outra coisa que constatamos são os traços distintos dos vendedores.

Pinhões de araucárias, Pucón, La Araucania, Chile

Os pinhões hiperbólicos gerados pelas grandes araucárias que os chilenos chamam de piñoneros.

Estávamos no coração de La Araucanía. A abundância de piñoneros – assim chamam os chilenos às araucárias – explicava a profusão das suculentas sementes. Mas, como já vimos, La Araucanía também se preserva o cerne territorial dos mapuches.

A Longa Resistência Mapuche

Foi algo que, pouco depois de entrarem pela costa chilena revelada por Fernão de Magalhães, os conquistadores espanhóis tudo fizeram para mudar.

Ditou o destino que, no fim da primeira metade do século XVI, uma investida levada a cabo por Juan Bautista Pastene, um súbdito do mentor  da conquista do Chile Pedro de Valdívia, tivesse originado a longa Guerra de Arauco. Foi travada durante quase três séculos – 1544 até à independência do Chile, em 1818 – contra os resilientes mapuches.

Nesse período, os mapuches resistiram e causaram destruição generalizada nas cidades e posses coloniais. Por volta de 1600, conseguiram até a demarcação de uma fronteira clara, assente na expulsão dos espanhóis para zonas mais a norte do esguio Chile.

Funcionária do bar El Bosque, em Pucón, La Araucania, Chile

Funcionária do bar El Bosque, em Pucón

No século XIX, o conflito tornou-se ainda mais complexo já que as forças fieis à Coroa Espanhola passaram a confrontar-se com as recém-formadas independentistas. Os chefes mapuches aliaram-se às primeiras mas os independentistas triunfaram.

De 1860 em diante, o exército do Chile independente concentrou-se, por fim, em dominar os mapuches. Malgrado a resistência feroz, os indígenas capitularam. Os que insistiram em permanecer nas terras – muitas delas entregues aos colonos – foram colocados em reduções. Decorridos 150 anos, é numa dela que os encontramos.

O Refúgio Mapuche de Quelhue

Seguimos na direcção do rio Pucón O Minetue. Acompanhamos a sua correnteza repleta de rápidos que só deixamos quando se entrega ao lago Villarrica. Cruzamos um outro, o Quilque. Daí em diante, avançamos por uma estrada de rípio até às imediações de Quelhue. Demoramos um bom tempo a achar o lugar que não víamos indicado e, pelo menos como por ele perguntávamos, ninguém parecia conhecer.

Por fim, lá encontramos Gabrielle, uma adolescente que nos explica o caminho. Logo, uma casa comunal e um dos tradicionais grandes grupos familiares, em pleno convívio regado por Pisco e refrigerantes, em redor de uma mesa. Tal como Gabrielle nos havia alertado, os mapuches abominam a inundação turística da sua região que acontece, ano após ano, de Dezembro a Fevereiro.

Jovem mapuche, Quelhue, Pucón, Chile

Rapariga mapuche, à entrada da redução de Quelhue, arredores de Pucón.

Rejeitam tudo o que são tratamentos da sua comunidade como atracções. Com o máximo de sensibilidade possível, explicamos que não éramos propriamente turistas, que ali tínhamos chegado sós, sem nada de mais planeado e que gostávamos apenas de os conhecer, de saber como viviam agora.

Acabaram por nos convidar para a mesa. Conversamos sobre tudo um pouco mas pouco ou nada da espécie de apartheid sul-americano em que os mapuches há muito vivem. Bebemos pisco-sour. Comemos empanadas.  Insistimos um pouco mais. Por fim, os anfitriões autorizaram que os fotografássemos. Deixámos Pucón com a recordação do convívio, do humor, da sua abertura de espírito. E dos seus rostos e sorrisos generosos.

Bem mais do estávamos a contar.

Vulcão Villarrica, Chile

Ascensão à Cratera do Vulcão Villarrica, Sempre em Actividade

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.
Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.
Ilha Robinson Crusoe, Chile

Alexander Selkirk: na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz.
Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
El Tatio, Chile

Géiseres El Tatio - Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites do Deserto de Atacama

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.
San Pedro de Atacama, Chile

São Pedro de Atacama: a Vida em Adobe no Mais Árido dos Desertos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.
Fiéis saúdam-se no registão de Bukhara.
Cidade
Bukhara, Uzbequistão

Entre Minaretes do Velho Turquestão

Situada sobre a antiga Rota da Seda, Bukhara desenvolveu-se desde há pelo menos, dois mil anos como um entreposto comercial, cultural e religioso incontornável da Ásia Central. Foi budista, passou a muçulmana. Integrou o grande império árabe e o de Gengis Khan, reinos turco-mongois e a União Soviética, até assentar no ainda jovem e peculiar Uzbequistão.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Safari
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º - Ngawal a BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Alturas Tibetanas, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Danca dragao, Moon Festival, Chinatown-Sao Francisco-Estados Unidos da America
Cerimónias e Festividades
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
La Paz, Baja California, esquina da capital, com El Quinto Sol
Cidades
La Paz, Baja Califórnia Sur, México

Na Paz do Golfo da Califórnia

Los Cabos e o fundo da longa península acolhem a maior parte dos resorts e dos gringos. La Paz, recebe os seus, mas mantem-se a grande urbe genuína da Baja Califórnia, com um entorno desértico e marinho dos mais exuberantes do México.
fogon de Lola, comida rica, Costa Rica, Guapiles
Comida
Fogón de Lola, Costa Rica

O Sabor a Costa Rica de El Fogón de Lola

Como o nome deixa perceber, o Fogón de Lola de Guapiles serve pratos confeccionados ao fogão e ao forno, segundo tradição familiar costarricense. Em particular, a família da Tia Lola.
Verão Escarlate
Cultura

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Fim do dia no lago da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba, Índia
Em Viagem
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Efate, Vanuatu, transbordo para o "Congoola/Lady of the Seas"
Étnico
Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

Mar Morto, Tona de água, Lugar Mais Baixo Terra, Israel, repouso
História
Mar Morto, Israel

À Tona d’água, nas Profundezas da Terra

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Ilhas
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Inverno Branco
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Casal de visita a Mikhaylovskoe, povoação em que o escritor Alexander Pushkin tinha casa
Literatura
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Natureza
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Menina brinca com folhas na margem do Grande Lago do Palácio de Catarina
Outono
São Petersburgo, Rússia

Dias Dourados que Antecederam a Tempestade

À margem dos acontecimentos políticos e bélicos precipitados pela Rússia, de meio de Setembro em diante, o Outono toma conta do país. Em anos anteriores, de visita a São Petersburgo, testemunhamos como a capital cultural e do Norte se reveste de um amarelo-laranja resplandecente. Num deslumbre pouco condizente com o negrume político e bélico entretanto disseminado.
Monte Denali, McKinley, Tecto Sagrado Alasca, América do Norte, cume, Mal de Altitude, Mal de Montanha, Prevenir, Tratar
Parques Naturais
Monte Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Património Mundial UNESCO
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
República Dominicana, Praia Bahia de Las Águilas, Pedernales. Parque Nacional Jaragua, Praia
Praias
Laguna Oviedo a Bahia de las Águilas, República Dominicana

Em Busca da Praia Dominicana Imaculada

Contra todas as probabilidades, um dos litorais dominicanos mais intocados também é dos mais remotos. À descoberta da província de Pedernales, deslumbramo-nos com o semi-desértico Parque Nacional Jaragua e com a pureza caribenha da Bahia de las Águilas.
Um contra todos, Mosteiro de Sera, Sagrado debate, Tibete
Religião
Lhasa, Tibete

Sera, o Mosteiro do Sagrado Debate

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.
Trem do Serra do Mar, Paraná, vista arejada
Sobre Carris
Curitiba a Morretes, Paraná, Brasil

Paraná Abaixo, a Bordo do Trem Serra do Mar

Durante mais de dois séculos, só uma estrada sinuosa e estreita ligava Curitiba ao litoral. Até que, em 1885, uma empresa francesa inaugurou um caminho-de-ferro com 110 km. Percorremo-lo, até Morretes, a estação, hoje, final para passageiros. A 40km do término original e costeiro de Paranaguá.
Sociedade
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Curieuse Island, Seychelles, tartarugas de Aldabra
Vida Selvagem
Île Felicité e Île Curieuse, Seychelles

De Leprosaria a Lar de Tartarugas Gigantes

A meio do século XVIII, continuava inabitada e ignorada pelos europeus. A expedição francesa do navio “La Curieuse” revelou-a e inspirou-lhe o baptismo. Os britânicos mantiveram-na uma colónia de leprosos até 1968. Hoje, a Île Curieuse acolhe centenas de tartarugas de Aldabra, o mais longevo animal terrestre.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.