Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike


Cruzeiros
Residente contempla dois cruzeiros ancorados no porto de Skagway.
Mais cruzeiros
Dois cruzeiros atracados no porto de Skagway.
Tentação Clássica
Cadillac colorido numa ruela secundária de Skagway.
Comboio na encosta
Composição do White Pass & Yukon Train avança ao longo de o White Pass.
Can Can nos dias de hoje
Bailarinas Can Can do "The Days of 98" show.
White Pass
Cenário da White Pass, às portas do Yukon.
White Pass & Yukon Train
Composição do White Pass and Yukon Train.
Ouro
Visitantes peneiram ouro em Skagway.
Protectores nativo-americanos
Totens indígenas expostos na rua principal de Skagway.
Rua de Skagway
Transeuntes caminham por uma rua histórica de Skagway.
Rio do White Pass
Riacho ganha rápidos com o declive de White Pass.
Alasca em ponto pequeno
Miniatura histórica de uma povoação do Klondike.
Todos a bordo
Maquinista sobe para a locomotiva do White Pass & Yukon Train.
Prince
Transeunte passa em frente a uma loja pintada com uma imagem típica de mineração.
Nas traseiras
Zona de estaleiro das Klondike Dredge Tours.
Nova Febre do Ouro
Trabalhador da Klondike Dregde explica a visitantes o funcionamento da prospecção de ouro com recurso à draga.
Espartilhos
Empregada de um bar de Skagway em trajes históricos.
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A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Isolada entre o oceano Pacífico e a imensidão da British Columbia, a região da panhandle surge  fragmentada por incontáveis canais e fiordes.

Dela se elevam as Coast Mountains, uma cordilheira litoral semi-subsumida na maior floresta dos Estados Unidos, a Tongass.

Esta natureza rude inviabiliza a construção de vias. Com excepção de Skagway, Hyder e Haines, as povoações locais continuam desprovidas de uma ligação rodoviária ao exterior.

A via de eleição é o Alasca Marine Highway, como o nome indica, uma espécie de auto-estrada marítima que tem início no porto aleuta longínquo de Unalasca/Dutch Harbour e percorre a passagem interior do cabo de frigideira alasquense até Bellingham ou Prince Rupert, a norte de Vancouver.

Tínhamos acabado de aterrar em Juneau, vindos da grande Anchorage. É na pitoresca capital alasquense que embarcamos no M/V Malaspina.

Navegamos rumo a Skagway, algumas centenas de quilómetros para norte, entre fiordes verdejantes sempre ensopados pela chuva e a humidade.

Atracamos numa enseada escondida de Juneau pouco depois do pôr-do-sol.

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Residente contempla dois cruzeiros ancorados no porto de Skagway.

A Recepção Calorosa de Janilyn, em Skagway

Janilyn aguarda-nos no topo da rampa que se projecta da doca. Sem se dar conta, atrapalha os passageiros que sobem, sobrecarregados com a bagagem que levam.

Quando dá por nós, inaugura um acolhimento carinhoso e voluntarioso que duraria quase três dias. “Ainda bem que vieram. Estava mesmo ansiosa pela vossa visita!” Ao que acrescenta depois de fechar a porta traseira do jipe “ ’Bora! Deixei o meu marido e o meu filho no bar. O Lukas vai actuar dentro em pouco…”

Sem tempo para desenjoar da longa viagem, damos connosco no Bonanza, um bar acolhedor de Skagway, a beber Alaskans Amber tonificantes.

Num canto, vários músicos tocam para si, para as famílias e alguns amigos, compenetrados, como se se tratasse do concerto das suas vidas.

Nas mesas e ao balcão, fluem conversas fáceis interrompidas apenas por uma ou outra piada demasiado divertida para ser ignorada.

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Empregada de um bar de Skagway em trajes históricos.

Lukas pega na guitarra e conquista a sala com uma voz semi-rouca e melodiosa.

As suas melodias em estilo Red House Painters ou Mark Kozelek a solo, causam arrepios na mãe Janilyn, e levam-na a um extremo de comoção que se vê obrigada a partilhar. “É maravilhoso não é?

Tenho muito orgulho nele… e olhem … já que estou a falar de orgulho, gostava de vos dizer outra coisa: eu e o meu marido não fazemos isto há muito tempo.

Começámos a receber estrangeiros quando percebemos a imagem com que os Estados Unidos estavam a ficar no resto do mundo.

A Imagem dos EUA e a Bipolaridade Sazonal de Skagway

Achámos que era importante mostrarmos a quem vem de fora a hospitalidade da verdadeira América e suavizar a imagem que estávamos a criar. Felizmente, agora, temos um presidente mais digno para nos ajudar.”

Apesar da contribuição quase sempre embaraçosa da bárbie republicana Sarah Palin e da camada mais conservadora da população do 49º estado, esta porção diminutiva do Alasca contribui há muito para marcar a diferença.

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Totens indígenas expostos na rua principal de Skagway.

Talvez por o território estar destacado do Lower 48 e intimamente ligado à natureza, a sua existência revela-se mais leve e descomprometida, ideal para quem procura novas perspectivas de vida. Mas não só.

Skagway surge como uma das primeira povoações a quem chega do North Country (o grande Alasca setentrional) à descoberta da Panhandle, o cabo de frigideira.

A sua população fixa não chega aos 1000 habitantes mas, porque integra a rota alasquense dos cruzeiros, à medida que Junho se aproxima, é reforçada com outros tantos imigrantes oriundos do norte dos Estados Unidos e do estrangeiro.

Como acontece nas cidades vizinhas do sul, durante cada curto Verão, esta força de trabalho atende quase um milhão de visitantes que podem desembarcar de até cinco paquetes monstruosos por dia (com um total de 8000 passageiros), 400 por ano.

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Dois cruzeiros atracados no porto de Skagway.

Skagway: o Rentável Frenesim Comercial de Maio a Setembro

São grupos de reformados e famílias inteiras que desembarcam em contra-relógio, determinados a passar momentos inolvidáveis e a gastar a condizer.

Skagway facilita-lhes a vida. Os navios atracam quase sobre a Broadway Street. Esta rua mantém os forasteiros represados e entretidos entre as suas lojas, bares e cafés.

Como complemento da emboscada, os edifícios históricos foram recuperados e re-decorados ao pormenor.

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Cadillac colorido numa ruela secundária de Skagway.

Exibem montras e placares apelativos, chamamentos sofisticados do consumismo a que o mais alienado dos ascetas teria problemas em resistir.

Nos derradeiros anos do século XIX, o apelo era outro.

Reluzia bem mais que as vitrinas elegantes da Broadway Street e custava frequentemente a vida.

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Transeuntes caminham por uma rua histórica de Skagway.

A Época do Ouro Alasquense que Reluzia

Em 1896 foi encontrado ouro no Klondike, uma região longínqua do vasto território do Yukon canadiano.

No ano seguinte, um navio a vapor deixou no Moore’s Wharf de Skagway uma primeira leva de mineiros.

Sucederam-se mais e mais embarcações que elevariam o seu número aos 30.000, na grande maioria americanos conflituosos e sem escrúpulos ansiosos por vencer os 800km de montanhas e glaciares que os separavam dos cascalhos milionários.

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Cenário da White Pass, às portas do Yukon.

Nem todos se fizeram ao caminho.

As narrativas dos pioneiros depressa foram promovidas a mitos. Exaltavam tempestades enregelantes, ataques de indígenas, de ursos e de lobos e travessias de rios mal calculadas em que várias caravanas se perdiam para sempre.

Os aspirantes mais prudentes dedicaram-se, em vez, a abastecer e servir os mineiros.

Foram tantos os que ficaram em Skagway que, em 1898, a cidade era disputada por 10.000 almas gananciosas e tinha-se tornado na maior do Alasca.

As Reconstituições Turísticas da Época Áurea de Skagaway

“Entrem cavalheiros, não façam cerimónias! As senhoras, se não se importam, peçam-lhes dinheiro e vão às compras…” apregoa uma alcoviteira apertada por espartilhos e rendas sedutoras, à entrada do Museu-Bordel do Red Onion Bar.

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Bailarinas Can Can do “The Days of 98” show.

Hoje, espectáculos como o teatro “Days of 98”, a povoação fictícia de Liarsville e o acampamento à beira-rio de Gold Rush remetem os visitantes para a época.

Como é de esperar, ficam muito aquém da realidade áspera de então, feita de álcool e prostituição, de lutas, tiroteios e linchamentos que os representantes da lei procuravam sobretudo evitar.

As Aventuras e Desventuras de Jack London no Alasca e Klondike

Em 1897, Jack London e o cunhado James Shepard cederam ao apelo da prospecção.

Pouco depois, London já padecia de escorbuto. Em 1903, passou a vida no Alasca para o papel sob uma perspectiva inesperada.

Em “O Apelo da Floresta”, narrou as agruras de Buck, um mestiço de São Bernardo com uma pastora Shetland que é raptado na Califórnia por um jogador enterrado em dívidas e se vê desesperado no mundo-pior-que-cão do Klondike.

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Trabalhador da Klondike Dregde explica a visitantes o funcionamento da prospecção de ouro com recurso à draga.

Para o interior, ao longo do Chilkoot Trail, a existência era de igual forma infernal.

Ao chegarem à fronteira canadiana, milhares de prospectores só recebiam permissão para prosseguir quando tivessem para cima de uma tonelada de equipamento e provisões.

Além de contrariar toda a lógica aduaneira dos dias de hoje, a exigência obrigava a inúmeras viagens de ida e volta e causava um grave congestionamento de carroças ao longo do íngreme White Pass.

O problema  forçou o governo canadiano a construir um caminho de ferro.

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Maquinista sobe para a locomotiva do White Pass & Yukon Train.

Atrasado pelos inúmeros obstáculos levantados por Soapy Smith – um controverso mafioso de Skagway -, o empreendimento só ficou concluído em Julho de 1900, já a febre do ouro tinha passado.

White Pass and Yukon Route, um Deslumbrante Desfiladeiro Ferroviário

Apesar de pouco ou nada ter servido os propósitos iniciais, desde então, a White Pass and Yukon Route manteve-se quase sempre em intensa actividade.

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Composição do White Pass and Yukon Train.

Nos dias que correm, o seu comboio fumarento e os cenários de faroeste que atravessa são um dos principais motivos porque atracam tantos cruzeiros no Moore’s Wharf.

No Verão, também dão emprego a dezenas de residentes da povoação.

Janilyn faz tudo o que pode para facilitar a experiência de quem agora visita a cidade que servia de porta de entrada para aquele reduto aurífero.

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Visitantes peneiram ouro em Skagway.

Quando chegamos enregelados da viagem ferroviária de ida e volta, ela, a família e amigos convidam-nos para nos sentarmos em redor da fogueira a beber cervejas e a comer salmão grelhado.

Na hora da partida, a anfitriã e o marido oferecem-nos sandes daquele peixe suculento e despedem-se numa comoção disfarçada.

Em breve, a família se mudaria temporariamente para o Oregon.

Skagway ficaria de novo entregue à sua solidão invernosa.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum.
Monte Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.
Sitka, Alasca

Sitka: Viagem por um Alasca que Já foi Russo

Em 1867, o czar Alexandre II teve que vender o Alasca russo aos Estados Unidos. Na pequena cidade de Sitka, encontramos o legado russo mas também os nativos Tlingit que os combateram.
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Prince William Sound, Alasca

Viagem por um Alasca Glacial

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do Alasca. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É parco para o número de almas que a desejam.
Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Florida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.
Grand Canyon, E.U.A.

Viagem pela América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
Moradores percorrem o trilho que sulca plantações acima da UP4
Cidade
Gurué, Moçambique, Parte 1

Pelas Terras Moçambicanas do Chá

Os portugueses fundaram Gurué, no século XIX e, a partir de 1930, inundaram de camelia sinensis os sopés dos montes Namuli. Mais tarde, renomearam-na Vila Junqueiro, em honra do seu principal impulsionador. Com a independência de Moçambique e a guerra civil, a povoação regrediu. Continua a destacar-se pela imponência verdejante das suas montanhas e cenários teáceos.
Anfitrião Wezi aponta algo na distância
Praia
Cobué; Nkwichi Lodge, Moçambique

O Moçambique Recôndito das Areias Rangentes

Durante um périplo de baixo a cima do (lago) Malawi, damos connosco na ilha de Likoma, a uma hora de barco do Nkwichi Lodge, o ponto de acolhimento solitário deste litoral interior de Moçambique. Do lado moçambicano, o lago é tratado por Niassa. Seja qual for o seu nome, lá descobrimos alguns dos cenários intocados e mais impressionantes do sudeste africano.
Fogueira ilumina e aquece a noite, junto ao Reilly's Rock Hilltop Lodge,
Safari
Santuário de Vida Selvagem Mlilwane, eSwatini

O Fogo que Reavivou a Vida Selvagem de eSwatini

A meio do século passado, a caça excessiva extinguia boa parte da fauna do reino da Suazilândia. Ted Reilly, filho do colono pioneiro proprietário de Mlilwane entrou em acção. Em 1961, lá criou a primeira área protegida dos Big Game Parks que mais tarde fundou. Também conservou o termo suazi para os pequenos fogos que os relâmpagos há muito geram.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

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Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Dia da Austrália, Perth, bandeira australiana
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Kronstadt Rússia Outono, dona do Bouquet
Cidades
Kronstadt, Rússia

O Outono da Ilha-Cidade Russa de Todas as Encruzilhadas

Fundada por Pedro o Grande, tornou-se o porto e base naval que protegem São Petersburgo e o norte da grande Rússia. Em Março de 1921, rebelou-se contra os Bolcheviques que apoiara na Revolução de Outubro. Neste Outubro que atravessamos, Kronstadt volta a cobrir-se do mesmo amarelo exuberante da incerteza.
Comida
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Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Mural exibe músicos de Jazz, acima de um parque de estacionamento de New Orleans.
Cultura
New Orleans, Luisiana, Estados Unidos

Ao Ritmo da Música Orleaniana

New Orleans é o berço do jazz e o jazz soa e ressoa nas suas ruas. Como seria de esperar, numa cidade tão criativa, o jazz deu o tom a novos estilos e actos irreverentes. De visita à Big Easy, temos o privilégio de apreciar de tudo um pouco.
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Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Em Viagem
Moçamedes ao PN Iona, Namibe, Angola

Entrada em Grande na Angola das Dunas

Ainda com Moçâmedes como ponto de partida, viajamos em busca das areias do Namibe e do Parque Nacional Iona. A meteorologia do cacimbo impede a continuação entre o Atlântico e as dunas para o sul deslumbrante da Baía dos Tigres. Será só uma questão de tempo.
Retorno na mesma moeda
Étnico
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
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Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

Do lado de cá do Atlântico
História

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Ilhas
São Nicolau, Cabo Verde

Fotografia dess Nha Terra São Nicolau

A voz da saudosa Cesária Verde cristalizou o sentimento dos cabo-verdianos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau ou, vá lá que seja, admira imagens que a bem ilustrem, percebe porque os seus lhe chamam, para sempre e com orgulho, nha terra.
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Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Sombra vs Luz
Literatura
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O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
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Natureza
Ponta de São Lourenço, Madeira, Portugal

A Ponta Leste, algo Extraterrestre da Madeira

Inóspita, de tons ocres e de terra crua, a Ponta de São Lourenço surge, com frequência, como a primeira vista da Madeira. Quando a percorremos, deslumbramo-nos, sobretudo, com o que a mais tropical das ilhas portuguesas não é.
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Outono
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Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
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Parques Naturais
Machangulo, Moçambique

A Península Dourada de Machangulo

A determinada altura, um braço de mar divide a longa faixa arenosa e repleta de dunas hiperbólicas que delimita a Baía de Maputo. Machangulo, assim se denomina a secção inferior, abriga um dos litorais mais grandiosos de Moçambique.
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Património Mundial UNESCO
Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
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Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Celebração newar, Bhaktapur, Nepal
Religião
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
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Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Hipopótamo exibe as presas, entre outros
Vida Selvagem
PN Mana Pools, Zimbabwé

O Zambeze no Cimo do Zimbabwé

Passada a época das chuvas, o minguar do grande rio na fronteira com a Zâmbia lega uma série de lagoas que hidratam a fauna durante a seca. O Parque Nacional Mana Pools denomina uma região fluviolacustre vasta, exuberante e disputada por incontáveis espécimes selvagens.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.